quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Brasil deve se tornar o 4º país que mais vende pela internet até 2015

País deve subir três posições e deixar para trás Alemanha, França e Reino Unido

O Brasil deve subir três posições e se tornar o quarto país em comércio eletrônico até 2015. As previsões do T-Index 2015, que relacionam a participação da população de um país no mercado de vendas online com o PIB per capita (produção de riquezas), colocam o Brasil à frente de Alemanha, França e Reino Unido.

Em 2011, o Brasil está em sétimo lugar, com 3% de participação, atrás desses três países. Os três primeiros colocados são Estados Unidos, China e Japão.

Na lista dos dez primeiros países com maior potencial de vendas pela internet, as projeções de crescimento para 2015 só se confirmam para Brasil, Russia e China. No caso do Brasil, a participação passará dos atuais 3% para 4,3%.

Os Estados Unidos, primeiro colocado, devem cair dez pontos entre 2011 e 2015, de 24,4% para 16,8%. Se a queda se confirmar, o país será ultrapassado pela China, que deve passar de 11,5% em 2011 para 18,8% em 2015.

Popularidade do Twitter está ligada a mídia tradicional e redes sociais ''reais'', diz estudo

O sucesso do Twitter pode estar ligado mais aos meios tradicionais de comunicação – como jornais, revistas e redes sociais do mundo real – do que à internet propriamente. Um estudo do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusets) acompanhou o crescimento do microblog logo após seu lançamento e demonstrou que ele se relaciona à proximidade geográfica e socioeconômica dos seus usuários.

De acordo com a pesquisa do MIT, o crescimento da popularidade do Twitter inicialmente ocorreu via usuários “jovens, inovadores e ligados à tecnologia”, principalmente nas cidades de Boston e São Francisco. Em seguida, seguiu uma rota mais “tradicional” de sucesso, se espalhando em pequenas distâncias, ou seja, era dependente da propaganda boca-a-boca, em cidades como Somerville (Massachusets) e Berkeley (Califórnia).

Para o estudo, os pesquisadores levaram em consideração o “processo de contágio” do Twitter em 16 mil cidades americanas, com foco especial em 408 delas onde há o maior número de usuários do microblog, entre 2006 e 2009.

Mídia

Além da propaganda do boca a boca, o Twitter teve grande ajuda de veículos tradicionais de mídia para ficar popular.  O número de contas no microblog cresceu quatro vezes devido à atenção da mídia, dizem os pesquisadores. A influência da mídia foi medida usando o Google Insights, com dados ligados a notícias que apareciam no Google News.

Um caso específico estudado foi o desafio feito pelo ator Ashton Kutcher à rede de televisão CNN, em 2009, sobre qual perfil atingiria o primeiro milhão de seguidores. O perfil do ator alcançou a marca de seguidores meia hora antes que o perfil da emissora; no mesmo dia, Kutcher participou do talk show de Oprah Winfrey, um dos mais populares nos Estados Unidos. Assim que ela enviou o primeiro tuíte, o número de notícias aumentou, assim como o número de novas contas no Twitter.
“Vemos que a mídia de notícias não é uma constante. Em vez disso, a mídia responde ao interesse das pessoas e vice-versa”, explica a pesquisadora Marta Gonzalez.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Acredite - o Jornal do Brasil poderá voltar as bancas em 2012, diz ex-vice

"Após aposentar sua versão impressa em agosto de 2010, o centenário Jornal do Brasil pode chegar novamente às bancas" - sugere oreporter.com. Ouviu de Pedro Grossi, ex vice-presidente do jornal que foi recontratado recentemente pelo empresário baiano Nelson Tanure, dono da holding Docas Investimentos, que administra a marca JB e outras empresas. 

Grossi havia deixado o comando do jornal por discordar da migração definitiva do papel para a internet e, assim que o jornal deixou de circular, pediu o seu desligamento - "Agora, Tanure parece ter mudado de idéia e quer que o seu executivo redescubra o velho formato
e traga lucros que ainda não consegue enxergar no modelo virtual" - informa a noticia. 

Mídias socs nos protestos - também os 'recrutadores' além dos 'espalhadores'

Estudo feito pela Oxford University e publicado no Scientific Reports confirmou que o grupo mais influente nas mídias sociais é um pequeno grupo de usuários, próximos do centro de uma rede. Esse grupo, descrito pelos pesquisadores como de 'espalhadores', tem papel crítico em disparar cadeias de mensagens que acabam chegando a 1 grande número de pessoas. Mas os participantes do início de 1 protesto e os que iniciam o processo de recrutamento não têm posiçao central na rede - eles se movem em pequenas redes locais e disparam a atividade inicial online que, em seguida, passa a ser multiplicada pelos 'espalhadores'.

A pesquisadora Dra. Sandra Gonzalez-Bailon do Oxford Internet Institute (OII) na Oxford University, em colaboração com colegas da universidade de Zaragoza, Espanha, coordenados pelo Dr. Yamir Moreno, analisou dados de atividade no Twitter durante os protestos de massa na Espanha em maio. Esses protestos foram disparados por uma resposta à crise financeira, e resultaram em demandas por novas formas de representação democrática. O principal alvo da campanha foi uma manifestação organizada para o dia 15 de maio, que levou milhares de pessoas às ruas. Depois da passeata, centenas de participantes acamparam em praças da cidade, até o dia 22 de maio, data de eleições locais e regionais, em manifestações massivas que se repetiram todos os dias durante aquela semana.

O pesquisadores acompanharam os tuites de 87.569 usuários e rastrearam um total de 581.750 tuítes durante 30 dias. Descobriram que o crescimento do movimento aconteceu mediante dois processos paralelos - (1) o recrutamento, iniciado por pessoas que trabalhavam a favor do movimento desde os primeiros momentos, num processo que o estudo chama de "envio randômico"; e a difusão da informação, que fez crescer o movimento a partir daqueles primeiros recrutadores; a difusão foi feita pelos 'espalhadores'. Esses espalhadores estavam em pontos mais centrais da rede, não necessariamente porque tivessem grande número de conexões, mas porque eram conectados com usuários que também tinham boas conexões (…..)

Segundo Sandra Gonzalez-Bailon, "esse é o primeiro estudo empírico que tenta analisar os mecanismos por trás do recrutamento para protestos de massa por redes online. Mostra que a mobilização de grandes massas não depende somente da influência dos usuários centrais, embora esses sejam crucialmente importantes para o crescimento do movimento, mas da ação de muitos usuários em redes locais, menores, que acabam chegando aos grupos influentes de opinião que existam nas comunidades".

"O motivo pelo qual se apóia uma causa depende de muitos fatores e está diretamente relacionado ao que acontece no mundo offline. Examinando o comportamento de usuários online das redes sociais, conseguimos estabelecer que muitos são influenciados pelo que fazem as pessoas à sua volta. Se são expostos a muitas msgs que conclamam a agir, em curto período de tempo, é muito provável que respondam à urgência da convocação e unam-se ao movimento".

Conclui - "Assim se criam bolhas de recrutamento que podem converter-se em cascata global com efeitos realmente dramáticos - como demontram as grandes manifestações de massa e as várias ocupações que se seguiram".

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

TV paga soma 2,6 milhões de novos assinantes no acumulado do ano, diz Anatel

A base de TV paga no Brasil cresceu 2,27% em novembro contra outubro, acrescentando 275,6 mil novos assinantes no mês passado, os números são da Anatel. Em relação a novembro de 2010, a base de assinantes cresceu 30,5%. No acumulado do ano, já são somados 2,6 milhões de novos assinantes, crescimento de 27,37% sobre janeiro a novembro do ano anterior

Os 10 fatos do ano no mercado de mídia

O ano de 2011 ficará marcado por vários fatos como, por exemplo, a morte do gênio da Apple Steve Jobs, a onda de mobilizações populares que varreu a África e o Oriente Médio derrubando ditadores e o casamento real na Inglaterra. Para o mercado de mídia brasileiro o ano também foi marcante por uma série de eventos, como a acirrada disputa pelos direitos de transmissão do brasileirão e a aprovação da Lei 12.845 que abre a TV paga para as teles e da lei que permite a volta do mobiliário urbano na cidade de São Paulo. Confira a seguir a lista dos 10 fatos destacados por Meio & Mensagem na área de mídia neste ano.

