quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Facebook apaga falsos "Curtir" e páginas pop apresentam redução de seguidores


O Facebook começou recentemente a remover falsos “Curtir” de páginas das redes sociais. E este processo fez com que páginas famosas perdessem até quase 100 mil curtidas. As informações são da consultoria americana Page Data, que é um site de monitoramento independente de páginas da rede social de Mark Zuckerberg. A informação não foi confirmada pelo Facebook.

Em setembro, o Facebook admitiu que há usuários falsos e que iria concentrar esforços e removê-los. A limpeza empreendida pela rede fez, segundo o Page Data, com que a página do jogo “Texas HoldEm Poker” perdesse 96.317 “likes” na quarta-feira (26).

Páginas de famosos também tiveram significativas perdas de curtidas. A cantora americana Rihanna perdeu 28.275 “likes”, o rapper Eminem apresentou redução 15.420 e a cantora Lady Gaga teve 34.326 curtidas a menos em sua página.

A reportagem da rede britânica BBC questionou o Facebook sobre a redução de “likes”. No entanto, o site não confirmou que está havendo uma “limpeza de spammers”, mas também não soube explicar o motivo da redução de curtidas.

No mês de agosto, o Facebook, oficialmente, anunciou que 8,7% dos usuários da rede social são falsos. Desta fração, o site estima que 4,8% são de contas duplicadas, 2,4% são de usuários qualificados erroneamente e 1,5% são de contas indesejáveis.

As curtidas falsas, geralmente, são geradas a partir de pacotes vendidos pela internet. Após a aquisição, o interessado paga um valor fixo por uma quantidade específica de cliques. Quem vende o recurso não explica ao cliente como faz. No entanto, é muito provável que os “likes” falsos ocorram com a utilização de milhares de contas falsas na rede social.

Celulares do Rio de Janeiro ganham mais um dígito a partir de 2013

Medida pretende dobrar a oferta de números de celulares.
Mudança chega ao Vale do Paraíba (SP) no meio no ano.


Seguindo o exemplo do que aconteceu em São Paulo, que teve que colocar um 9 na frente do número do celular, agora é a vez do Rio de Janeiro ganhar 9 dígitos.


 A novidade vale para o início de 2013 e começa pelo Rio de Janeiro. Celulares com o DDD 21 terão o dígito 9 colocado na frente do número atual. Na sequência, no meio do ano, a iniciativa vai chegar a 39 municípios do Vale do Paraíba paulista, com o DDD 12.

Essa mudança é somente para número de celular e vai valer para chamadas de telefone fixo para móvel ou telefones móveis entre si.

A modificação é obrigatória, gratuita e a cargo das operadoras. A medida pretende dobrar a oferta de números de celulares e vai alterar os números de, pelo menos, 3,5 milhões de usuários da telefonia móvel.

Em São Paulo, desde julho deste ano, a iniciativa elevou as combinações numéricas de 44 milhões para 90 milhões de números.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Menino com síndrome de Down vira modelo de gigante britânica do varejo

Rede aceitou sugestão da mãe do garoto, que criticou falta de 'diversidade' nas campanhas publicitárias

Em um esforço para aumentar a diversidade de suas campanhas, a maior loja de departamento britânica contratou um menino com síndrome de Down para promover sua linha de roupas infantis.

A campanha da gigante do varejo Marks & Spencer, que tem mais de 700 lojas espalhadas pela Grã-Bretanha, além de ter presença em outros 40 países, surgiu a partir da sugestão da mãe do novo garoto-propaganda da loja, Sebastian, de 4 anos.

Caroline Branco, da cidade de Bath, reclamou sobre a falta de diversidade nas propagandas que anunciam roupas e outros produtos para crianças na TV, em revistas e outdoors.
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Segundo ela, essa homogenização das campanhas publicitárias pode contribuir para aumentar o sentimento de isolamento de famílias que têm um filho com síndrome de Down.
"Não sabíamos que Seb tinha síndrome de Down quando ele nasceu, e foi uma época muito assustadora, porque não estávamos preparados", diz Caroline.
"Me lembro de ver todos aqueles anúncios na TV com famílias e crianças, e não havia ninguém diferente, todo mundo era perfeito. Tudo isso só aumentou meu sentimento de isolamento e medo."

Uniformes
 Segundo Branco, recentemente, quando Sebastian entrou na escola e ela teve de comprar uniformes para o filho, novamente lhe chamou a atenção a falta de diversidade nas campanhas publicitárias.
Foi por isso que ela fez a sugestão à Marks & Spencer, para que houvesse uma mudança na padronização dos modelos da loja – o que resultou na contratação de seu filho como garoto-propaganda.

"Espero que as pessoas percebam que vivemos como qualquer outra família. Seb canta, dança, encanta todo mundo", afirma Caroline.
"Não quero que pensem que é uma tragédia (ter um filho com síndrome de Down), porque a realidade está muito longe disso", completa.

Número de casas com TV supera o das que têm geladeira

Segundo dados da Pnad, 96,9% dos domicílios tinham TV em 2011.
Bem mais presente nas residências, no entanto, ainda é o fogão.


O número de domicílios particulares que têm pelo menos um aparelho de televisão em casa ainda supera o dos que têm geladeira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2011, 59,4 milhões de lares tinham televisão – 96,9% do total. Já o número dos que tinham geladeira era de 58,7 milhões (95,8%).

O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada nesta sexta-feira (21). O estudo investiga dados sobre população, migração, educação, emprego, família, domicílios e rendimento. Foram ouvidas 358.919 pessoas em 146.207 domicílios. Segundo o IBGE, a população residente em 2011 no país era de 195,2 milhões.

Os números apontam, no entanto, que essa estatística pode se inverter. Na comparação com 2009, a quantidade de lares com televisão cresceu 6,1%, enquanto o crescimento no caso da geladeira foi maior, de 7,4%.

O bem mais presente nos domicílios, no entanto, é o fogão: 98,6% dos lares possuíam um em 2011. Em 2009, esse percentual era de 98,4%.

Entre os itens da chamada “linha branca”, a máquina de lavar roupas e o freezer foram destaque, com crescimentos de 20,3% e 12,6% no período, respectivamente. Com isso, em 2011, 51% dos domicílios tinham máquina de lavar roupas, enquanto 16,4% possuíam freezer.

Cresceu também, de 2009 a 2011, a porcentagem de residências com carro (de 37,4% para 40,9%) e moto (de 16,2% para 19,1).

Segundo os dados da Pnad, o único bem cuja posse teve queda no período analisado foi o rádio: em 2009, ele estava presente em 51,4 milhões de casas; em 2011, eram 51,1 milhões, uma queda de 0,6%.

PC com internet é bem durável que mais cresceu nos lares, diz IBGE

Domicílios com telefone móvel também aumentaram, diz pesquisa do IBGE.
Internet brasileira ganhou 9,9 milhões de novos usuários entre 2009 e 2011.
O bem durável que teve o percentual mais elevado de crescimento nos lares brasileiros foi o computador com acesso à internet, com aumento de 39,8%, no período de 2009 a 2011, segundo dados do IBGE. Em segundo lugar, ficou o microcomputador, com crescimento de 29,7% no mesmo período, aponta o estudo.
 
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada nesta sexta-feira (21). O estudo investiga dados sobre população, migração, educação, emprego, família, domicílios e rendimento. Foram ouvidas 358.919 pessoas em 146.207 domicílios. Segundo o IBGE, a população residente em 2011 no país era de 195,2 milhões.
 
Além dos computadores, a pesquisa do IBGE mostrou que os celulares ficaram em terceiro lugar na lista de bens duráveis que mais cresceram nos lares brasileiros, com um aumento de 26,6% entre 2009 e 2011.

Os domicílios com pelo menos um morador que tinham telefone móvel para uso pessoal eram 41,1% do total em 2009. Em 2011, essa porcentagem chegou a 49,7%, somando 6,4 milhões de lares com celular. Segundo a pesquisa, a ampliação no número foi mais intensa nas regiões Nordeste (2,5 milhões de lares) e Sudeste (2 milhões de lares) do país.
O Nordeste também liderou a lista de regiões onde a posse do aparelho mais cresceu (de 48,3% para 61,6%), seguido pelo Norte (de 51,2% para 63,6%). O menor aumento ficou na região Centro-Oeste (de 51,7% para 57,4%). Os dados também são referentes a análises feitas em 2009 e 2011.

De acordo com a pesquisa, o único bem que apresentou redução foi o rádio, que teve sua presença diminuída em 0,6%.

 


Mais 9,9 milhões de internautas

A internet brasileira ganhou 9,9 milhões de novos usuários entre 2009 e 2011, segundo o levantamento do Pnad. Em 2011, 77,7 milhões de pessoas de 10 anos ou mais declararam à pesquisa do IBGE ter usado a internet nos últimos três meses, em relação à data da pergunta que lhe foi feita. O crescimento em relação a 2009 foi de 14,7%.

De acordo com a pesquisa, os usuários da internet correspondiam, em 2011,
 a 46,5% da população de 10 anos ou mais de idade, uma elevação de 4,9 pontos percentuais em relação a 2009.

