Segundo especialista, a pergunta que deve ser feita para o início da elaboração das estratégias de uso do Instagram é: “Onde e o que eu conseguiria fotografar para passar os valores e sensações de minha empresa/marca?”
O Instagram, fundado em 2010 pelo americano Kevin Systrom e pelo brasileiro Mike Krieger, é um aplicativo de compartilhamento de fotos gratuito projetado para uso em dispositivos móveis. Apesar de fazer sucesso desde seu lançamento, se tornou mais popular após sua compra pelo Facebook. Criado inicialmente para o iPhone, da Apple, recentemente foi disponibilizado para usuários do sistema Android, do Google.
O Instagram permite aos usuários compartilhar suas fotos, bem como aplicar uma variedade de efeitos e filtros disponíveis. Os usuários podem compartilhar as imagens por meio do app Instagram ou usando diversos outros aplicativos de redes sociais, como Facebook, Twitter, Foursquare, Tumblr e Posterous. Há um site do aplicativo que funciona basicamente para estimular as pessoas a fazerem download de seus apps.
Mas essa novidade pode ser utilizada pelas marcas? Quem responde a essa pergunta é Adriana Matta, franqueada da Empada Brasil. A rede tem um perfil na plataforma onde são publicadas várias fotos durante a semana. “Os internautas podem curtir as fotos e comentar nas publicações e também dar sugestões das fotos que vão ser publicadas ou até aparecer no perfil, por meio do envio de foto para a nossa equipe e uso da hashtag #empadabrasil”. A franqueada diz que essa ação só tende a crescer, pois cada vez mais as pessoas usam o aplicativo. A ideia é fortalecer o relacionamento entre consumidores e franquia, além de aguçar o paladar de quem confere as imagens.
Henrique dos Santos, Planner da agência Rae,MP, relata que o Instagram, por ser uma rede social de compartilhamento de imagens (predominantemente fotografadas), exige uma análise sobre a cultura imagética da marca. “Uma simples pergunta que deve ser feita para o início da elaboração das estratégias de uso do Instagram é: ‘Onde e o que eu conseguiria fotografar para passar os valores e sensações de minha empresa/marca?” Para o planner, qualquer tipo de foto pode ser postado, desde que esteja de acordo com os objetivos de comunicação da empresa/marca. A estratégia utilizada pela Empada Brasil é postar fotos dos produtos, dos consumidores nas lojas e da marca no geral. “Sempre com o intuito de deixá-los ainda mais próximos e conhecedores dos produtos que eles consomem”, observa Matta.
Primeiro passo antes de divulgar um perfil
De acordo com Ana Victorazzi, editorachefe da Social Content, em uma plataforma de aprendizagem on-line com foco em mídias sociais, o primeiro passo, antes de sair tirando fotos, é “montar seu perfil, com um avatar legal (imagem que vai representar a marca na rede social), afinal, é uma rede social de compartilhamento de imagens; preencher adequadamente todos os campos do perfil, como bio, dados de contatos, demais redes sociais vinculadas e, somente depois de realizado, finalizado, revisado e checado é que você pode começar a utilizar essa ferramenta”. Ana orienta a ter todo esse cuidado, pois informações erradas ou erros de português são uma das principais causas de desvalorização da marca perante os internautas.
O presidente da Comissão de Direito Eletrônico e Crimes de Alta Tecnologia da OAB/SP e CEO da Almeida Camargo Advogados, Coriolano Almeida Camargo, alerta que o uso de aplicativos pode trazer consequências à vida pessoal e a da empresa, uma vez que muitos deles não garantem a privacidade e o compartilhamento de informações com outras empresas e pessoas. “Muitas vezes, eu quero interagir com meus clientes e fornecedores em um ambiente restrito e não tenho interesse em divulgar a minha lista de conhecidos para terceiros que podem capturar meus contatos. Muitas vezes, a política de compartilhamento de informações não é clara ou não funciona corretamente. O ideal é que a empresa contrate uma empresa capaz de treinar seus funcionários e realize um monitoramento na rede a procura de possíveis ameaças e informações, para que possam servir de espinha dorsal para a maximização de resultados”.
Vantagens para as marcas
Para Henrique, a principal vantagem é a oportunidade da “conquista de novos ‘espaços de memória’ na mente do consumidor, com relação a imagens – como fazer a marca ser lembrada a cada foto de uma atifiltro como sépia, sob ângulos diferentes e qualquer outra espécie de foto”. A rede inaugurou esta oportunidade de branding dentro de fotografias.
Siga seus seguidores!
Victorazzi observa que um aspecto pouco abordado, mas importante, como estratégia corporativa no Instagram, é a questão de seguir de volta seus seguidores e também outros perfis da área, para se manter por dentro. “Participe também das fotos do seu público, dê like e comente, se for pertinente”. Mas Ana alerta para ter cuidado extra nesse quesito.
Atenção!
O planner da Rae,MP alerta que as estratégias dentro do Instagram não podem ser pensadas puramente em relação à postagem de fotografias, mas sim por meio de todos os mecanismos que o tornam uma verdadeira rede social: como aparecer entre as Populares, como induzir que as fotos sejam compartilhadas em redes sociais integradas, como aumentar as chances de uma foto ser “curtida”, como utilizar corretamente as hashtags, como criar “campanhas-álbum” eficazes para agrupar coerentemente fotografias de participantes da campanha, etc. “Transformar o Instagram em apenas um novo Flickr, ou em um tipo de Pinterest, é arriscar-se a perder pontos com usuários da rede social ou até prejudicar os valores de sua marca”.
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