1 Reestruturação no dial
Para competir com as grandes rádios de notícias em iguais condições, em 2011 o Grupo Estado investiu em algumas mudanças no dial brasileiro: aproveitando a parceria que tinha com a ESPN desde 2002, lançou no começo do ano a Rádio Estadão ESPN. Com a proposta de realizar uma cobertura jornalística e esportiva 24 horas por dia, a emissora apareceu com alguns diferenciais, como dar espaço para esportes além do futebol ­— tendo transmitido eventos como as partidas finais da liga de basquete norte-americana, a NBA. A emissora entrou no dial ocupando as frequências da antiga rádio Eldorado (FM 92,9 e AM 700), também pertencente ao Grupo Estado. A Eldorado, por sua vez, passou para a frequência 107,3 FM, anteriormente ocupada pela emissora Brasil 3000. O resultado foi o surgimento da Eldorado Brasil 3000, parceria do Grupo Estado com a Fundação Brasil 2000. A nova rádio manteve os programas e as atrações da Eldorado, seguindo a linha e o estilo da antiga emissora do Grupo Estado.

2 Confusão no meio de campo
Três times em campo (Globo, Record e RedeTV). Dois abandonam a partida antes de seu início. O resistente (RedeTV) ganha o título sozinho, mas não leva a taça porque um dos que haviam desistido anteriormente (Globo) convence a torcida de que era ele que merecia o troféu. O juiz (Clube dos 13) reconhece que a disputa saiu do controle e larga o apito. Dessa forma pode ser resumida a confusão que foi a disputa pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro dos próximos anos. Ao tentar promover um leilão entre as emissoras interessadas, o Clube dos 13 presidido por Fábio Koff  viu seu poder desmoronar diante da articulação feita pela Globo com cada um dos clubes da Série A. A Record também desistiu de participar do leilão e chegou a fazer tentativas (infrutíferas) de negociação com os times. E a RedeTV, que venceu oficialmente o leilão, ficou só com o papel assinado na mão. Nos próximos anos, o Brasileirão continua firme na tela da Globo, que transformou o pacote Futebol no produto mais valioso de sua grade em 2012, com cada uma das suas seis cotas de patrocínio vendida por R$ 174 milhões.

3 iPad conquista a mídia nacional
Do jornal exclusivo para iPad, o Brasil 247, aos títulos tradicionais do meio impresso — Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, O Globo — e às revistas de alta tiragem — Veja, IstoÉ, Época, Casa Cláudia, Exame, Caras. 2011 foi o ano da “tabletização” da mídia. O iPad foi lançado pela Apple em janeiro do ano passado e, dois anos depois, além de ter o mérito de redefinir o segmento de tablets (inventados desde o início dos anos 2000), conseguiu o feito de atrair nomes da mídia global ao dispositivo. Assim nasceu, por exemplo, o jornal The Daily (da News Corp.). Da mesma forma, grandes editoras norte-americanas (Condé Nast, Hearst, Meredith e Time) estão em pleno processo de investimento de suas dezenas de títulos para o tablet da Apple. No Brasil, os principais nomes da mídia impressa (jornais e revistas) já estão na segunda versão (o iPad 2 foi lançado com novos recursos em março deste ano). A despeito da adesão em massa, falta definir um modelo de negócios para viabilizar o veículo no iPad. A Apple cobra uma taxa de 30% sobre a venda de conteúdos das editoras e a publicidade ainda é rara no dispositivo.   

4 Editoras investem em marcas de prestígio
Harper’s Bazaar e GQ são, para o universo feminino e masculino, respectivamente, espécies de bíblias de moda, estilo e comportamento. Este ano chegaram ambas ao Brasil. A Harper’s, por meio de licenciamento entre a Carta Editorial e a Hearst Corporation, e a GQ, pelas mãos da joint venture formada pela Editora Globo e Condé Nast (que formam as Edições Globo Condé Nast – GCN). Portanto, significa também a entrada de duas grandes editoras norte-americanas no mercado brasileiro. Os acordos entre os publishers brasileiros e as empresas dos EUA devem trazer mais selos de prestígio da mídia impressa norte-americana. A publisher Patrícia Carta, quando do lançamento da Harper’s Bazaar, afirmou que poderá publicar, futuramente, a House Beautiful, da Hearst. E a GCN deve trazer títulos como Wired, Glamour, Traveler e Vanity Fair a partir do ano que vem. Os lançamentos deste ano e as perspectivas para 2012 mostram que o segmento de revistas de luxo ainda têm espaço para se expandir no Brasil.

5 Buscadores passam a compor receita publicitária
Com a adesão do Google, Yahoo, Bing (Microsoft), Buscapé e Ask.com, os buscadores, afiliados ao Internet Advertising Bureau (IAB), passaram a integrar a pesquisa do faturamento publicitário digital este ano no Brasil. Esses cinco mecanismos de busca são responsáveis por 50% do mercado publicitário digital e, simultaneamente, representam 95% do segmento de buscas. Com essa decisão, o share digital passaria a ser de 10% da receita total, o que eleva, automaticamente, o meio online a terceiro entre os demais meios, atrás apenas dos jornais e da TV aberta. Para 2011, o IAB estima que a receita publicitária digital chegue a R$ 3,04 bilhões (50% gerados por displays e 50% por buscadores). Mas, para chegar a esta projeção, o IAB usa o faturamento total publicitário estimado para este ano pelo Projeto Inter-Meios somado à receita dos buscadores. O Projeto Inter-Meios leva em conta apenas o display como gerador de receita da internet, ou seja, sem a receita dos buscadores, que se recusam a participar do projeto.
 
6 Fabio Barbosa ingressa no mercado editorial na Abril S/A
Com uma longa trajetória de sucesso na área financeira, Fábio Barbosa deu uma guinada em sua carreira neste ano. O executivo deixou a presidência do conselho de administração do Santander para assumir, em setembro, a presidência executiva da Abril S/A, onde se tornou o responsável pelas operações do grupo nas áreas de mídia, gráfica, distribuição e serviços. Na ocasião, Roberto Civita, presidente do Conselho de Administração e diretor editorial do Grupo Abril, disse que a chegada do executivo marcava um passo importante na profissionalização do grupo e assegurava a manutenção dos valores e a permanente busca da excelência do conglomerado. Barbosa iniciou sua carreira na Nestlé, em 1976, na área financeira. Na companhia, atuou nos escritórios do Brasil, Estados Unidos e Suíça. Em 1986, ao retornar ao País, ingressou no Citibank. Também foi presidente do LTCB Latin America e do ABN Amro Bank, onde participou da compra do Real. Com a aquisição do banco pelo Santander, em 2007, se tornou presidente da instituição de origem espanhola no País.

7 30 anos ao lado do povo
No dia 19 de agosto de 1981, quando abriu oficialmente o sinal do Sistema Brasileiro de Televisão, o SBT, Sílvio Santos não fazia ideia de que, 30 anos depois, as suas “colegas de trabalho” e seus espectadores seriam o público dos sonhos do mercado publicitário. Assumidamente feito para a classe C, o SBT celebrou 30 anos refeito das turbulências geradas pelos escândalos financeiros do Banco Pan-Americano e prometendo manter o estilo e a linguagem que marcaram suas três décadas de existência. Em entrevista ao Meio & Mensagem, a diretora artística e de programação — e herdeira de Sílvio — Daniela Beyruti admitiu que a emissora errou ao tentar, no passado, criar uma grade ao estilo da Globo e que o SBT só entrou nos eixos quando se voltou para sua essência popular. Uma programação especial, com homenagens ao elenco e retrospectiva dos momentos históricos e eventos para o mercado publicitário e para os colaboradores marcaram a celebração da balzaquiana emissora.

8 Lei 12.845 abre TV paga para teles e dá impulso ao conteúdo nacional
Nos últimos cinco anos o mercado de TV por assinatura mais que dobrou. Apenas entre janeiro e outubro deste ano o setor acumulou um crescimento de 24,54%, com a inclusão de 2,4 milhões de novos assinantes, perfazendo uma base total de quase 12,2 milhões. E os números devem crescer ainda mais com a aprovação em setembro passado do Projeto de Lei Complementar nº 116 (PLC 116), que dita novas regras para o setor. A agora lei 12.485/2011 liberou a entrada de empresas de telecomunicação no jogo, o que deve acirrar a concorrência e gerar ondas de investimentos (as operadoras devem aplicar mais de R$ 70 bilhões até 2016 em redes de alta velocidade). A lei também pode injetar investimentos da ordem de R$ 400 milhões no segmento audiovisual e gerar demanda de quatro mil horas de conteúdo nacional por ano. Isso por conta de dois pontos específicos que estabelecem que os canais qualificados carreguem 3h30 de programação brasileira por semana em horário nobre, sendo a metade independente; e a cota por pacote, que exige que um terço dos canais de espaço qualificado oferecidos pelas operadoras seja brasileiro.