Também em relação a 2009, a região brasileira que mais teve aumento no número de internautas foi a Centro-Oeste, adicionando 1 milhão de novos usuários. No Nordeste, o aumento foi de 16,4% e, no Sudeste, de 15%. O IBGE revela que as regiões Norte e Sul tiveram aumentos abaixo da média brasileira: 12,1% e 11,3%, respectivamente.

A pesquisa informa que, em 2009, todas as regiões brasileiras tinham menos da metade da população de 10 anos ou mais com acesso à internet. Em 2011, o quadro mudou e Sudeste, Centro-Oeste e Sul registraram mais da metade da população com acesso à web. As regiões Norte e Nordeste tinham pouco mais de um terço desta parte da população com acesso à rede, revelou o estudo.

Acesso à web por idade
 

Os dados do Pnad mostraram que, entre 2009 e 2011, todas as faixas etárias tiveram um aumento na proporção de pessoas com acesso à web. “O grupo etário de pessoas de 30 a 39 anos de idade foi aquele que apresentou o maior aumento”, diz a pesquisa. Em seguida, ficou o grupo de 25 a 29 anos e o de 40 a 49 anos.

O estudo afirma que as menores variações no acesso aconteceram nas faixas de 15 a 17 anos e na dos 18 aos 19 anos. “Esses grupos apresentaram a maior proporção de pessoas que mais acessavam a internet em 2009 e mantiveram-se assim em 2011”, diz o IBGE.

 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Groupon é multado em R$ 1,4 milhão no PR

O Procon-PR multou o site de compras coletivas Groupon em R$ 1,4 milhão. Segundo a entidade, muitos consumidores reclamam do não cumprimento de contratos firmados e da dificuldade em solucionar problemas, pois nem o site nem os parceiros dão retorno aos usuários.

Em nota, a responsável pela Divisão Jurídica do Procon-PR, Cila de Fátima Mendes dos Santos, afirmou que "a conduta da empresa contraria as disposições do Código de Defesa do Consumidor, por desrespeitar vários direitos previstos na Lei, entre os quais o cumprimento das ofertas realizadas pelos fornecedores".

De janeiro a agosto deste ano, o Procon do Paraná atendeu 221 consumidores que reclamaram do site de compras coletivas.

Em resposta, o Groupon informou que não foi notificado oficialmente a respeito da multa aplicada pelo Procon-PR. A empresa afirmou, em nota, que investe constantemente em melhorias e que criou, recentemente, um departamento de qualidade para avaliar as companhias que desejam fazer parceria com site.

Primeiro emoticon completa 30 anos :-)

Os símbolos que mudaram para sempre a comunicação no ambiente virtual celebram uma marca importante nesta quarta-feira, quando o emoticon completa 30 anos de existência. Essa expressão risonha, hoje tão naturalmente interpretada, foi difundida na internet em 1982 - e, desde então, evoluiu tanto que é difícil encontrar na web um texto informal que não contenha essa ou uma de suas muitas variantes destinadas a demonstrar emoções.

A primeira utilização documentada de uma das formas de emoticon mais difundidas atualmente (uma representação pictográfica de determinada expressão facial feita com o uso de sinais gráficos de pontuação e/ou letras do alfabeto... ou, simplesmente, :-)) foi proposta às 11h44 de 19 de setembro de 1982 em Pittsburgh, nos Estados Unidos, quando o professor Scott Fahlman a sugeriu em um fórum de discussões da Universidade Carnegie Mellon.

"Proponho a seguinte sequência de caracteres para identificar as piadas: :-). Leia de lado. Na verdade, é provavelmente mais econômico marcas as coisas que NÃO são piadas, dadas as tendências atuais. Para isso, usem :-(", escreveu Fahlman aos seus colegas e alunos. Dentro de alguns meses, se espalhou pela ARPANET e a Usenet. Uma infinidade de variantes foi sugerida desde então.

Ajudar a identificar piadas e ironias é ainda hoje uma das principais aplicações dos emoticons. Fora das limitações do ambiente virtual da época, se utiliza muito mais do que palavras para expressar sentimentos: linguagem corporal, contato visual, tom de voz e muitas outras características contribuem para dar significados que excedem a barreira das palavras. Enquanto isso, há três décadas, tudo o que era digitado ficava muito semelhante, e alternativas como pontos de exclamação extras, MAIÚSCULAS e "smilies" surgiram para ajudar a reproduzir o humor, a intenção das pessoas.

Assim, as emoções humanas começaram a ser codificadas eletronicamente, desde as expressões mais básicas (como alegria e tristeza) até ações completas, como "abraçar" ou "buscar um café" - tudo através do pressionar de algumas teclas. Expandidas desde sua concepção original, variantes modernas do emoticon aparecem agora representadas, em geral, por gráficos computadorizados - em uma evolução do smiley original. Contrariando a ampla utilização dessas carinhas no ambiente virtual, Fahlman diz que odeia os ícones amarelos que os emoticons se tornaram nas últimas décadas.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Varejo 3.0

As marcas estão preparadas? 
Principal característica da era 3.0 no varejo é oferecer recursos tecnológicos diversos como sistema de RFID, Realidade Aumentada, QR Codes, tablets, monitores e telas de modo a melhorar a experiência de consumo de um produto no ponto de venda

O varejo 2.0 é aquele no qual o consumidor utiliza basicamente a web 2.0, ou seja, ele pesquisa e pede opiniões para os seus amigos nas redes sociais, vê vídeos do produto nos canais como YouTube, participa de fóruns, chats, faz pesquisa em comparadores de preços, utilizando todos os recursos disponíveis para se sentir confortável e confiante em comprar um produto, seja em uma loja on-line ou off-line.

O varejo 3.0, por sua vez, é uma evolução natural do mercado, ou seja, une todos os meios físicos, virtuais e interativos numa empresa. Segundo Gui Bamberg, sócio-diretor da Bambergm Comunicação, “é a maneira correta de uma loja ou rede de lojas se comunicar de maneira uniforme e clara com seu público por meio de uma linguagem só”. O estrategista de marketing digital, Gabriel Rossi, acredita que o Varejo 3.0 dinamiza o processo, levando os elementos da web 2.0 para a loja física e aproveitando tecnologias com foco na experiência do comprador.

 Do ponto de vista do marketing, Vanessa Versiani, especialista em treinamentos de imagem e marketing da Diferencie-se!, explica que o varejo 3.0 é marcado pela colaboração, pela similaridade de objetivos entre empresas parceiras (varejistas com seus fornecedores e outros parceiros), pelo maior comprometimento com a sustentabilidade e maior compromisso das empresas com sua própria missão.

 A principal característica da era 3.0 no Varejo, de acordo com Gabriel Rossi, é oferecer recursos tecnológicos diversos como sistema de RFID (Radio Frequency Identification), Realidade Aumentada, QRCodes, tablets, monitores e telas, de modo a melhorar a experiência de consumo de um produto no ponto de venda. “O conceito baseia-se em oferecer opções, mais informações sobre o produto, avaliações, vídeos e recursos que facilitem a decisão do cliente”.

Como as marcas devem se fazer presentes?
 Gerar valor e trazer algo realmente relevante ao consumidor. Como qualquer estratégia de marketing, a implementação desse novo posicionamento deve começar com pesquisa, aprendizado e entendimento das necessidades de público-alvo. Além disso, Rossi observa que o conceito deve ser utilizado para contribuir e reforçar a identidade da marca, bem como relacionamento com o consumidor. “A realidade aumentada pode enriquecer no sentido de diferencial, de experiência única. Com consumidores cada vez mais conectados e antenados quanto à tecnologia, as empresas buscam estar afinadas e trazer informações de forma diferenciada e relevante”, exemplifica o estrategista.

 Estar integrada aos meios e preservando o seu DNA natural é a dica de Bamberg. “Se for uma marca de cosméticos, que tenha um display de LED que permita que a consumidora teste como ficará o seu rosto com aquele produto, virtualmente. Se for moda, que possa simular a peça e os adereços que a compõem”. E lembra que as marcas devem estar atentas ao clima da loja de modo que seus recursos 3.0 se sobressaiam perante as concorrentes.

Um fator é fundamental: a empresa precisa manter o mesmo posicionamento e imagem da empresa, independentemente do canal em que estiver dialogando com seu cliente. Com relação a estratégias de preços que podem ser praticadas nos diferentes canais, os entrevistados discordam. Para Gui Bamberg: “mesmo preço, mesma comunicação, mesma personalidade, mesma linguagem, seja verbal, virtual ou móvel. Dois preços, jamais! O Consumidor se sente lesado, enganado. Afinal, é uma mesma loja”. Mas Gabriel Rossi acredita que tudo depende da estratégia adotada pela marca. “Cada canal tem suas características, e o consumidor sempre espera algum tipo de diferencial de acordo com o ambiente em que se encontra, mas tudo depende da estratégia e do posicionamento da empresa”. Vanessa relata que hoje, com tanto acesso à informação, ainda há consumidores que têm desconfiança de comprar na internet e preferem ir até o ponto de venda. No entanto, de modo geral, ela também recomenda que os preços sejam os mesmos em todos os canais para evitar um certo “canibalismo”. “Se supusermos que o consumidor pesquisará e comprará onde o preço estiver menor, os canais que estiverem mais caros seriam prejudicados se houver diferença de preços. Ao menos em boa parte dos casos”. Mas ela observa que, em situações muito específicas e por tempo limitado, pode ser válido fazer modificações estratégicas.

