quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Saiba mais sobre Nuvem, Internet das Coisas e Internet Semântica e como podem auxiliar sua empresa.


 Situações antes vistas como distantes tornaram-se mais próximas e reais, permitindo novas possibilidades de interação com o consumidor.

Até 2020, a tecnologia mudará a comunicação entre os equipamentos e a forma como nos relacionamos com eles. Ao longo desta década, pelo menos três avanços notáveis da internet estarão amadurecidos e acelerarão ainda mais a mobilidade de terceira geração: a nuvem (data centers públicos ou privados – cloud computing), a internet das coisas e a internet semântica. Segundo a Forrester Research, o setor empresarial deve investir cerca de US$ 241 bilhões em todo o mundo, até 2020, em tecnologias relacionadas com Cloud Computing. No entanto, as empresas devem ficar atentas, pois a adoção dessas técnicas sem um planejamento não garante um retorno do investimento, é preciso investir em formação de mão de obra capacitada.
Na era da internet 3.0, a computação nas nuvens permitirá armazenar quase tudo o que hoje guardamos em computadores e smartphones, sendo um repositório quase inesgotável para arquivos pessoais, filmes, aplicativos, jogos, entre outros.
A internet das coisas estará ligada ao cloud computing e será possível estabelecer elos virtuais ou links entre objetos materiais como mercadorias, livros, discos... A comunicação entre pessoas-objetos e objetos-objetos estará no seu auge, devido à enorme quantidade de sensores comunicando-se e estabelecendo novos diálogos. O coordenador e professor dos cursos de Sistemas de Informação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade COTEMIG, Renan Oliveira da Cunha, nos traça um cenário não tão futurista em que uma pessoa consulta a internet, por um painel no seu automóvel para saber onde fica a farmácia mais próxima. “Por meio de técnicas de localização, o sistema localizaria a posição do usuário e ofereceria uma lista de possibilidades. Farmácias poderiam utilizar essa solicitação do cliente para oferecer vantagens, como descontos ou brindes, caso o usuário venha a escolher o seu estabelecimento”, exemplifica.
A internet semântica pode ser definida como uma união de tecnologias que permitirão às máquinas entender o significado da informação. Fábio Salles, diretor de TI da agência Kindle, relata que todas essas inovações permite que a informação fique disponível em múltiplos meios, em velocidade e tempo reais. Todavia, o diretor alerta que novos riscos e perigos também surgirão com a nova tecnologia, pois nunca estivemos tão expostos como atualmente. Ele exemplifica que dados em nuvem reduzem custos para empresa, mas, por outro lado, coloca dados sob responsabilidade de terceiros. “O Brasil carece até de uma legislação apropriada para esse tipo de cenário. Como garantir a segurança da informação e o sigilo em um ambiente em nuvem? Com tanta informação sendo gerada por tantas fontes, existirá uma grande necessidade de sistemas de business intelligence, por exemplo, capazes de extrair as informações efetivamente relevantes deste mar de dados”.

Mudança no relacionamento empresa/cliente e empresa/empresa


Essa inovação mudará a forma como as empresas se comunicam com seus clientes e como eles consomem serviços. Para o professor, a maioria das grandes empresas, principalmente aquelas ligadas à área de tecnologia, já percebeu os benefícios que pode oferecer. “A Apple investiu cerca de um bilhão de dólares na construção de seu novo datacenter para oferecer seu serviço de nuvem (chamado de iCloud). A idéia é de que os conteúdos vendidos pela empresa possam ser acessados por qualquer produto da marca sem que o usuário tenha a necessidade de ficar transferindo arquivos de um dispositivo para outro”.
Com isso, a empresa impulsiona a venda de novos produtos por consumidores que se vêem atraídos por essa comodidade. Oliveira relata ainda que um grande benefício para as empresas é que, conhecendo e tendo acesso ao conteúdo armazenado nas nuvens pelos seus usuários, elas são capazes de identificar quais os reais interesses e necessidades de cada indivíduo, podendo oferecer produtos e serviços mais personalizados, embora isso levante sérios questionamentos quanto à privacidade e segurança das informações.
O coordenador nos apresenta outro cenário que utiliza o conceito de “internet das coisas”. “As informações de produção poderiam ser compartilhadas com todas as empresas parceiras, fornecedoras de componentes, por meio de servidores nas nuvens. Então, analisando o ritmo de produção da montadora, as produtoras de peças poderiam reajustar suas próprias cadeias produtivas de forma a se alinhar com as necessidades da mesma”.
A web semântica aparece como um forte fator de transformação, visto que parte da comunicação será processada direta ou indiretamente por máquinas. É importante que as empresas saibam fazer uso dessa tecnologia de forma que consigam atender aos seus clientes de maneira automatizada, porém personalizada, “para proporcionar ao cliente uma maior satisfação sobre os produtos e serviços, tornando esse processo mais próximo de uma experiência natural, e não mecânica”, orienta Oliveira.

Impacto na realização de campanhas

As empresas já perceberam que devem investir em um contato mais próximo com o seu cliente e têm investido principalmente na divulgação de suas marcas nas redes sociais. O problema surge quando isso é feito sem planejamento, gerando um efeito contrário ao esperado. Para Oliveira, as empresas de publicidade estão diante de um novo desafio em termos de promoção de um produto, no qual elas devem oferecer uma experiência que os usuários queiram compartilhar, criando, assim, uma cadeia de divulgação espontânea. “Isso pode envolver a criação e distribuição de aplicativos gratuitos para smartphones, tablets e outros dispositivos que, além de atender a alguma necessidade do cliente, informam em redes sociais que o usuário está usando aquele produto e que, por isso, está tendo algum tipo de benefício”.
Para Fábio Salles, a internet das coisas possui um grande desafio pela frente: a forma como será feito o cruzamento de dados. É importante gravar como determinado produto é consumido e adquirido, mas cruzar isso com o consumo de outros produtos pode trazer dados interessantes sobre hábitos de consumo.
Além da possibilidade de sensores de produtos não ficarem restritos às lojas,e sim, a qualquer lugar. “Um ambiente poderá detectar como as pessoas estão se vestindo, quais produtos estão nas bolsas, entre outros. Novamente, o perigo é determinar até que ponto isso não caracteriza uma invasão de privacidade”, pondera o diretor de TI da agência Kindle.

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