9 Mobiliário urbano prepara volta à cidade de São Paulo
Foram mais de quatros anos de espera. Prevista na lei Cidade Limpa, em vigor desde janeiro de 2007, a regulamentação do mobiliário urbano na capital paulista saiu do papel apenas em 2011. O Projeto de Lei nº 47/2010, aprovado pela Câmara Municipal em 21 de setembro (transformando-se na lei nº 15.465) foi sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab em outubro, e deve atrair novamente verbas publicitárias para o setor. A nova lei aguarda a publicação do edital de licitação, o que deve ocorrer até o final deste ano. A São Paulo Obras (SP Obras), responsável pela elaboração do texto, contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para preparar a modelagem econômica do edital (tanto de relógios de rua quanto de abrigos de ônibus), enquanto seus técnicos desenvolvem o Termo de Referência e discutem, com outras esferas municipais, as cláusulas do futuro contrato. Valores ainda não estão definidos, mas devem estar na casa dos milhões, já que a SP Obras estima que sejam explorados 6.500 abrigos (1.200 nos corredores de ônibus e outros 5.300 espalhados nas ruas e avenidas) e 12 mil pontos de ônibus, além de até mil relógios de rua.

10 Rumo à Olimpíada de Londres
Emissora de TV oficial dos Jogos de Londres, a Record fez do Panamericano de Guadalajara uma prévia de como será sua cobertura da Olimpíada em 2012. Pela exclusividade dos jogos londrinos em todas as mídias eletrônicas, a emissora desembolsou US$ 65 milhões. Ao México, a Record enviou 245 profissionais para uma cobertura multiplataforma que envolveu, além da emissora principal, também o canal segmentado Record News e o portal R7. Em suas transmissões, a emissora principal dedicou parte da faixa nobre ao evento, deixando 12 horas/dia ao canal jornalístico. No R7, houve a replicação do sinal da rede aberta e também alguns eventos em streaming por canais diferenciados. A estratégia da Record foi vetar o sublicenciamento dos direitos à TV por assinatura, apenas repassando os direitos para internet ao Terra. Para Londres, a negociação com a TV por assinatura já foi acertada — para os canais SporTV, ESPN e BandSports. O Terra também terá a Olimpíada de Londres, da mesma forma que já teve os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Com a experiência de quem já transmitiu 632 eventos diferentes do evento chinês, o Pan também contou com inovações online, e veio em 13 canais de vídeos diferentes, para dar conta das competições simultâneas.

10 fatos do ano de Marketing


O ano de 2011 trouxe movimentações fortes no marketing e particularmente no setor de varejo. Foram destaque, por exemplo, a iniciativa do empresário Abilio Diniz, que tentou fundir as operações do Grupo Pão de Açúcar ao Carrefour. No setor farmacêutico, as concentrações aconteceram, especialmente a partir do segundo semestre. Já a Procter & Gamble apostou fortemente em suas operações no Brasil, país que também impulsionou o desempenho das empresas de compras coletivas.

Relembre, na lista abaixo os 10 principais fatos de Marketing do ano:


1. Fusão entre Carrefour e Pão de Açúcar ficou no papel
Em maio de 2010, a notícia de que Abílio Diniz negociava uma fusão com o Carrefour, tendo como partida a operação brasileira da rede francesa, surpreendeu todo o mercado – inclusive o seu sócio no Grupo Pão de Açúcar. Maior concorrente do Carrefour na França, o Casino, que passa a ter o direito de indicar e assumir o controle do GPA em junho de 2012, entrou com pedido de arbitragem contra a família Diniz na Câmara Internacional de Comércio (CIC), em Paris. Os acionistas do Carrefour aprovaram o acordo e a divulgação de fato relevante pelo Grupo Pão de Açúcar confirmou a participação do BNDES na proposta composição acionária para a empresa a ser formada. Até que Jean-Charles Naouri, diretor-presidente do Casino, saiu para o contra-ataque e veio pessoalmente ao Brasil para reuniões com representantes da instituição governamental de financiamentos. Diniz ainda tentou defender a negociação, mas bateu de frente com a postura irredutível de Naouri. A situação ficou insustentável e o empresário brasileiro retirou-se de cena. Os franceses, donos do Casino, por sua vez, seguem aumentando a participação acionária no GPA: em outubro já detinham 48,1% da empresa brasileira.

2. Aquisições aumentam a concentração do varejo farmacêutico
A já diagnosticada fragmentação do varejo farmacêutico começou a ser “tratada” por grandes investidores e grupos líderes do setor. O ano foi marcado pelo surgimento da Raia Drogasil, resultado da associação entre Drogasil e DrogaRaia, a fusão entre as Drogarias Pacheco, do Rio de Janeiro, e a Drogaria São Paulo e a recente compra da rede baiana Estrela Galdino pela Brazil Pharma, pertencente ao banco BTG Pactual. A movimentação no quarto maior mercado consumidor de medicamentos do mundo chamou a atenção da americana Walgreens. Executivos da maior rede de farmácias do mundo, com 8,1 mil lojas, mantiveram conversas com players locais, como a Onofre e a própria Brazil Pharma. A expectativa é de que a superdosagem dos negócios continue em 2012, visto que o setor tem potencial para uma concentração maior: hoje, as cinco maiores redes respondem por apenas 25% do mercado brasileiro de drogarias, que hoje totaliza cerca de 60 mil estabelecimentos.

3. Marketing in Rio
O Rock in Rio abriu o caminho para a vinda ao Brasil de grupos de rock e astros pop até então inéditos ou que há muito não se apresentavam cá por estas bandas. De carona nos shows de Guns N’ Roses, Stevie Wonder, Red Hot Chili Peppers e Elton John, marcas como Itaú, Heineken, Trident, Niely Cosméticos, Bis, Chilli Beans, entre outras empresas, foram além das duas horas habituais dos concertos e acabaram atraindo mais atenção do que muitos dos próprios artistas. A multidão de 700 mil pessoas que acompanharam os mais de 160 shows durante os sete dias do festival demonstrou a força do mercado brasileiro de festivais e shows. Lidar com o gigantismo do público também foi um aprendizado para que os organizadores e patrocinadores, que já reformularam o conceito do Rock in Rio para as próximas edições, para evitar desgastes como as horas na fila enfrentadas pelos espectadores para conseguir um lanche. Por essas e outras, a edição de 2013 já está confirmada, mas com um público máximo de 85 mil pessoas
por dia – 15 mil a menos do que
o registrado neste ano.

4. São Paulo vira o jogo e dará o pontapé inicial da Copa 2014
No início do ano, 11 cidades já estavam confirmadas como sedes da Copa do Mundo de 2014. Por conta da indefinição quanto ao estádio que receberia as partidas, a dúvida recaía sobre São Paulo: até julho, a cidade não tinha certeza se receberia partida alguma do Mundial. Foi quando a Prefeitura assumiu o jogo e aprovou a lei que prevê a concessão de incentivos fiscais ao estádio do Corinthians. Pressionada politicamente e pelo rápido andamento da obra em Itaquera — 20% da construção ficou pronta em quatro meses —, não restou alternativa à Fifa a não ser entregar à abertura de seu mais precioso evento à capital paulista, que deixou para trás na disputa Belo Horizonte, Brasília e até mesmo o Rio de Janeiro, candidato nos bastidores a receber também a partida inaugural. Fortaleza também saiu vitoriosa na disputa para receber os jogos: a capital cearense receberá seis jogos do Mundial, inclusive um do Brasil na primeira fase e uma das quartas-de-final do torneio. A terceira apresentação do escrete nacional será em Brasília. Já o Maracanã só servirá à seleção brasileira em uma eventual decisão – se chegar até a finalíssima vencendo todos os embates da primeira fase, o time verde-amarelo também jogará duas vezes em Belo Horizonte.

5. Ano movimentado tem sabor amargo para Schin
O ano começou morno e terminou quente no mercado nacional de cervejas – por mais que os dois adjetivos não façam parte do bom vocabulário para a categoria. As principais movimentações aconteceram no segundo semestre, todas a partir de agosto. A Kirin comprou a Schincariol, uma aquisição que custou aos japoneses mais de R$ 5 bilhões e consolidada em duas etapas, a segunda delas depois de uma disputa judicial envolvendo dois lados da família dos ex-donos da companhia. O embate saiu caro também nos pontos de venda: em outubro, pela primeira vez em oito anos, a Schin perdeu a vice-liderança do mercado, assumida pela Petrópolis. A Schin ainda mudou de agência (trocou a Euro RSCG pela Leo Burnett Tailor Made) e não impediu a Brahma de assumir a cota máster do patrocínio do Carnaval de Salvador, propriedade cativa da cervejaria de Itu havia 11 anos. A líder absoluta Ambev ainda seguiu a sua estratégia de segmentação e finalmente lançou a Budweiser, cuja conta foi parar na Africa depois de muitos testes. Já a Heineken despontou como principal patrocinadora dos festivais de música no País e renovou a comunicação e o sabor de Kaiser, mirando a classe C.