Como recomendação para que as empresas se preparem para o varejo 3.0, Gabriel Rossi orienta que, antes de fazer parte de qualquer rede social e trabalhar tecnologias nos pontos de contato, é preciso refletir sobre as condutas postas em prática no mundo real. “É um processo simbiótico, e as atitudes do off-line influenciam no on-line e deixam rastros permanentes. As informações negativas e positivas que são compartilhadas sobre uma empresa na internet ficam perpetuadas nos sites de busca e interferem no boca a boca digital, ou seja, nas mensagens transmitidas para amigos e comunidades, afetando diretamente a reputação”.

Twitter é redesenhado e fica mais parecido com Facebook

O Twitter anunciou nesta terça-feira um redesenho na rede de microblogs na plataforma web e nos aplicativos para iPhone, Android e iPad. A reformulação do serviço agora permite que o usuário adicione uma foto no topo do seu perfil, semelhante à foto de capa do Facebook. A modificação atinge todas as plataformas.

Além disso, o serviço passa a destacar a postagem de novas imagens nos dispositivos móveis. As fotos são mostradas logo abaixo dos tweets mais recentes, e permitem que usuário role as imagens para a esquerda e para a direita para ver as últimas atualizações.

A atualização dos aplicativos para Android, iPad e iPhone já estão disponíveis na Play Store e na App Store. Para adicionar uma foto de capa ao perfil, basta acessar as configurações da conta e fazer o upload de uma imagem na aba aparência.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

STF mantém obrigatoriedade de horário da Voz do Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a obrigatoriedade de transmissão do programa A Voz do Brasil pelas emissoras de rádio de todo o país no horário das 19h às 20h, de segunda a sexta-feira. A decisão foi do ministro Antonio Dias Toffoli, que acolheu recurso da União e considerou legal a determinação de que empresas de radiodifusão sejam obrigadas a retransmitir diariamente o programa no horário determinado.

Esse entendimento já foi firmado pela Suprema Corte em apreciação da Ação Direta de Inconstitucionalidade, a Adin 561.

O recurso da União contestava decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) que permitiu à Rádio FM Independência transmitir A Voz do Brasil em horário alternativo. A rádio também entrou com recurso no STF para alegar violação do Artigo 220, que prevê que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição”. O recurso da rádio foi negado e a decisão do TRF4, reformada por Dias Toffoli.

Com uma hora de duração, o programa A Voz do Brasil está no ar há mais de 70 anos. Os primeiros 25 minutos são produzidos pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e levam aos cidadãos as notícias sobre o Poder Executivo. Os 35 minutos restantes são divididos e de responsabilidade dos Poderes Judiciário e Legislativo.

Saudosismo nas redes sociais motivou a volta do Lollo, o “chocolate fofinho da Nestlé”

Por causa de um alinhamento internacional, a Nestlé matou em 1992 a sua marca líder de vendas na categoria. Lollo virou Milkybar, e se transformou apenas num triste chocolate rejeitado que sempre sobra na caixa de bombons.

Agora, 20 anos depois, a Nestlé resolveu trazer o velho Lollo oitentista de volta – com o mesmo logo, embalagem, slogan e receita original – e cita o saudosismo nas redes sociais como motivação para a decisão.

Marco Nonis, diretor da unidade de chocolates da Nestlé Brasil, revela que na época da mudança da marca houve muitas queixas: “A companhia achava que – como o consumidor de Lollo era criança ou muito jovem – o público do chocolate iria logo se renovar e a nova marca se consolidaria”.

Não foi o que aconteceu, e ainda este mês o “chocolate fofinho da Nestlé” voltará a ser vendido em todo país. Well done, suiços.

Manifestações em redes sociais já motivaram o lançamento de outros produtos, como foi o caso do Doritos de 5 quilos, em 2008.

Assinantes aprovam TV Paga do País

Pesquisa Pay Pop TV, do Ibope Media, indica alto índice de aprovação das operadoras de canais pagos no Brasil

O Brasil é um dos mercados mais promissores para as empresas de TV paga. O ritmo de crescimento do setor, apontado pelos mais recentes dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostra que mais de 14 milhões de brasileiros já possuem o serviço e que esse número tende a crescer consideravelmente nos próximos anos. E quem já assina os canais pagos parece estar bem contente com seu conteúdo.

A 19ª edição da pesquisa Pay TV Pop, feita pelo Ibope Media para analisar o setor de TV paga, avaliou que 78% dos assinantes do Brasil estão, no mínimo, satisfeitos com o serviço prestado pelas operadoras de TV. Somente 8% do total de entrevistados declararam-se insatisfeitos com o serviço de TV paga contratado. Para 55% das pessoas, os pacotes de canais oferecidos são bons – 17% os julgam ótimos. 58% acham boa a programação disponibilizada.

Outro dado da pesquisa que traz uma notícia positiva para as operadoras diz respeito às pessoas que ainda não possuem TV por assinatura em suas casas. Desse grupo, 17% pretende contratar o serviço nos próximos seis meses. Entre aqueles que já tiveram TV a cabo, mas, por algum motivo, cancelaram o plano, o desejo de voltar é maior:30% garantiu retomar sua assinatura dentro de seis meses.

On Demand

A pesquisa do Ibope Media também procurou mapear o comportamento dos usuários de serviços de vídeo on demand (aqueles em que as operadoras ou os canais dão a opção ao assinante de assistir o conteúdo que desejar, quando quiser e, na maioria dos casos, através de diferentes telas). De acordo com o estudo, 785 dos usuários de VOD garantam que a TV ainda é a melhor plataforma para se assistir aos vídeos. Entre os gêneros que o público prefere no vídeo on demand, os filmes disparam na preferência, com 63%. Esportes vêm em segundo lugar, com 9%, seguido de séries (7%).

A pesquisa Pay TV Pop foi realizada com mais de 18 mil entrevistados (maiores de 10 anos de idade), residentes em 13 diferentes cidades do País - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador, Distrito Federal, Campinas, Florianópolis, Goiânia e Vitória. Os questionários foram aplicados entre os dias 19 de março e 1º de abril de 2012.

Nivea lança a primeira publicidade 4D

Marca exibirá dois filmes diferentes simultaneamente em sala de cinema de São Paulo

Para divulgar as diversas sensações que a linha de sabonetes líquidos da Nivea provoca nos consumidores, a marca apostou no cinema e na criação de uma ação publicitária em 4D – a primeira já realizada no Brasil, segundo a empresa. Quem visitar a sala do Shopping JK, em São Paulo, até o dia 23 de setembro para assistir aos filmes “O Legado Bourne” e “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” poderá conferir a iniciativa de perto. Dois comerciais diferentes serão exibidos simultaneamente na projeção. Metade do público assiste uma versão e o restante visualiza a segunda variante.

Os vídeos foram criados pela AgênciaClick Isobar, que também projetou dois tipos de óculos cromáticos que possuem filtros de cores distintas. Eles serão deixados à disposição do público nas poltronas da sala. Quem estiver com os óculos na cor vermelha assistirá ao filme com o tema banho especial. Os que vestirem óculos verdes verão o filme com tema banho refrescante. Chuvas de bolhas de sabão e de papeis picados em formato de coração também farão parte da experiência planejada pelos criativos da agência.

A ação só será possível porque o comercial foi produzido pela Spray Filmes em tom monocromático, com aplicação de efeitos de pós-produção. Tudo baseado na polarização das cores. Imagens dos dois vídeos foram sobrepostas e, no final, os óculos é que dão o efeito visual que diferencia as produções. “Para mostrar a variedade de produtos para despertar as sensações propostas pela Nivea, resolvemos fazer algo surpreendente”, explica Juliana Constantino, diretora executiva de criação da AgênciaClick.

Os cinemas 4D contam com a já conhecida tecnologia 3D, além de transportarem para a sala de projeção as experiências que antes aconteciam apenas nos filmes. Se o protagonista está em um avião e a aeronave cai, as poltronas chacoalham, por exemplo. Tudo é novidade para os brasileiros, que foram apresentados à tecnologia neste ano, com a chegada da sala ao país via Rede Cinépolis. A estimativa é que existam apenas 30 salas do gênero em todo o mundo. A ação terá desdobramento na página da Nivea no Facebook, onde os fãs serão convocados para participarem da ação e a assistirem aos filmes.

Bradesco Esportes abre sinal no Rio

Depois de São Paulo, emissora com programação esportiva passa a exibir sua programação no Rio de Janeiro

Depois de São Paulo, agora é a vez de o Rio de Janeiro receber o sinal da rádio Bradesco Esportes FM, emissora que exibe programação esportiva 24 horas por dia. No dia 26 de setembro, uma festa no Copacabana Palace marcará a inauguração oficial da rádio (91,1 FM), fruto de uma parceria entre Bradesco, Grupo Bandeirantes de Comunicação e Grupobel.