6. A arrancada da P&G no Brasil
Presente no País há 23 anos e atuando por aqui em metade das 30 categorias nas quais concorre no mundo, a Procter & Gamble já conta o Brasil entre as dez principais operações da companhia, com faturamento superior a R$ 3 bilhões. Na categoria fralda descartável, já conquistou a liderança com os 29,6% de share de Pampers. A matriz, fundada em 1837, quer a subsidiária brasileira entre as cinco maiores da multinacional em até cinco anos – e não mediu esforços na busca por uma parcela maior do consumidor brasileiro. A empresa, que entrou para a lista dos dez maiores anunciantes do País em 2010, seguiu com forte presença na mídia em 2011. Foram destaques na sua comunicação o patrocínio ao clube de maior torcida do País, o Flamengo, e a ampliação da promoção Avião do Faustão, comandada pelo apresentador Fausto Silva, um dos seis embaixadores da P&G ao lado de Ana Maria Braga, Angélica, Luciano Huck, Rodrigo Faro e o jogador Paulo Henrique Ganso, do Santos e da Seleção Brasileira.

7. A explosão dos sites de compras coletivas
A impulsividade do brasileiro para as compras e o gosto por uma oferta fizeram decolar os sites de compras coletivas no País em 2011. Negócio recente por aqui, o novo modelo de e-commerce começou a se expandir no Brasil em 2010, quando chegaram o ClickOn e Groupon e foi lançado no Rio de Janeiro, em março, o Peixe Urbano. Hoje, a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico estima que o País tenha 1.200 sites de compras coletivas, que devem faturar R$ 1,2 bilhão em 2011 (de um faturamento total do e-commerce que deve ficar em R$ 18,7 bilhões). Embora não haja um número total da quantidade de clientes atendidos, os seis associados à Câmara-e.net (Groupon, ClickOn, Peixe Urbano, Clube do Desconto, Viajar Barato e Imperdível), que representam 85% do mercado, venderam dois milhões de cupons até novembro. O crescimento rápido gerou alguns problemas com o Procon, principalmente por conta de falhas dos parceiros na entrega das ofertas e serviços contratados por meio da compra dos cupons. Para resolver ou pelo menos diminuir as reclamações, o Comitê de Compras Coletivas da Câmara-e.net lançou em dezembro um Código de Ética e Autorregulamentação. 

8. Neymarmania toma conta do País do futebol
1,50 m de altura e menos de 40 quilos: com apenas 13 anos de idade, Neymar foi descoberto pela imprensa no início de 2005 e logo tachado como o “novo Robinho”. Sete anos depois, o atleta já é considerado a maior estrela do clube depois de Pelé. Dentro dos gramados, venceu o Campeonato Paulista, a Taça Libertadores da América e disputou o Mundial de Clubes com o Santos no Japão. 
Fora dele, foi protagonista da jogada que inovou ao inverter a lógica do futebol mundial: numa estratégia de marketing ousada, o Santos recusou os milhões de dólares ofertados por Barcelona e Real Madrid, encurtou o prazo do contrato e entregou os direitos de imagem de Neymar para a família do jogador e os seus representantes – leia-se a 9ine, de Ronaldo. Com isso, praticamente assegurou a presença do astro no clube até a Copa de 2014, quando então poderá seguir para a Europa embolsando o valor integral da transação. Os patrocínios pessoais cresceram proporcionalmente à fama mundial do atacante. Em 2010, apenas Nike e Panasonic possuíam contrato com o craque. Neste ano, Baruel, Lupo, Ambev, Red Bull, Santander, Unilever e Claro também associam suas marcas ao menino da Vila.


9. A onda do UFC e o fenômeno Anderson Silva
O octógono tomou conta do Brasil em 2011. O MMA, modalidade de luta que sempre foi sucesso de nicho por aqui, agora está até na novela das nove da Globo e a marca do mais notório torneio das artes marciais mistas, o Ultimate Fighting Championship, foi o tema mais comentado do ano pelos brasileiros no Facebook. Originário do vale-tudo criado pela família Gracie, o UFC nasceu em 1983, nos EUA, e hoje realiza mais de 20 eventos anuais, que podem ser acompanhados pela TV em 145 países. O Brasil assiste às lutas ao vivo desde 2002 – pelo canal pago Combate, pela RedeTV e agora pela Rede Globo, que, de olho no sucesso do ano, comprou os direitos de transmissão. Dentre os lutadores, Anderson Silva assumiu o posto de maior ídolo do esporte. Nascido em São Paulo e criado em Curitiba, Silva fez primeiro sucesso no exterior. Para melhorar a imagem no País, “Spider”, como Silva é conhecido nos Estados Unidos, procurou o empresário Sérgio Amado no começo do ano. A 9ine assumiu a carreira do atleta, gerenciando a imagem, captação de patrocínio e vida digital do campeão. Os contratos chegaram com a velocidade dos golpes de Anderson, que já foi patrocinado pela Bozzano, estrelou campanhas de Budweiser, Burger King, Ford e Honda, é atleta da Nike e representa o Corinthians no esporte.


10. Gerenciamento de crise em época de redes sociais
Com a incorporação das redes sociais à vida de um número cada vez maior de consumidores, as repercussões de uma crise de imagem saem de controle tão rápido quanto um clique. A PepsiCo esteve envolvida em algumas das polêmicas que mais ressoaram nas comunidades virtuais em 2011. A principal delas foi a contaminação de um lote de Toddynho com detergente, causando a internação de mais de vinte pessoas no Rio Grande do Sul. O incidente colocou o achocolatado nas manchetes dos jornais e nos Trending Topics do Twitter. Mesmo destino tiveram as grifes de moda Arezzo, que enfrentou uma avalanche de críticas também no Facebook, após anunciar produtos com peles de animais, e Zara, denunciada pelo Ministério Público pelo uso de trabalho escravo em seus fornecedores da espanhola Zara no Brasil. Nesse cenário, muitas companhias têm contratado profissionais ou empresas para dar respostas e propor soluções que minimizem o quanto antes os efeitos do boca a boca online.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mercado acumula alta de 8% até outubro

O mercado de comunicação registrou faturamento publicitário superior a R$ 22,8 bilhões entre janeiro e outubro deste ano, o que representou um crescimento de 7,96% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números são do Projeto Inter-Meios, iniciativa dos meios de comunicação, coordenada pelo Meio & Mensagem e auditada pela PricewaterhouseCoopers.

Internet, TV por assinatura e Mídia Exterior se destacaram no período, com crescimento percentual na casa de dois dígitos. No entanto, o meio TV continua com a supremacia. Com alta de 8,07%, a televisão aberta atingiu faturamento de R$ 14,4 bilhões e participação de 63,25% do bolo publicitário nacional.

A mídia impressa completa os três primeiros colocados com Jornal em segundo lugar, com alta de 3,51% e receita de R$ 2,7 bilhões (participação de 12,09%), e Revista, com incremento de 4,29%, faturamento de R$ 1,6 bilhão e 7,05% do bolo.

Com 5% de participação, a Internet se consolida como quarta principal mídia do mercado. O segmento registrou alta de 22,23% e faturamento superior a R$ 1,1 bilhão no período. A quinta posição é disputada por TV por assinatura (4,13% do bolo), rádio (3,98%) e Mídia Exterior (3,04).

A TV paga acumulou incremento da ordem de 17,47%, com receitas de R$ 944 milhões. O rádio faturou R$ 907 milhões, o que representou um número 3,29% superior ao mesmo período do ano anterior. Já Mídia Exterior – que inclui Digital Out of Home, Mobiliário Urbano, Móvel, Outdoor e Painel – teve alta de 12,78%, com a movimentação de R$ 694 milhões.

Painel se destacou com crescimento de 40,23% e um faturamento de R$ 40 milhões. Na sequencia apareceram Mobiliário Urbano (com alta de 21,56% e receita de R$ 123 milhões), Móvel (19,69% e R$ 29 milhões) e Digital Out of Home (19% e R$ 138 milhões). Responsável por mais da metade do faturamento da Mídia Exterior, o Outdoor cresceu 5,32% no período, com receita de R$ 362 milhões.

Na contramão do mercado, Guias e Listas, com -2,14%, e Cinema, com -5,10%, apresentaram retração. O primeiro teve faturamento de R$ 266 milhões e participação no bolo de 1,17%, enquanto o segundo teve R$ 69 milhões e 0,30, respectivamente.

Facebook terá anúncios no Feed de Notícias


O Facebook anunciou nesta terça-feira, 20, que disponibilizará, a partir do início de 2012, um novo produto para anunciantes. Chamado de Sponsored Stories, é uma postagem patrocinada que aparecerá no Feed de Notícias.

Segundo a empresa, a previsão é mostrar somente uma história patrocinada por dia no Feed de cada usuário da rede. A história, diz a companhia, também será claramente classificada como conteúdo patrocinado.

Em nota, o Facebook informou que Sponsored Stories são conteúdos que as pessoas já veem no seu Feed de Notícias, mas que são decorrentes de anúncios pagos.
Com esse formato, o Facebook torna os posts mais visíveis para pessoas, empresas e organizações.

A assessoria de imprensa do Facebook no Brasil não confirmou possíveis empresas que já estejam em negociação para disponibilização dos anúncios para os usuários brasileiros.

Em 2050, haverá revistas e jornais impressos?

Em enquete realizada em setembro e outubro últimos pela consultoria de gestão de negócios OThink, quase um terço dos entrevistados afirmou já crer na futura extinção da mídia impressa (substituída, provavelmente, por alternativas virtuais).

A enquete abordou a pergunta: “No ano 2050, haverá livros, revistas e jornais impressos em papel?”; foi realizada através de uma base pré-selecionada em um instituto de pesquisa, e realizada via e-mail. Houve mil respostas, e enquanto 52% dos respondentes afirmaram não acreditar no fim dessas mídias, outros 33% manifestaram crença em sua extinção (outros 15% disseram não saber responder).

Houve, mostra o quadro abaixo, variações nas respostas a partir de fatores como idade, classe social e faixa etária:

Escolaridade: 57% das pessoas com curso superior acreditam que ainda haverá periódicos impressos, e no público com escolaridade inferior esse índice cai para 48% das (nesse segundo segmento, 36% acredita que não haverá mais livros, revistas e jornais impressos em 2050)

Região Geográfica: o Nordeste é a região mais conservadora nessa previsão: 62% de quem lá vive lá não acredita na extinção dos materiais impressos; já o Centro-oeste , com um índice de 45% -, é a região na qual é mais forte a crença no fim dos meios impressos

Faixa Etária: nas faixas com idade entre 18 a 24 e 45 a 54 anos, 30% acredita na substituição dos impressos; e, talvez surpreendentemente, a faixa de 55 anos ou mais é a que mais acredita na extinção dessa tecnologia de disponibilização de conteúdo: 42%

Classe social: a classe A é a que mais acredita na existência de periódicos impressos (58%) e a Classe B é a que menos acredita (50%). A Classe C é a mais insegura em relação ao futuro dessa tecnologia: 18% de seus integrantes disseram não saber responder

Sexo: em ambos, 52% acredita na existência de periódicos impressos

Para Marlos Barbosa, presidente da OThink, essas informações mostram ser já muito importante a necessidade, nas empresas de comunicação, de pensar de maneira muito decidida em conteúdos e formatos mais adequados aos novos meios, pois é já latente a expectativa pelo fim dos conteúdos impressos.

“E, se no Brasil cerca de um terço do público já compartilha dessa crença, em alguns países o índice de quem crê no fim da mídia impressa já supera 60”%, pondera Marlos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Uso da internet cresce de forma acelerada no país - pesquisa da Telebrasil

  De acordo com a Associaçao Brasileira de Telecomunicaçoes (Telebrasil) o número de acessos em banda larga fixa e móvel chegou a 55,4 milhoes em novembro, um crescimento de 68% nos últimos 12 meses. Detalhes - A maioria dos acessos (38,9 milhoes) é via banda larga móvel, enquanto o restante (16,5 milhoes) é por banda larga fixa. A banda larga móvel dobrou o número de acessos desde novembro de 2010, acrescentando 19,4 milhoes de novas conexoes. A banda larga fixa cresceu 21,9% nos últimos 12 meses, com 3 milhoes de novas conexoes. 
  
  Do número total de acessos à banda larga móvel, 7,6 milhoes sao por modems de acesso à internet e 31,3 milhoes por telefones celulares de terceira geraçao (3G), incluindo os smartphones (telefones com funçoes de computador), cujo crescimento atingiu 130% em 1 ano! A taxa de expansao da banda larga em 2011 foi maior que a anotada em 2010, "indicando que cresce de forma acelerada o uso da internet no Brasil". 

Entretenimento aproxima jovens e marcas


Entretenimento é uma das disciplinas mais pulsantes da comunicação. Basta prestar atenção na quantidade de shows,­ festivais e outras ações do gênero que têm atraído marcas interessadas em atingir o público brasileiro. Neste segmento também há espaço para eventos de menor porte, voltados para os jovens, e que têm sido incluídos em muitas estratégias de marcas que precisam se aproximar deste target. “Se antes só conseguíamos firmar parcerias com marcas de bebidas e cigarros, hoje estamos despertando a atenção de anunciantes do segmento de roupas, acessórios, tecnologia e operadoras”, conta Ricardo Fleury sócio e diretor da agência Multicase, especializada na criação e produção de festas e conteúdo para o público jovem.
A agência foi fundada em 2008 pelos sócios Iquinho Fachinni, Emiliano Beiruthe e Rodrigo Lunardelli, além de Fleury, e faturou já no primeiro ano R$ 1 milhão com venda de ingressos e bebidas nas festas que organizavam. “Naquele momento, os patrocinadores eram exclusivamente marcas de bebidas que bonificavam os eventos apenas com produtos”, explica Fleury. Já no segundo ano, o faturamento triplicou, quando os anunciantes passaram a usar os eventos como plataformas de relacionamento com seus públicos-alvos. A oferta da Multicase passou a atrair não só os fabricantes de bebidas, mas marcas como Blackberry, Samsung, Royal Caribean e Gol. A partir daí, os anunciantes se comprometeram com investimentos anuais­ ou semestrais nos eventos realizados pela empresa, que acabou mudando seu foco para o segmento de ativação.
Atualmente, a agência promove eventos esporádicos em plataformas proprietárias, como é o caso do Movimento Samba Funk e o selo de festas temáticas The Five. Também trabalha com formatados exclusivamente pensados e executados para o patrocinador, como organização de camarotes em grandes shows internacionais. Esse tipo de evento é um excelente negócio, segundo Fleury, para marcas que querem interagir com o público em um momento em que as pessoas estão se divertindo e abertas a conhecer novas experiências. “Em uma de nossas últimas festas tivemos o apoio da New Balance. O público pôde conhecer os modelos da marca e ainda fizemos uma interação, convidando os presentes a tirarem fotos e postarem em suas redes sociais”, explica.  
 
Esporte de dia, festa à noite
Outra agência de ativação com sócios jovens e engajados na noite paulistana é a Haute, dos sócios Bruno Dias, Guga Guizelini, Felipe Aversa e Dado Ribeiro, fundada em 2009. Além de promover festas para um público fiel, a empresa também atua em plataformas que envolvem o esporte. Desde 2010, promove o Haute Kart Challenge, desafio de kart em várias etapas que este ano teve como patrocinadora e naming right a marca de energético TNT. O campeonato surgiu após os sócios perceberem que muitos de seus amigos gostavam da modalidade, mas não conseguiam organizar a competição. “É algo que pode ser abraçado por qualquer patrocinador”, ressalta Dias.
Esse tipo de plataforma é criado pelo setor de branding da agência que está dividida em Brand (planejamento) e Peo­ple (bilheteria). Em paralelo, a Haute também organiza festas, nas quais rea­liza ações de ativação criadas pela própria agência. Após os eventos, os profissionais conversam com seus seguidores nas redes sociais para receber o feedback.­ A Haute contabiliza mais de cinco mil fãs no Facebook.
Nesses dois anos, Dias percebeu que o setor está se profissionalizando e as marcas estão entendendo a necessidade de ter uma linguagem específica para esse público. “Antes, os anunciantes chegavam impondo como seria a ativação nos eventos, mas agora já entendem que são eles que têm que se adequar ao conceito do público”, destaca Dias.

Origem na contracultura
A Virtue é outra agência focada no público jovem que também concorre neste mercado de entretenimento. Ela está presente em cinco países e pertence ao mesmo grupo que edita a revista Vice, fundada há mais de 15 anos e editada em mais de 20 países. A empresa está por trás do Puma Social Club, inaugurado em outubro e que encerra suas atividades neste mês. O bar que está instalado no bairro dos Jardins, em São Paulo, é um espaço sazonal aberto ao público que privilegia os esportes noturnos, entre eles o pebolim, a sinuca e os dardos. Apesar de levar o nome da marca de acessórios esportivos, o ambiente e a decoração pouco lembram a Puma. “A ideia é expandir um conceito da marca que foi criado pela Virtue de Londres sobre os atletas da noite para fazer o consumidor brasileiro viver essa experiência”, diz Gabriel Klein, sócio e diretor criativo da Virtue Worldwide­ no Brasil.
A história da Virtue é curiosa. Ela nasceu como um braço de publicidade da Vice que tem parte do conteúdo focada em contracultura e que privilegia um jornalismo investigativo e participativo. “Apesar de muitas vezes levar um tom de denúncia, as marcas começaram a procurar a revista para anunciar e fazer parcerias que tenham um estilo Vice de humor”, frisa Klein. A partir dessa demanda, os fundadores perceberam que poderiam criar conteúdo e ativações para alguns anunciantes. “São ações que têm a nossa cara e do público que atingimos”, diz.
Entre os projetos de sucesso está o “The Creators Project”, desenvolvido para Intel. Trata-se de uma rede dedicada à celebração da criatividade e da cultura. O projeto realizou cinco eventos nas cidades de São Paulo, Nova York, Londres, Seul e Pequim. Os artistas puderam mostrar seus trabalhos, instalações, painéis, exibições e performances musicais. Toda a experiência foi documentada no site thecreatorsproject.com com posts diá­rios. A Virtue também já realizou projetos para MTV, Red Bull, Nike, Vodafone e Volvo, entre outros. Além do Brasil, tem escritórios em Londres, Nova York, Berlim e Melbourne, trabalhando em um sistema de brainstorm global para pensar novos projetos.