Em São Paulo, a rádio entrou no ar em maio, mesclando transmissões de jogos com programas e colunas sobre diversas modalidades esportivas. Segundo o Grupo Bandeirantes, a emissora não quer falar somente de futebol, mas sim abrigar todos os esportes, sobretudo aqueles que ainda desfrutam pouca divulgação no País.

Android atinge 500 milhões de dispositivos ativados

Google anunciou marca de 500 milhões de dispositivos ativados globalmente e mais de 1,3 milhão ativações por dia

O Google confirmou nesta quarta-feira, 12, que atingiu a marca de 500 milhões de dispositivos com seu sistema operacional móvel ativados, segundo divulgou o CNET. "Hoje é um grande dia para o Android....500 milhões de dispositivos ativados globalmente, e mais de 1,3 milhão ativados a cada dia", postou Hugo Barra, diretor de produto do Android, no Google Plus.

Em junho, na conferência Google I/O, o brasileiro Barra confirmou que 400 milhões de dispositivos Android haviam sido ativados e que na época, cerca de 1 milhão de dispositivos eram ativados diariamente.

Atualmente, o Ice Cream Sawdwich, versão Android 4.0, detém uma fatia de 20.9% de uso, enquanto a mais recente versão lançada do Android, Jelly Bean, tem percentual de utilização de 1,2%.

Samsung

A Samsung espera vender 30 milhões de unidades do Galaxy S III até outubro deste ano, informou o site The Next Web. No início deste mês, o aparelho chegou aos 20 milhões de unidades vendidas. O anúncio foi feito pelo presidente da divisão de tecnologia e comunicação da Samsung, Shin Jong-kyun, que afirmou ter incluído na estimativa o lançamento do novo iPhone.

Facebook está criando sistema de busca

Mark Zuckerberg confirmou no TechCrunch Disrupt que engenheiros estão trabalhando em um sistema

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, confirmou durante o evento TechCrunch Disrupt que os engenheiros da rede social já estão trabalhando em um sistema de busca. “O Facebook pode responder as perguntas das pessoas e em algum momento nós vamos fazer isso, já temos uma equipe trabalhando para isso acontecer”, revelou Zuckerberg. Vale lembrar que o Google detém mais de 80% do mercado de busca.

Para Luís Felipe Cota, cofundador e diretor de marketing da agência Goomark, o Facebook terá uma vantagem que pode ajuda-lo a equiparar o mercado de buscas. “Hoje o Facebook tem mais de 950 milhões de usuários, e um usuário comum passa em média 405 minutos por mês conectado na rede social, se o sistema de busca for bom, o usuário não precisará mais ir até o Google ou a própria barra do Chrome para encontrar o que precisa”, complementa Cota.

Quiosque em faculdade fatura R$ 2,6 milhões com ingressos para shows

Vender entradas para shows, micaretas, baladas, peças de teatro, exposições, eventos esportivos e até pacotes de viagem para universitários é o negócio do empresário Marco Antônio Affonseca, 32. Em 2011, primeiro ano de atuação no mercado, o Colaki faturou R$ 2,6 milhões. Parte do segredo está no ponto de venda. Seus quiosques ficam dentro das universidades.

A conveniência conta a favor. Os vendedores ficam nas praças de alimentação ou pátios. “Estamos no caminho diário desse jovem. Nos intervalos das aulas, ele tem a oportunidade de comprar ingressos, consultar vagas de trabalho, programar uma viagem e adquirir experiências exclusivas”, afirma o empresário.


O lucro é obtido com a negociação de uma porcentagem no valor de cada venda realizada pela empresa. Atualmente, nenhum dos quiosques paga aluguel. Segundo Affonseca, por meio de uma parceria com as universidades, ele repassa um percentual do faturamento às instituições para manter os pontos comerciais.

A empresa tem quatro unidades em funcionamento, todas em São Paulo (SP). FGV (Fundação Getúlio Vargas), Faap (Faculdade Armando Álvares Penteado), FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) e Universidade Presbiteriana Mackenzie são as instituições que contam com o serviço.


Contato com estudantes originou ideia de negócio
Durante os quatro anos em que atuou no diretório acadêmico da Faap, Affonseca percebeu que o público universitário crescia a cada ano – 6,3 milhões de estudantes atualmente, segundo dados do MEC (Ministério da Educação) – e era mal atendido pelas empresas.

Foi aí que surgiu a ideia de criar um canal facilitador de cultura dentro da faculdade. “As marcas deste nicho costumam realizar ações temporárias, nada fixo, que realmente agregue diversos serviços, facilitando a vida desse jovem”, diz.

De acordo com o criador do Colaki, a exigência de atividades complementares à graduação, por parte do MEC, incentiva a participação do universitário em eventos culturais. Porém, o estudante é quem tem de correr atrás para cumprir as visitas necessárias.

“O jovem está aberto a coisas novas, ele só precisa de uma acessibilidade. Não adianta apenas falar que ele precisa fazer uma atividade, mas é importante também mostrar como fazê-las. Às vezes, a cultura precisa estar no caminho das pessoas para não passar batida.”


Tirar negócio do papel custou R$ 4 milhões
O investimento para criar o negócio foi alto. O empresário desembolsou R$ 4 milhões para estruturá-lo. O gasto envolve a implantação dos quatro quiosques, compra de equipamentos, material de divulgação e contratação da equipe. Ao todo, são seis promotores de venda e 12 profissionais responsáveis por manter e alimentar o site da empresa com conteúdo.

No entanto, segundo Affonseca, a maior dificuldade do Colaki, hoje, é mudar o hábito dos estudantes no momento de adquirirem ingressos. Eles estão acostumados a comprar pela internet e nas bilheterias e desconhecem a possibilidade de fazer a compra na própria faculdade.

Diante do problema, o empresário percebeu que ao direcionar a divulgação do serviço para o aluno que acabou de entrar na universidade, o resultado seria melhor. “O calouro é o foco do negócio. Ele tem a vida toda na faculdade para ser nosso cliente”, declara.

Até o fim de 2012, a empresa pretende ter mais um quiosque na Grande São Paulo e fechar o ano com faturamento de R$ 2,9 milhões. Para 2013, a meta é chegar a cem pontos de venda em todo o Estado. Affonseca também estuda a expansão do negócio no formato de franquia.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O poder interativo da geolocalização

Um em cada cinco consumidores de tecnologias móveis ao redor do mundo já utiliza ao menos algum tipo de serviço baseado na tecnologia

O consumidor entra em um shopping e recebe uma mensagem de promoção da sua loja favorita. Situações como essa ainda não acontecem no Brasil, mas já estão perto de se tornar realidade. “A geolocalização é o maior tesouro que a mobilidade proporciona. A partir do instante em que a empresa souber onde seu consumidor está, é possível interagir com as pessoas com uma mensagem apropriada e no melhor momento em que estão dispostos a receber as informações”, afirma Joca Guanaes, diretor de convergência da DM9DDB.

A tecnologia de geolocalização para o uso do marketing de proximidade já está em teste nas operadoras de telefonia brasileira. Ações de mobile marketing por meio de SMS já são comuns, como a participação em promoções ou recebimento de informações de temas específicos. “Com a geolocalização teremos aumento considerável da procura das marcas por serviços de interação com os consumidores”, afirma Yuri Fiaschi, diretor de novos negócios da Spring Wireless, empresa brasileira provedora de soluções móveis com escritório em dez países.

Esse tipo de tecnologia funciona da seguinte forma: as operadoras de telefonia abrem conexão com a integradora e a empresa mede, por triangulação, onde a pessoa está posicionada naquele momento, com uma margem de erro de apenas alguns metros. Essa informação é transmitida ao anunciante, que então libera o envio de SMS específico para aquela região.

“O uso de SMS por geolocalização é um serviço exclusivo da Spring Wireless no Brasil e vai atrair principalmente redes varejistas”, avalia. De acordo com Fiaschi, a disponibilização da solução deve acontecer ainda este ano. “Acreditamos que será um divisor de águas nas campanhas de mobile marketing, chamando a atenção cada vez mais de marcas para a utilização de tecnologia móvel em suas ações”, afirma.

Os serviços baseados em localização (LBS) alcançaram a primeira posição em um ranking global de funções de maior potencial de crescimento para dispositivos móveis divulgado em abril, pela consultoria TNS. De acordo com os resultados, 62% das pessoas que ainda não utilizam este tipo de serviço têm intenção de começar a usar. No Brasil, 85% dos usuários estão abertos ao LBS nos próximos 12 meses. Estudo anual da TNS sobre mobilidade mostra que a maioria dos usuários já reconhece o valor de compartilhar sua localização e as vantagens de serviços que esse tipo de tecnologia pode promover.

“Os serviços LBS estão em plena ascensão e são extremamente promissores. Os usuários percebem que compartilhar sua localização pode trazer benefícios na forma de descontos e ofertas exclusivas. É a combinação de momento e contexto que torna esse tipo de ferramenta poderosa para as marcas explorarem as inúmeras vantagens que ela oferece”, afirma Alexandre Momma, diretor de atendimento da TNS e responsável pelo estudo.