Os 10 virais brasileiros mais vistos

O YouTube no Brasil é quinto site mais acessado dentro do universo do portal de vídeos, sinal evidente do interesse do brasileiro por esse tipo de mídia. Em agosto deste ano, o Google, controlador do YouTube, apresentou dados da operação aqui: são oito milhões de visitantes únicos/mês, o portal cobre 35% do total de usuários de internet do País e responde por 17,4 minutos usados pelos brasileiros por dia na internet. Ainda segundo o Google, 55% das pessoas que acessam a web no País assistem a vídeos online ao menos uma vez por mês. Dentro desse universo, a média é de 72 minutos por dia. E em torno de 95% visitam o YouTube regularmente.

Para a publicidade, o vídeo online é um canal altamente visível em termos de recall e exposição da marca: 76% dos usuários se lembram de anúncios vistos no portal. E os trailers são o formato considerado o mais efetivo. Portanto, não à toa, alguns filmes publicitários tornam-se virais, disseminados pelos próprios usuários. Neste ano, no topo da lista dos dez vídeos mais vistos está “Pôneis Malditos”, da Nissan, criado pela Lew’Lara\TBWA. São mais de 13 milhões de views desde seu lançamento, em julho. Em dezembro, a Unruly Media, empresa internacional que monitora a mídia social, apontou que a produção brasileira foi a nona mais compartilhada do ano — a primeira foi o vídeo “The Force”, por sinal também da indústria automotiva (Volkswagen), com criação da Deutsch dos Estados Unidos. 


1 - Pôneis Malditos
A campanha foi lançada em julho para destacar o motor de 172 cavalos do modelo Frontier. Repercutiu tanto que acabou na mídia internacional.
Anunciante: Nissan
Agência: Lew’Lara\TBWA.
Views: (número aproximado)
13,9 milhões.
http://www.youtube.com/watch?v=X3yGSJE53kU

 


2 - Eduardo & Mônica
Anunciante: Vivo
Agência: Africa 

 http://www.youtube.com/watch?v=9qr0378vrXA&feature=fvsr
 


3 - Casting
Anunciante: Fiat/Cinquecento
Agência: Fiat
http://www.youtube.com/watch?v=NUsP1_H4ZEc

 


4 - Loving You – Anderson Silva
Anunciante: Burger King
Agência: Ogilvy 

 http://www.youtube.com/watch?v=gBgQHDJiseQ
 


5 - Ajude o Selton
Anunciante: Motorola
Agência: Chleba 

 http://www.youtube.com/watch?v=gBgQHDJiseQ
 


6 - Crédito consciente
Anunciante: Itaú
Agência: DM9DDB
http://www.youtube.com/watch?v=ohkSfYqhTOk

 


7 - Regravação Música Tema
Anunciante: Rock in Rio
Agência: Artplan 
http://www.youtube.com/watch?v=z8YCFp9Btfo

 


8 - Todo mundo tem seu lado Devassa – Sandy
Anunciante: Devassa
Agência: Mood 

http://www.youtube.com/watch?v=0haDZ3-Qquo



9 - Keep Walking Brasil
Anunciante: Johnny Walker
Agência: Neogama/BBH 

http://www.youtube.com/watch?v=ItD9SyluyDs
 


10 - Antes e depois de Ronaldo
Anunciante: Nike
Agência: F/Nazca S&S 

 http://www.youtube.com/watch?v=dGpEbQ7dvOE

Editoras definem custos de anúncios para tablet

Empresas norte-americanas se dividem entre cobrar ou não o acesso dos leitores das versões de títulos para dispositivos


Quanto vale um hotlink? Essa é apenas uma das questões que surgem sobre os modelos de negócios para veículos no iPad (Apple), Kindle (Amazon) e Nook (Barnes & Noble). Outra dúvida é se cabe às publicações a ativação de endereços web mencionados em anúncios impressos quando são preparados para tablets.

A Condé Nast (Vogue e The New Yorker) cobra US$ 5 mil para ativar o endereço na internet a partir de um anúncio impresso. Em janeiro, a Time Inc. (People e Sports Illustrated) passará a ativar os endereços sem custos adicionais para o anunciante. Também a Hearst (Cosmopolitan e Esquire) ativa todas as URLs a partir das edições impressas, sem custo.

Mas, ainda há uma outra questão: os assinantes do impresso devem pagar para ler a edição em tablet? Para a Hearst, sim. A compra de um ingresso no cinema não significa que o usuário terá o DVD do filme gratuitamente, argumenta a editora. Para a Condé Nast e a Time não, já que o assinante deve ter acesso às suas assinaturas em qualquer plataforma. O debate vai longe, ainda.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cidadezinha pintou casas de azul p/ première dos Smurfs e nao quer + mudar

A vila de Júzcar, no sudeste da Espanha, teve todas as suas casas pintadas de azul pela Sony para a premiére do filme Smurfs 3D, e deveria ter a cor revertida para branco em breve. Contudo, a cidade gostou de ter ficado conhecida por ser praticamente uma Vila Smurf, o que atraiu um grande número de turistas, e está realizando um plebiscito para decidir se as casas da cidade continuarao azuis ou se voltarao à cor original - "A cor azul das casas alavancou a economia local, aumentou nossa felicidade, nossos sonhos e nosso nível de emprego", defende o prefeito da cidade, que logo logo pode ser apelidado de Papai Smurf :- )

Tablets têm vendas aquém do esperado

Volume de vendas no Natal não fará setor atingir previsões


Quem achava que as vendas de tablets seriam altíssimas neste fim de ano está encarando uma realidade diferente. Enquanto em janeiro a consultoria IDC Brasil previa vendas de 300 mil aparelhos em 2011 (200% mais que em 2010), o crescimento está em torno de 60% e, segundo estudo da GfK Retail and Technology Brasil, publicado pelo Valor Econômico, de janeiro a outubro foram comercializadas 100 mil unidades do aparelho – 64 vendidas no varejo legal e 36 mil adquiridos no exterior ou de comerciantes que trazem os produtos ilegalmente ao País.

Das 13 marcas disponíveis, o iPad (Apple) e o Galaxy (Samsung) lideram as vendas. Mesmo com os preços caindo 40%, de R$ 2.516 para R$ 1.509, o Natal ainda deverá ter predomínio dos notebooks.

As altas expectativas em relação aos tablets eram devidas, entre outros fatores, aos estímulos governamentais para introduzir a produção local desse tipo de aparelhos e baratear seu custo. Seu crescimento está próximo dos notebooks (52%) e aquém dos smartphones, cujas vendas aumentaram 91%.

A diferença de comercialização de tablets com os computadores é um massacre: estes vendem 15 milhões de unidades. Em entrevista ao Valor, Rodrigo Vidigal, diretor de marketing da Motorola Mobility, afirmou que os tablets devem encerrar 2011 com participação de 1,5% nas vendas totais de computadores. Apesar do percentual pequeníssimo, o executivo aposta na aceleração em 2012, por conta dos projetos para fabricação local.

Redes Sociais, Rede dos Milhões

Nesta semana a Serasa Experian apresentou seus números de audiência mostrando que o Facebook está próximo, mas ainda não alcançou o Orkut. Vamos analisar essa informação com maior detalhamento, baseando nos dados da comScore.

Em novembro, o Orkut teve 69,4% de alcance e o Facebook 68,8%. Uma diferença de 0,6 pontos percentuais, que representam 288 mil usuários. Estamos falando de mais de 35MM de usuários em cada uma das redes, logo a diferença é um “empate técnico”. 

Em um ano, o Facebook cresceu 199% enquanto o Orkut apenas 10% em número de usuários. Mas a grande questão está no fato de que o Orkut vem perdendo desde setembro usuários navegando pelo site. Cerca de 4% dos usuários já deixaram de navegar na rede social. São 1,640MM de pessoas a menos. Pode ter sido influência do Facebook ou do Google Plus que já possui 3,716MM de usuários navegando pela plataforma.