Quase um quinto (19%) dos consumidores de tecnologias móveis ao redor do mundo já utilizam ao menos algum tipo de serviço baseado em localização. A navegação por mapas foi apontada como o principal motivador para o uso dessa função, sendo utilizada por 46% dos usuários globalmente. Os brasileiros têm um comportamento um pouco diferente, já que a localização de amigos foi mencionada como a principal finalidade de uso de LBS no País, com 38% das citações.

Como consequência, a integração de localização enriquece também as experiências dos brasileiros com as redes sociais. Prova disso é o fato de que 12% dos usuários de redes sociais utilizam ferramentas como o Foursquare ou o Facebook Places para informar seus amigos sobre sua localização. Navegação por mapas e localização de pontos de interesse completam a lista dos três principais usos, com 35% e 29%, respectivamente.

Incipiente

No que diz respeito ao relacionamento dos consumidores com as marcas pelos meios digitais móveis, os brasileiros já perceberam que podem se beneficiar com os serviços baseados em localização – 19% compartilham sua localização com as marcas em troca do recebimento de ofertas especiais, que são de grande interesse para 45% dessas pessoas. “Essa diferença entre fazer e ter interesse indica que há uma parcela de pessoas que procuram algum retorno específico de lojas e negócios por meio da localização, mas que ainda não a executam efetivamente. Uma saída pode ser a comunicação mais ativa das marcas pelas propagandas, já que 21% dos usuários de celulares e smart­phones afirmam achar interessante esta abordagem em seus aparelhos móveis, desde que oferecendo alguma vantagem ou ofereça nas redondezas”, afirma Momma.

“A geolocalização é relativamente nova, em especial aqui no Brasil. Por isso, você vê poucas experiências com esse tipo de ferramenta. As marcas precisam dar os primeiros passos para entender qual é a melhor forma de conciliar esse tipo de tecnologia com seu negócio, que pode ser mais relevante para algumas empresas do que para outras”, avalia.

A novidade já tem exemplos no Brasil. A Brinquedos Estrela decidiu comemorar seus 75 anos com uma estratégia que usa geolocalização para atrair crianças e jovens. Lançado no Brasil em 1944, o Banco Imobiliário ganhou uma versão do game linkada ao Foursquare, a rede social de geoposicionamento. Com o Banco Imobiliário Geo, os usuários podem dar “check-in”, informando a seus amigos onde estão naquele momento. Dessa forma, o lugar onde a pessoa está se transforma em uma casa do tabuleiro.

Por exemplo, se está no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, pode comprar o parque ao dar “check-in” no local. Quanto mais as pessoas que também tenham baixado o aplicativo derem check-in no Parque do Ibirapuera, mais o imóvel ficará valorizado.
Qualquer lugar do mundo que possa ser detectado pelo GPS pode se transformar em uma casa do tabuleiro — o Coliseu, a Torre Eiffel, a Estátua da Liberdade e até o Cristo Redentor. Além de interagir com o Foursquare, as ações realizadas no Banco Imobiliário Geo também podem ser compartilhadas via Facebook.


“Estamos sempre acompanhando os hábitos e as tendências comportamentais das crianças. A brincadeira está se digitalizando. Se o mundo virtual passou a ser importante para as crianças e jovens, vamos também digitalizar nossos produtos”, afirma Carlos Tilkian, presidente da Estrela. O projeto do Banco Imobiliário Geo foi o primeiro da área de mobilidade da DM9DDB.

Matéria originalmente publicada no especial Internet e Mídias Digitais, de 10 de setembro de 2012.

Varejo começa a retomar o fôlego

Crescimento foi de 1,4% em julho e brasileiro gasta mais com habitação e alimentação; educação e cultura recebem menores fatias do orçamento

Dois estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmaram o varejo reagindo melhor em relação a outros setores, no atual estado da economia. Comparando varejo e indústria em julho, tendo como contraponto janeiro de 2006, as vendas do varejo cresceram 81% e as da indústria somente 10%.

Em julho, a alta do varejo foi de 1,4% na comparação com o mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio feita pelo IBGE. É o segundo resultado positivo, depois da queda de 0,4% registrada em maio. A receita nominal também cresceu 1,7%, em seu quinto mês consecutivo de alta. Em relação a julho de 2011, o volume de vendas subiu 7,1% e a receita nominal 10,3%.

De dez categorias de produtos avaliadas, oito tiveram variação positiva de junho para julho de 2012, sendo destaque as de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (9,7%), tecidos, vestuário e calçados (2,4%) e combustíveis e lubrificantes (1,2%). As quedas foram registradas em veículos e motos, partes e peças (-8,9%) e livros, jornais, revistas e papelarias (-0,7%).

No segundo estudo, a Pesquisa de Orçamentos Familiares, relativo ao biênio 2008-2009, mas divulgada somente nesta sexta-feira, 14, o IBGE avaliou os gastos das famílias brasileiras. Lideram a lista os itens habitação (29,2%), alimentação (16,1%) e aluguéis (12,8%). Vale notar que no primeiro caso estão inclusos contas de luz, água, gás, telefonia, internet e TV paga.

Chama atenção também o fato de que os gastos com carros superam os de vestuário, com percentuais respectivos de 6,9% e 4,5%. No quesito saúde, o estudo demonstrou que as pessoas gastam mais com remédios (2,8%) do que com plano/seguro saúde (1,7%).

Ficaram na lanterninha dos gastos do brasileiro os itens Educação (2,5%) e Recreação e Cultura (1,6%). O que pode ser preocupante para um País que aspira ao crescimento econômico em longo prazo.

Harley-Davidson ganha palco no Rio

Bradesco, Budweiser e Petrobras patrocinam Rio Harley Days, na Marina da Glória até domingo, 16

A Marina da Glória, no Rio, recebe a partir desta sexta-feira, 14, o Rio Harley Days, evento da Harley-Davidson Brasil que acontece até domingo, 16. Bradesco, Budweiser e Petrobras patrocinam a iniciativa que está sendo realizada pela Playcorp. Podium e Fusion são os apoiadores do encontro que está sendo realizado pela segunda vez no país.

“Essa segunda edição é fruto do trabalho árduo de toda a equipe para mostrar o sucesso do primeiro Rio Harley Days e inseri-lo no calendário de eventos internacionais do Rio de Janeiro. A meta, agora, é oferecer uma experiência ainda melhor aos clientes da marca, aos admiradores e aos parceiros”, comenta Marcelo Flores, diretor da Playcorp. No ano passado, 30 mil pessoas compareceram ao evento que tem o apoio da RioTur.

Entre as atrações do Rio Harley Days 2012 estão shows de Nasi, Skank e Ultraje a Rigor, além da possibilidade de pilotar uma Harley-Davidson no Test Ride ou até adquirir produtos da marca na Harley Store montada na Marina da Glória. Também haverá uma exposição com toda a linha de motos da Harley-Davidson.

Abril lança curso para mulheres da classe C

Minha Empresa terá conteúdo multimídia sobre empreendedorismo disponível para 7 milhões de mulheres

A Classe C tem sido assuntos nos mais variados veículos e pautas sobre os demais assuntos. Mas, em vez de apenas abordar esse crescimento, a Abril criou o Projeto Minha Empresa, que vai não apenas abordar temas sobre a nova classe média do País como também estimular e orientar essa pessoas a montar e desenvolver o seu próprio negócio. Na realidade, o projeto é específico para mulheres.

Além das revistas – e aí estão incluídos os títulos populares Ana Maria, Viva! Mais, Sou Mais Eu, Máxima, Manequim, Tititi e Minha Novela - , também azem parte do projeto o Portal M de Mulher, ações nas redes sociais, concurso virtual, jogo virtual e Elemídia. Segundo Demetrius Paparounis, diretor do núcleo de femininas populares, o projeto vai levar conhecimento sobre empreendedorismo a 7 milhões de mulheres da nova classe média.

As revistas publicarão em todas as edições, durante três meses, suplementos editoriais com lições fundamentais para o sucesso de uma empresa individual ou microempresa. Já o portal M de Mulher terá um canal específico para disponibilizar o conteúdo, receber as inscrições e abrigar o jogo virtual. As marcas envolvidas no projeto terão suas ações divulgadas pelo Facebook. De acordo com Paparaounis foram fechado duas cotas de patrocínio. Uma cota máster com Sebrae Nacional e uma cota de apoio com a Localweb. Ainda restam um cota máster e uma cota de apoio para serem negociadas.

O concurso cultural vai incentivar a participação no jogo virtual, que é a consolidação do aprendizado das lições de forma lúcida, e que premiará cinco participantes. Uma delas com R$ 25 mil e as outras quatro com R$ 10 mil. Além disso, as cinco vencedoras receberão três meses de consultoria para criar ou remodelar o plano de negócio da sua empresa.

Segundo a 12ª edição da Pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor).IBGE.Sebrae, a atual taxa de empreendedorismo no Brasil é de 17,5%. Outra pesquisa mostra que nos últimos cinco anos o mercado de venda direta, dominado pelas mulheres, cresceu 100%, enquanto o número de salões de beleza no mesmo período cresceu 78%. (Fonte: Abevd – Associação Brasileira de Vendas Diretas; Anabel – Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza).