E mais, desde agosto o Orkut perdeu cerca de 24% do tempo de navegação total, enquanto o Facebook aumentou em 106%. Os números acompanham o crescimento de usuários visitando o site, contudo demonstram que o Orkut vem perdendo o interesse de navegação. Neste item o Facebook já é a primeira rede social.

Quem mais está deixando o Orkut são as crianças e adolescentes. Entre agosto e novembro, houve uma queda de 19% na faixa etária de 6 a 14 anos, sendo maior entre os usuários masculinos (-24%), com maior concentração no Distrito Federal (- 14%) e em Minas Gerais (- 13%). Já no Facebook, esta faixa é a que tem maior crescimento (+50%), em destaque entre os usuários masculinos (+54%) e entre os usuários do Paraná (+30%) e na Bahia (+28%).

Em números gerais, esta migração dos usuários mais jovens do Orkut para o Facebook é muito motivada pelos jogos sociais. De acordo com pesquisas da Vostu, o Orkut mantém muitos dos seus usuários, porque ainda há uma grande parte de pessoas fora do Facebook dificultando o jogo entre os amigos. Com as novas funcionalidades de se jogar o mesmo aplicativo independente da plataforma, há uma tendência de fuga para o Facebook.

A despeito do fato de o Orkut está perdendo usuários, ainda concentra um número enorme de visitantes que não podem deixar de serem considerados e lembrados na comunicação. A grande questão é até quando o Orkut conseguirá manter seus usuários? Os investimentos no Google Plus como plataforma mundial fazem mais sentido do que concentrar apenas em uma plataforma líder no Brazil. Mudanças ocorrerão nos próximos meses.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O encanto das festas para os anunciantes

As festas de fim de ano, que começam com as decorações especiais de Natal nas cidades brasileiras, atraem público cada vez maior e animam muitas empresas a entrar no clima.

O Natal Iluminado, promovido pela Prefeitura de São Paulo, tem entre seus patrocinadores Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre (participando pela primeira vez), o próprio Banco do Brasil, Sabesp e TV Globo São Paulo. Neste evento atuam empresas como a Mix Brand Experience, a 057 e a Playcorp (que também criou o Réveillon na Paulista).

A Mix apostou em tecnologias como a realidade aumentada, em aplicativos para iPhone, e projeção mapeada na decoração exposta na Praça Charles Miller, onde está localizado o estádio do Pacaembu, patrocinada pelo Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre. O ponto alto da festa no local será uma apresentação da peça O Quebra-Nozes pelo balé Cisne Negro da, dia 21/12. Também é do Pacaembu que sai o City Tour que passa por todos os pontos do Natal Iluminado.

A agência também participou da produção da Árvore da Guarapiranga (represa localizada na zona sul da capital paulista), que tem 54 m, leva lâmpadas de led de baixo consumo, mais de 400 mil microlâmpadas, é alimentada com biodiesel, e recebe apoio da Sabesp, e na Avenida Paulista, com iluminação de postes, Praça de Natal e Parque Trianon, todos com decoração bancada pelo Banco do Brasil. O projeto foi inaugurado com missa na Catedral da Sé, no centro, e atualmente movimenta alguns dos principais pontos turísticos da cidade - causando inclusive problemas, como o trânsito lento, na região da Paulista.

A passarela na Paulista, depois transformada no palco do Réveillon, recebeu 380 mil visitantes em 2010 e este ano o número será em torno de 500 mil pessoas.

Revéillon na Paulista
  O evento com o maior público, no entanto, é a festa da virada, sendo que o Réveillon na Paulista está completando 15 anos. A cada ano a festa tem segurado mais paulistanos na cidade nesta época (antes dela, a ordem era debandar para o litoral logo após o Natal). No primeiro ano, o Réveillon na Paulista, criado pela Playcorp, atraiu 200 mil pessoas e Kaiser e Coca-Cola como patrocinadores. Ano passado, participaram da festa 2,5 milhões de pessoas e a expectativa é ter número parecido este ano. “Fomos ousados na iniciativa em 1996. Os desafios não foram poucos, mas sempre tivemos apoio da iniciativa privada e do governo, especialmente através da SP Turis”, ressaltou Fernando Elimelek, presidente da Playcorp.

O charme especial da festa este ano será o aniversário de 120 anos da Avenida Paulista, comemorados em dezembro. Magazine Luiza e Banco do Brasil serão os patrocinadores máster do evento, copatrocinado por Petrobras e Brahma. Ele terá, ainda, apoio da Cielo (que fornecerá equipamentos para facilitar a cobrança das comidas e bebidas disponibilizadas pela Ambev em 80 pontos de venda ao longo dos 4 km da via).

“O retorno para a marca é de branding, porque esse evento vem ao encontro do nosso posicionamento que é o ‘Vem ser feliz’. Convidamos os nossos consumidores a entrar o ano com o pé direito”, declarou Ana Paula Rodrigues, gerente de propaganda e marketing do Magazine Luiza. Já Dan Conrado, do Banco do Brasil, lembrou a ampliação da presença da instituição em São Paulo, após aquisição da Nossa Caixa, e disse que o patrocínio é uma forma de retribuir o carinho da população.

Por sua vez, Alexandre Loures, da Ambev destacou que a marca Brahma está em todas as ocasiões festivas da cidade e no caso do Réveillon haverá, além dos bares, comunicação da marca na extensão da avenida e divulgação de sua campanha de consumo responsável. A marca tem 20% de share no mercado brasileiro e está na ponta, em São Paulo.

O palco este ano cresceu 20% em relação à edição passada e haverá torres gigantes de LED. Além disso, em vez de um único ponto, os fogos de artifício virão de dois prédios, cruzando no céu da Paulista. Entre as atrações, ecléticas, confirmadas estão Restart, Jota Quest, Ultraje a Rigor, Roberta Miranda e Rio Negro e Solimões entre outros. O evento deve ser encerrado com apresentação especial do maestro João Carlos Martins com a Orquestra Filarmônica do Sesi-SP e a bateria da Vai-Vai. “Tenho orgulho de ter nascido em São Paulo e de participar pela primeira vez do Réveillon. A missão de um músico é chegar ao coração das pessoas e farei de tudo para levar emoção ao evento”, prometeu o maestro.

O Réveillon na Paulista encerrará a São Paulo Best Week, iniciativa da SP Turis, que vai oferecer uma série de promoções no comércio da cidade na última semana do ano. A Playcorp pretende realizar uma festa de réveillon na zona leste da cidade, em 2013.

Particulares
 Algumas iniciativas privadas estão tomando vulto. No Rio de Janeiro, acontecerá pela primeira vez o “Viva Lagoa”, que acontecerá no terraço do Complexo Lagoon, com vistas para a Lagoa Rodrigo de Freitas, por iniciativa das empresas Riocom Eventos, Pedra da Gávea e Public Ação.

O palco foi apelidado de “Palco Miranda”, em alusão ao espaço multifuncional homônimo que será inaugurado no local em março de 2012, por iniciativa da empresária Ariane Carvalho, do Grupo MPB Brasil. Entre as atrações confirmadas estão bandas como Moinho, Bossa n’ Stones e o Bloco Brasil, além de DJs.

Já a revista Contigo! Promoverá festas no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, no Marina Park, em Fortaleza e, pela primeira vez, em Búzios (RJ).

A festa de Búzios entra para o calendário por ser um dos principais pontos escolhidos por celebridades não somente do Brasil. O evento será feito em parceria com o grupo hoteleiro Superclubs e produtores do Vira Virou, com patrocínio máster da Nissan e shows da banda Asa de Águia. No Copacabana Palace, a festa é patrocinada por Gillette, Medley, H&S e Pampers. Por fim, em Fortaleza, Avon e H&S marcam presença patrocinando a festa e o show da banda Chiclete com Banana. Já o apoio ficará por conta do Café 3 Corações. Nos três eventos ainda há cotas que dão direito à inserção da logomarca nos materiais de divulgação e retorno de mídia.

Facebook: o campeão de buscas do Google

A lista anual dos termos mais buscados do Google comprovam algo que os internautas e especialistas em mídias digitais já haviam descoberto: 2011 foi, de fato, o ano do Facebook no Brasil. Além de ultrapassar a marca dos 30 milhões de usuários em território nacional, a rede social de Mark Zuckerberg conseguiu mais um feito entre os brasileiros: Facebook foi o termo mais buscado no Google no ano.