Processo contra campanha "Perdi meu amor na balada" é arquivado

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) arquivou por unanimidade o processo contra a Nokia pela campanha viral "Perdi meu amor na balada", segundo dados publicados no site do órgão regulador nesta quinta-feira. O processo foi aberto contra a Nokia após a campanha viral fazer sucesso no mês de julho.

Naquele mês, começou a circular na internet um vídeo que mostrava um rapaz pedindo ajuda para encontrar uma garota que tinha conhecido em uma casa noturna de São Paulo. No entanto, a peça fazia parte de uma campanha da Nokia para divulgação de novo celular, o que se descobriu em vídeos divulgados posteriormente. Após algumas reclamações de consumidores que se diziam enganados, o Procon-SP e o Conar abriram processos para investigar se houve violação das regras de publicidade e do Código de Defesa do Consumidor.
Chamado de "Perdi meu amor na balada", o filme de pouco mais de um minuto gerou alguma comoção nas redes sociais. Uma página no Facebook também foi criada sem citar a marca, em que o suposto rapaz interagia com outros usuários. Para o Procon-SP, a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Quem compra pela internet?

Navegg analisou 19 milhões de internautas que demonstraram intenção de compra por algum produto

A Navegg analisou, durante um período de 30 dias, cerca de 19 milhões de internautas que demonstraram na web intenção de compra por algum produto – seja por meio de sites de comparação de preços, compras coletivas ou lojas virtuais.

Quando analisadas apenas as internautas do sexo feminino, as que mais demonstram intenções de compra foram as mulheres de classe A/B, com idade entre 25 e 34 anos. Em seguida, aparecem as internautas também de classe A/B, mas com idade entre 18 e 24 anos. O terceiro perfil feminino que mais procurou por produtos na web é formado por mulheres de classe C, entre 25 e 34 anos.

Ao analisar apenas os internautas do sexo masculino, o perfil mais presente é o composto por homens entre 25 e 34 anos, de classe A/B. Em seguida, homens da mesma faixa etária, mas de classe C. Em terceiro lugar, os homens entre 18 e 24 anos, de classe A/B, foram os que mais demonstram intenções de compra entre os internautas do sexo masculino.

O que os internautas querem comprar?
A Navegg descobriu também quais são os produtos mais buscados por elas. Os grandes campeões são os aparelhos celulares, que foram pesquisados por cerca de 3,3 milhões de internautas. Em seguida, aparecem automóveis, pelos quais três milhões de pessoas demonstraram intenção de compra. Livros surgem em terceiro lugar (2,8 milhões), seguidos por informática (2,42 milhões) e artigos de casa e decoração (2,41 milhões).


Listas de intenções de compra
Pelas mulheres, os produtos mais procurados são livros (1,72 milhões), casa e decoração (1,71 milhões) e celulares (1,6 milhões). Só então é que automóveis e informática aparecem: com 1,22 milhões de mulheres buscando esses tipos de produto. Já para os homens, o campeão são automóveis, com 1,6 milhões de internautas demonstrando intenção de compra. No "top 5" masculino, entram também celulares (1,4 milhões), informática (1,1 milhões), livros (948 mil) e aparelhos de TV (650 mil).


Interesses e intenção de compra
Muitos dos conteúdos que o internauta lê na web podem estar diretamente relacionados com suas intenções de compra. A Navegg confirmou isso através da análise da afinidade de determinados assuntos com alguns produtos. Por exemplo: os internautas que lêem sobre automóveis têm interesse 17 vezes maior na compra de um carro do que o restante da web.


Já os internautas que gostam de tecnologia estão 4,3 vezes mais propensos a comprar produtos de informática. O grande campeão é moda: pessoas que lêem sobre o assunto têm chances 18,6 vezes maiores de comprar roupas e acessórios.

Para os que gostam de ler sobre música, as chances de comprar produtos como CDs, DVDs e demais produtos relacionados é oito vezes maior do que a maioria dos internautas. Já para aqueles que lêem sobre beleza, os cosméticos são cinco vezes mais “atraentes” na hora das compras online do que para o restante da web.

Classe C e o desejo de comprar
A Navegg comparou também como internautas das diferentes classes sociais se comportam na web quando o assunto são compras. Os internautas de classe C têm 1,06 vezes mais interesse em comprar produtos na web do que a média dos internautas. Se analisarmos apenas internautas das classes A e B, eles demonstram intenções de compra 13% menor do que a média. Por fim, se analisadas as classes A, B, D e E, elas têm propensão a comprar online 20% menor. Ou seja, entre todas as classes sociais, a única que demonstra intenções de compra maiores do que a média da internet é a classe C.

 

Os números (impressionantes) do YouTube em 2012

Vídeo: são enviados mais vídeos para o YouTube em um mês do que as três maiores redes televisivas dos EUA criaram em 60 anos

Com mais de 800 milhões de visitantes únicos ao site a cada mês, mais de quatro bilhões de vídeos vistos por dia, mais de três bilhões de horas de vídeo assistidas a cada mês, o YouTube talvez seja a mídia social suprema. São enviados mais vídeos para o YouTube em um mês do que as três maiores redes televisivas dos EUA criaram em 60 anos. O vídeo infográfico abaixo apresenta alguns dados impressionantes da plataforma.


Apple apresenta iPhone 5

Novo aparelho será 18% mais fino do que o iPhone 4S e chegará em nove países em 21 de setembro

Às 14hs desta quarta-feira, 12, Tim Cook subiu ao palco do Yerba Buena Center, em San Francisco, para apresentar o novo iPhone 5. O CEO da Apple abriu a conferência falando sobre números de vendas dos produtos e da plataforma iOS e, por fim, chamou Phil Schiller, vice-presidente da Apple, para apresentar as novidades do aparelho. O novo iPhone 5 chega ao mercado primeiramente em nove países em 21 de setembro, já em dezembro deve alcançar cerca de 100 países. O iOS 6 estará disponível em 19 de setembro.

“O nome oficial do novo smartphone da Apple é iPhone 5”, anunciou Schiller. O VP revelou que o novo aparelho será 18% mais fino do que o iPhone 4S. “O aparelho é o mais fino e leve já produzido pela Apple. O iPhone 5 terá resolução de 1136 por 640”, confirmou.

Todos os aplicativos já usados como Keynote, Pages, Numbers, iPhoto, iMovie, GarageBand, foram atualizados para caber na nova resolução. "Os usuários vão achar o display muito melhor", explica Phil. O novo aparelho vem com 44 por cento a mais de saturação de cores, com chip Apple A6 e gráficos duas vezes mais rápidos.

iPhone 5 chega ao mercado primeiramente em nove países em 21 de setembro Crédito: Mashable
O iPhone 5 terá câmera de 8 megapixels, resolução de 3264 x 2448 e captura de imagens 40% mais rápida. "225 horas de stand-by, oito horas de navegação e 40 horas de música", disse Phil sobre a duração da bateria do novo aparelho.

O novo sistema de mapas do iOS6 vem com sugestão de pontos de interesse a cada 100 metros, sendo que mostra navegação em 3D com mudança de ângulo de câmera. A nova funcionalidade Siri no iOS6 irá avisar quando a pergunta do usuário for subjetiva demais. Além disso, vai permitir postagens no Facebook a partir da pergunta feita.

Números apresentados durante a conferência:
- Apple recebeu 83 milhões de visitantes em suas lojas no último ano
- 17 milhões de iPads foram vendidos no último quadrimestre
- Venderam 84 milhões de unidades de uma categoria que sequer existia há dois anos e meio
- O iPad representa 91% do uso de Internet via tablets
- Venderam cerca de 400 milhões de dispositivos de iOS
- 200 milhões de usuários já usam o iTunes a partir do iCloud


 

 

Pesquisa: Brasil fica em 3º entre países que têm mais crianças com dispositivos móveis

Além da preocupação do acesso à internet via computadores, os pais agora têm de lidar com o conteúdo acessado pelos filhos também em dispositivos móveis. Em uma pesquisa realizada pela empresa de segurança F-Secure, cerca de 31% dos entrevistados brasileiros afirmaram que os filhos já possuem smartphones ou tablets. Esse índice deixa o Brasil em terceiro lugar entre os países com mais crianças com dispositivos móveis.

O país em primeiro lugar da lista é a Índia, com 53% de entrevistados com filhos conectados via dispositivos móveis, seguida dos Estados Unidos (37%). A Espanha divide o terceiro lugar com o Brasil, também com 31%.

A pesquisa, feita em 14 países com 6,4 mil usuários de internet banda larga, mostra ainda que no Japão os pais são mais rígidos quanto ao acesso das crianças de até 12 anos a smartphones e tablets. Apenas 9% dos entrevistados afirmaram que seus filhos possuíam dispositivos móveis com acesso à internet.

Já em relação ao acesso das crianças a conteúdo inadequado na internet, nove em cada dez brasileiros disseram estar muito preocupados com o tema. Outros países em que o índice de preocupação também é alto foram Alemanha (96%), Bélgica, Canadá e Finlândia (95%).

“É importante que os pais, mães e todos os familiares saibam educar as crianças sobre as ameaças que circulam na internet e esta conscientização deve acontecer desde os primeiros cliques. É fundamental os pais estarem seguros com relação ao que seus filhos acessam, pois um único clique pode redirecioná-la para um site com conteúdo nocivo”, alerta Ascold Szymanskyj, vice-presidente de vendas e operações da F-Secure na América Latina.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Propaganda ‘photoshopada’ traz Katy Perry com quatro dedos na mão

Katy Perry estrelou uma propaganda de batatas da empresa Popchips que está provocando debate entre os internautas. É que, na foto, só aparecem quatro dedos na mão direita da popstar, com a qual ela segura os óculos. A dúvida é se houve um erro clássico de Photoshop e seu indicador foi cortado na edição ou se o dedo apenas estaria por baixo da vasta cabeleira de Katy.

 
De acordo com enquete realizada pelo site "Photoshop Disasters", que levantou a discussão, 61% das pessoas acham que este foi mais um caso de "Photoshop fail", enquanto 39% acreditam que o dedo se esconde nas madeixas lilás da cantora. Até o momento, 1.620 internautas responderam à pergunta. E você, de que lado fica?

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Brasil ainda investe pouco em ensino superior, avalia OCDE

Em um grupo de 29 países, o Brasil ocupa o 23º lugar no ranking de investimentos no ensino superior, segundo pesquisa da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgada hoje (11), em Paris, na França. O estudo mostra que foi investido apenas 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nessa etapa de ensino. A pesquisa se refere a números até 2009. 
 
De acordo com a organização, o Brasil está ''gradualmente se aproximando'' dos países que integram o chamado G20 (grupo das nações mais ricas do mundo). No entanto, o estudo alerta sobre o baixo investimento em educação quando há a comparação com o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo os dados, os investimentos brasileiros em ensino em geral atingiram 5,55% do PIB, enquanto a meta para os países da OCDE é 6,23%. A pesquisa analisou 42 países, mas nem todos apresentaram dados sobre os aspectos detalhados pela organização, daí o fato de o número de nações analisadas ser maior ou menor em determinados itens do estudo.
 
Lideram o ranking de países que mais investem em educação a Austrália, a Finlândia, a Irlanda e a Suécia. O estudo mostra que a crise econômica internacional não afetou os investimentos em educação. ''Pessoas bem educadas vivem mais tempo, são mais propensas a votar e têm atitudes mais favoráveis à igualdade de direitos das minorias'', diz o estudo da OCDE, que pode ser consultado na página da organização na internet.
 
Segundo o estudo, o Brasil aumentou os investimentos totais em educação, pois em 2000 as despesas com ensino representavam 10,5% dos recursos públicos do país, enquanto em 2009 subiram para 16,8%. ''Uma das taxas mais elevadas'' entre os 33 países nos quais esse item foi observado, destaca a OCDE. No período de 2000 a 2009, os investimentos em educação superior registraram redução de 2%. Paralelamente, houve um aumento médio de 67% de alunos nas universidades, de 2005 a 2009. Outro dado da pesquisa é que as taxas de escolarização na infância registram alta, embora ainda abaixo das expectativas da OCDE. Para a organização, no entanto, o fato de 92% das crianças com menos de 6 anos estarem em sala de aula deve ser comemorado, pois em 2005, o percentual era 83%. A organização alerta que mais investimentos em educação geram oportunidades de emprego no mercado de trabalho. Pelos dados da pesquisa, 68,7% dos brasileiros sem o ensino secundário conseguiram emprego. A taxa de ocupação sobe para 77,4% para quem tem o ensino secundário completo e 85,6% para os profissionais com ensino superior.

Coca-Cola volta a Mianmar após 60 anos; só dois países não vendem a bebida

A Coca-Cola vai voltar a ser vendida em Mianmar após uma interrupção de 60 anos, e agora só dois países em todo o mundo não têm o refrigerante: Cuba e Coreia do Norte, devido a embargos comerciais dos Estados Unidos. O país natal da ativista e Prêmio Nobel da Paz Aung Suu Kyi também figurou na lista de países com quem Washington não negocia entre 1962 e 2011, período da ditadura militar birmanesa.

A Coca-Cola diz que os primeiros carregamentos do produto já chegaram a Mianmar e adiantou que a produção local deve se iniciar rapidamente. De acordo com o fabricante, o mundo consome diariamente 1,8 bilhão de unidades da bebida, que é vista em vários cantos do mundo como um símbolo do capitalismo. "O momento em que a Coca-Cola começa a vender é o momento em que pode-se dizer que há mudanças reais acontecendo. A Coca-Cola é o que há de mais próximo do capitalismo em uma garrafa", avalia Tom Standage, autor de A History of the World in Six Glasses (Uma História do Mundo em Seis Copos, em tradução livre). A PepsiCo, rival do gigante, também anunciou planos de retomar sua presença em Mianmar.

A re-entrada no mercado birmanês faz com que a bebida só esteja ausente agora em dois países: Cuba e Coreia do Norte, onde embargos comerciais com os EUA estão em vigor desde 1962 e 1950, respectivamente. Cuba foi um dos primeiros países fora dos EUA a ter produção local do refrigerante, ainda em 1906. Há relatos de que seria possível comprar Coca-Cola em um restaurante de Pyongyang, capital norte-coreana, mas a empresa diz que, se a informação proceder, a bebida está sendo contrabandeada no mercado negro, já que não há vendas oficiais para o país.

Expansão global Criada em 1886 em Atlanta, no Estado americano da Geórgia, a empresa buscou uma presença mundial desde o início, e, já no começo dos anos 1900, o produto era engarrafado na Ásia e na Europa. O maior impulso para a internacionalização, no entanto, veio como resultado da Segunda Guerra Mundial, quando a Coca-Cola passou a ser entregue às tropas americanas atuando em outros países. Com mais de 60 estações de engarrafamento militares ao redor do mundo, não só os soldados mas também os moradores locais tinham acesso ao produto durante os anos de guerra - uma incrível oportunidade de abertura de mercados. Dwight Eisenhower, comandante das forças aliadas na Europa, introduziu a bebida ao principal general soviético da época, Georgy Zhukov, que pediu à empresa que fabricasse uma versão transparente, mais parecida com vodka - o pedido foi aceito temporariamente. Associada aos Estados Unidos, ao capitalismo e ao "imperialismo americano", a bebida enfrentou protestos na França nos anos 1950, onde se cunhou o termo "coca-colonização", e teve seu consumo boicotado no Oriente Médio entre 1968 e 1991 em uma retaliação da Liga Árabe às vendas a Israel. Quando o Muro de Berlim caiu, em 1989, muitos alemães orientais compravam engradados inteiros de Coca-Cola e consumir o refrigerante se tornou um símbolo de liberdade na época. Na Venezuela, o presidente Hugo Chávez tem reiterado um pedido para que as pessoas bebam sucos de fruta locais ao invés de Coca-Cola e Pepsi, e no Irã seu colega Mahmoud Ahmadinejad já manifestou que estuda banir o produto. Mesmo assim, 126 anos após sua criação, a Coca-Cola se mantém em busca de novos mercados, e tem crescido sobretudo em países emergentes como Índia, China e Brasil.

Maná confirma quatro shows no Brasil em outubro e novembro

Grupo mexicano esteve no line-up do Rock in Rio do ano passado           
Maná
Rogerio Resende/Divulgação
                           
Quase um ano depois, o Maná voltará ao Brasil para quatro apresentações em capitais brasileiras. O grupo de pop rock mexicano passará por Rio de Janeiro (dia 23 de outubro), São Paulo (26/10), Belo Horizonte (28/10) e Porto Alegre (1o de novembro).

Clientes dos cartões Citi, Credicard e Diners poderão adquirir os ingressos da pré-venda, entre os dias 11 e 17 de setembro no Rio e em São Paulo. Nesses dois lugares, a venda normal se iniciará no dia 18. Para os fãs de Belo Horizonte e Porto Alegre, os bilhetes poderão ser comprados já no dia 11 de setembro.

A banda liderada pelo cabeludo Fher Olvera esteve por aqui em 2008 e voltou em 2011, na turnê do disco Drama Y Luz, para uma apresentação no Rock in Rio na noite fechada pelo grupo inglês Coldplay.

Embalados por músicas nas telenovelas, os mexicanos conseguiram fazer algum sucesso no Brasil, abusando de letras com forte apelo romântico e dramático, como “Corazón Espinado”, “Vivir Sin Aire” e “Labios Compartidos”.

Rio de Janeiro
Dia 23 de outubro, às 21h30
Citibank Hall - Av. Ayrton Senna, 3.000 - Shopping Via Parque - Barra da Tijuca
Informações: 4003-5588
Preços: De R$ 180 a R$ 400
Vendas: Na bilheteria ou no site
www.ticketsforfun.com.br

São Paulo
Dia 26 de outubro, às 22h
Credicard Hall - Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro
Informações: 4003-5588
Preços: De R$ 80 a R$ 450
Vendas: Na bilheteria ou no site
www.ticketsforfun.com.br

Belo Horizonte
Dia 28 de outubro, às 20h
Chevrolet Hall - Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 – Savassi
Informações: 4003-5588
Preços: De R$ 80 a R$ 200
Vendas: Na bilheteria ou no site
www.ticketsforfun.com.br

Porto Alegre
1o de novembro, às 22h
Pepsi On Stage - Av. Severo Dulius, 1995 – São João
Informações: 4003-5588
Preços: De R$ 140 a R$ 200
Vendas: Multisom (Rua dos Andradas, 1001 – Centro) ou no site site
www.ticketsforfun.com.br

Correspondentes de Guerra no Rio

Pela primeira vez, serão treinados 12 jornalistas brasileiros para capacitar seus colegas a cobrirem a guerra não convencional nas favelas do Rio, numa iniciativa da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro. Até agora os três cursos dados pelo International News Safety Institute (INSI) no Brasil contou apenas com a instrução feita por estrangeiros. O mais recente formou 45 jornalistas do Rio semana passada.
De 27 a 30 de agosto, 45 profissionais da imprensa carioca passaram por um treinamento de segurança criado especialmente para a atuação em áreas de risco do Rio de Janeiro. O curso, realizado pelo International News Safety Institute (INSI) e pela Abraji, é fruto de uma parceria entre os sindicatos dos jornalistas, das empresas de radiodifusão e das proprietárias de jornais e revistas.

Os profissionais foram escolhidos pelas próprias empresas para participar do treinamento de dois dias. Os instrutores do INSI, Caroline Neil e Ryan Swindale, ambos egressos do exército britânico, moldaram o programa às necessidades dos jornalistas da região. O treinamento incluiu técnicas para evitar multidões e proteger-se de eventuais disparos em favelas, bem como noções sobre primeiros-socorros, funcionamento de armas de fogo e equipamentos de segurança. Além da equipe que vai para as ruas, as duas turmas do curso incluíram produtores e jornalistas em cargo de chefia.

-- O Rio de Janeiro é um exemplo no mundo no que diz respeito à segurança dos jornalistas. Esta é a terceira vez que o curso acontece na cidade, e 145 jornalistas e técnicos já passaram pelo treinamento -- afirma o presidente da Abraji e representante do INSI no Brasil, Marcelo Moreira.

O treinamento foi financiado pelo Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Município do Rio de Janeiro e pelo Sindicato das Empresas de Radiodifusão no Estado do Rio de Janeiro.

Treinadores brasileiros

Uma segunda etapa deste projeto acontecerá ainda em 2012: um curso intensivo de dez dias para formação de um time de treinadores brasileiros. Este treinamento será realizado pelo INSI com financiamento da Embaixada Britânica no Brasil, por meio do Fundo de Direitos Humanos e Diplomacia, e terá mais uma vez o apoio da Abraji e do Sindicato dos Jornalistas do Rio.

-- No INSI nós aprendemos que a melhor maneira de proteger os jornalistas é ensinando-os a se protegerem, já que ninguém mais fará isso por eles -- disse o diretor do INSI Rodney Pinder.

-- O Brasil é um dos países mais perigosos do mundo para a imprensa, e junto com a Abraji provemos uma ajuda real aos profissionais -- acrescentou Pinder.

A proposta é capacitar 12 profissionais da imprensa a ministrar, no futuro, cursos semelhantes aos promovidos na semana passada. Os interessados em participar desta segunda etapa já se reuniram com Ryan Swindale na manhã do dia 31, na sede do Sindicato dos Jornalistas, para uma primeira sessão de treinamento e de seleção. As turmas serão formadas nas próximas semanas, e o treinamento deverá acontecer de 29 de outubro a 9 de novembro.

-- Além do conhecimento prático de segurança capaz de salvar vidas, esse curso ensinará os jornalistas a treinar seus colegas, garantindo a transmissão do conhecimento dentro do país. O Brasil terá recursos perenes para promover segurança -- conclui Rodney Pinder.

Os treinamentos refletem a dedicação da Abraji a melhorar o jornalismo no Brasil e a preocupação pela boa condição de trabalho dos jornalistas desde sua criação, em resposta ao assassinato do jornalista Tim Lopes em 2002. Já o INSI busca garantir a segurança de todos os profissionais da mídia noticiosa. As duas entidades firmaram uma parceria em 2011 para atuação conjunta no Brasil, e proximamente será lançado o capítulo brasileiro do INSI. O INSI Brasil será o responsável, no futuro, pela condução dos treinamentos com instrutores brasileiros.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Skype comemora nove anos

Em 2011, o Skype representou 33 por cento do total de minutos de ligação de longa distância nos Estados Unidos

O Skype comemorou no último dia 29 de agosto seu nono ano de vida. O serviço que permite fazer ligações via internet modificou a indústria de telecomunicações e os negócios ao permitir chamada de voz gratuitamente. De acordo com Tony Bates, CEO do Skype, atualmente são 254 milhões de usuários ativos mensais e um "crescimento em torno de 40% ano a ano”.

Uma pesquisa divulgada pela Telegeography projetou que, no final de 2011, o Skype representou 33 por cento do total de minutos de ligação de longa distância nos Estados Unidos - 145 bilhões do total de 438 bilhões de minutos.

Com a aquisição pela Microsoft, o futuro do Skype ainda não ficou claro sobre seu novo posicionamento no mercado. Em uma recente entrevista, Bates disse que precisa tornar o serviço mais transparente e fácil nos smartphones.

Social Games: fenômeno de massa

O Brasil é o quarto mercado de gamers no mundo, com cerca de 40 milhões de usuários

Não é de hoje que os chamados games sociais têm sido um dos fenômenos mercadológicos mais interessantes do mundo digital. A primeira razão é a capilaridade deste fenômeno, afinal, esses games são encontrados tanto em redes sociais como Facebook e Orkut, como também em smartphones, tablets e, ultimamente, até em consoles de videogame como o Nintendo DSi.

Outras razões são o volume e a velocidade de adesão. Segundo dados de pesquisas de empresas como Real Games e Super Data, o Brasil é o quarto mercado de gamers no mundo, com cerca de 40 milhões de usuários e a estimativa é de que este número chegue a 52 milhões em 2014.

Esse movimento tem sido suportado pelo crescimento das redes sociais no Brasil e também pelo aumento do número de devices (smartphones, tablets e consoles de videogames) com acesso à internet. O Brasil responde hoje por 37% do total de usuários de jogos sociais da América Latina, que contempla 5,4% dos users globais de social games. De acordo com nossas estimativas, as cifras movimentadas pelo segmento de jogos sociais no Brasil, por sua vez, devem atingir aproximadamente R$ 700 milhões em 2015.

O Brasil fica atrás apenas de Alemanha, Estados Unidos e Rússia. Para ter uma ideia da dimensão dos games sociais, de acordo com o instituto de pesquisa Nielsen, os games online superaram o e-mail como segunda atividade mais popular na internet nos Estados Unidos. E, reconhecendo o perfil histórico dos brasileiros de utilização de internet e redes sociais, veremos algo semelhante aqui também.

A razão disso é que cerca de 30% dos usuários brasileiros já utilizam serviços com algum tipo de transação financeira (aquisição de licença e/ou serviços). Ou seja, as receitas dos desenvolvedores de games sociais são oriundas da venda de funcionalidades dentro dos jogos, como novas fases e artifícios, vendas de bens virtuais e, principalmente e publicidade. Games sociais, como Mini Fazenda e Colheita Feliz têm atraído a atenção de empresas interessadas em promover suas marcas junto aos usuários.

No Brasil, marcas como Guaraná Antarctica e BIS investiram em iniciativas que as auxiliasse a comunicar atributos de suas marcas. No caso do Guaraná, por exemplo, usuários do game Colheita Feliz tinham de coletar frutos de guaraná para poder fabricar alguns dos produtos Antarctica.

Ao final, foram produzidas em torno de 30 milhões de unidades de Guaraná Antarctica. Outro exemplo foi a ação da Bis neste mesmo game, onde os jogadores receberam uma semente que, depois de plantada, gerava o "fruto" do Mini Bis.

Essa ação se deve à adesão de aproximadamente quatro milhões de internautas. Outra razão que tem contribuído para as iniciativas das marcas nestes games é que as plataformas interativas e multimídias destes jogos permitem que conteúdos densos sejam apreendidos pelos usuários de uma forma lúdica. Ou seja, o driver de atuação é a capacidade dos games em disseminar os conceitos e valores de uma marca.

Em termos de futuro, nosso estudo aponta que este é um mercado que continuará a crescer de forma acelerada no Brasil e no mundo. Sob a ótica da demanda, inúmeras razões apontam para isto, das quais se destacam:

• aumento do número de internautas,
• crescimento das redes sociais,
• aumento do número de usuários de devices (consoles, smartphones e tablets).

Sob a ótica da oferta, no mercado global, players como Google e Microsoft têm buscado novos mercados e, com isto, empresas de games sociais como a Zynga são alvos desejáveis. Curiosamente, a última grande aquisição neste mercado foi realizada pela Disney, que adquiriu a Playdom por cerca de US$ 600 milhões.