O ranking, que mapeia as palavras mais procuradas pelos internautas de diversos países, aponta o interesse dos brasileiros em obter mais informações sobre a rede social mais populosa do planeta. Do restante da lista do Google, quatro itens referem-se a conteúdo televisivo: BBB 11 ficou em segundo lugar. As novelas Rebelde, Insensato Coração e Cordel Encantado ficaram, respectivamente, na quarta, quinta e décima posição.

Já na lista das personalidades mais buscadas na rede, a cantora sertaneja Paula Fernandes ficou em primeiro lugar. Outros sertanejos, como Gustavo Lima e Michel Teló, também figuram no ranking, bem como as celebridades internacionais Katy Perry, Charlie Sheen e Scarlet Johansson.

Veja as listas completas dos termos e personalidades mais buscados no Brasil:

Brasil – Google
1- Facebook
2- BBB 11
3- DdTank
4- Rebelde
5- Insensato Coração
6- Concursos 2011
7- Tumblr
8- Brasileirão 2011
9- Enem 2011
10- Cordel Encantado

Brasil – Personalidades mais buscadas
1- Paula Fernandes
2- Bruno Mars
3- Gustavo Lima
4- Bruna Surfistinha
5- Katy Perry
6- Charlie Sheen
7- Scarlet Johansson
8- Avril Lavigne
9- Luan Santana
10- Michel Teló
 
Ranking global

Já na lista dos termos mais buscados em todo o mundo, a internet, a tecnologia e os meios digitais dominaram a atenção dos usuários do Google. A aspirante a cantora Rebecca Black, que ganhou fama graças a um vídeo postado no YouTube, ficou na primeira posição. A rede social Google + (do próprio Google), o novo iPhone 5, o fundador da Apple Steve Jobs e o iPad 2 também figuram na lista. Veja os dez termos mais buscados no mundo:

1- Rebecca Black
2- Google +
3- Ryan Dunn
4- Casey Anthony
5- Battlefield 3
6- iPhone 5
7- Adele
8-東京 電力 (TEPCO - Usina I de Fukushima)
9- Steve Jobs
10- iPad 2

Quanto vale um post?

Quase metade dos brasileiros - mais exatamente, 45% -, confia no que seus amigos escrevem sobre marcas nas mídias online, e 32% deles considera relevante mesmo a opinião de consumidores desconhecidos: essas são algumas das informações do estudo Digital Life, com o qual a multinacional de pesquisas TNS analisa o comportamento dos consumidores no universo virtual.

No Brasil, revela ainda a pesquisa, 47% dos entrevistados também colocou já algum comentário sobre marcas na internet. Nesse grupo, 44% coloca o interesse em ajudar outros consumidores como principal motivação para esses comentários. Vêm a seguir, nesse ranking, o desejo de compartilhar informações - com 31% -, enquanto 13% quiseram elogiar marcas, e 12% fizeram algum tipo de reclamação.

E, em quaisquer etapas desse processo, e em todas as categorias de mercado, os consumidores brasileiros já utilizam mais fontes de informação online do que offline – respectivamente, médias de 2,9 e 1,9 fontes de informação -, no processo das decisões relativas a suas compras. “É inquestionável a importância da web para a decisão de compra dos consumidores, até mesmo para categorias em que não há envolvimento direto com o mundo digital, como remédios sem prescrição e produtos de higiene pessoal”, afirma Juan Londono, responsável pelo Digital Life na América Latina.

Para ele, as empresas precisam hoje mapear quem são os consumidores mais influentes dos mercados nos quais atuam, e esforçar-se para engajá-lo. “Por outro lado, elas não devem negligenciar seus canais de geração de conteúdos, como website e canais do YouTube, entre outros, pois essas continuam como as fontes de informação mais consultadas. O desafio está em entender como criar links pertinentes entre ambos os tipos de conteúdos”, completa Londono.

Esse estudo da TNS começou a ser apresentado em novembro último, e globalmente incluiu aproximadamente 72 mil entrevistas em sessenta países; no Brasil, houve duas mil entrevistas.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Como otimizar o e-mail marketing


Com a proximidade do Natal e do final de ano, as campanhas de email marketing invadem as caixas de entrada e é difícil ser notado no turbulento mar de mensagens publicitárias e comerciais enviadas com os mais variados tipos de ofertas de produtos e serviços. Por isso, antes de sair enviando suas campanhas, pare para planejar e definir estratégias realmente eficazes para o aumento das taxas de conversão e geração de leads.

Confira 12 dicas para otimizar sua campanha de email marketing neste final de ano: 

1 – Revise as campanhas de e-mail do ano anterior. Reexamine suas campanhas de 2010. O que funcionou e o que não deu certo? Que indicador-chave de desempenho (KPI) foi adotado? Sua taxa de cancelamento de assinatura aumentou como consequência de envio de mensagens com maior frequência no período do Natal? Qual peça criativa foi mais eficaz? Quais ofertas tiveram os melhores retornos? Houve aumento de reclamações pelo conteúdo ter uma natureza muito promocional? Avalie o que deu certo ou não antes de criar uma estratégia para este ano.
 
2 – Monitore sua reputação. Seus e-mails não irão trazer retorno do investimento durante este período crítico de final de ano, ao menos que sejam efetivamente entregues na caixa de entrada. Uma mudança de estratégia, de conteúdo ou frequência, pode impactar a entrega de emails e é importante que se monitore de perto o efeito que sua campanha de final de ano tem sobre sua reputação. O sucesso da implementação de sua campanha está diretamente ligado com a boa reputação do seu IP e a certeza de que ele não esteja em alguma ‘black list’.
 
3 – Evite reclamações. Reclamações em geral estão ligadas à alta frequência ou baixas expectativas tidas durante o processo de assinatura. Caso planeje aumentar a frequência no final do ano, considere utilizar outro nível de permissão separadamente e pergunte aos assinantes se aceitariam receber suas campanhas temáticas de final de ano com conteúdo e ofertas especiais. No mínimo, permita que seus assinantes façam o opt-out de suas mensagens de final de ano ou lhes ofereça a opção de diminuir a frequência. Quanto mais fácil o opt-out, menor será a probabilidade que reclamem e marquem seus e-mails como spam com seus provedores.
 
4 – Considere as certificações de email. A configuração padrão na maioria dos clientes é “images off”. Caso queira garantir que uma estética criativa, com imagens atraentes dos produtos e cores que você se empenhou para definir seja vista pelos destinatários, considere fazer parte de um programa de certificação para ter acesso a um universo de e-mails ‘white list’. Para os remetentes certificados, as imagens são automaticamente habilitadas para Windows Live Hotmail e Yahoo!, permitindo o foco na otimização de suas campanhas para assegurar um maior retorno e uma melhoria nas experiências dos destinatários.
 
5 – Otimize sua criatividade para conseguir retorno. A criatividade de seu email está sendo tão eficaz para mostrar o valor de seus produtos ou serviços, diferenciando sua marca frente à concorrência, aumentando as taxas de abertura, cliques e conversões e mantendo seus assinantes informados, engajados e entretidos? Garanta que seus templates estejam programados para visualização de imagem e de preview-pane e faça ajustes que irão diminuir os obstáculos para que os assinantes partam para alguma ação e fiquem engajados com sua mensagem.
 
6 – Conheça sua audiência. Incorpore dados de assinantes que permitam focar no aumento das taxas de respostas às mensagens. Use informações sobre o comportamento de compras anteriores, atividade de e-mail, preferências, dados demográficos, tempo gasto em arquivos de e-mails e atividade no site para criar mensagens relevantes, ao invés de enviar o mesmo conteúdo e ofertas a todos de sua lista.
 
7 – Aprimore as estratégias para inativos. Com os ISPs (Internet Service Providers) utilizando métricas de engajamento para definir filtros, uma guinada na porção de usuários inativos pode impactar positivamente a entregabilidade das mensagens, bem como as taxas de resposta. Caso seu plano de marketing para o final de ano inclua alta frequência de entrega de mensagens, você pode enfrentar bloqueios nos provedores. Programe uma estratégia para tentar reabsorver a parcela inativa e remover os desinteressados.
 
8 - Otimize as mensagens de compra. Por registrarem altas de taxas de abertura, as mensagens transacionais são uma oportunidade a mais para engajar seus assinantes. Use as mensagens transacionais para sugerir produtos relacionados, inserir análises e testemunhais de clientes, pedir feedback aos assinantes, incluir links úteis de serviços, promover suas principais preferências e incentivar os assinantes a se inscrever para o recebimento de diversas campanhas de email marketing.
 
9 – Determine o tamanho da sua audiência mobile. Quantos de seus assinantes usam celulares e dispositivos móveis para abrir emails? Quais dispositivos e ambientes móveis eles utilizam? Você tem um site nesta plataforma para atender clientes que possam preferir comprar e navegar via mobile? Incorporar opções e dados para este público em suas campanhas de email marketing para o final do ano pode afetar positivamente sua performance geral. Adote uma ferramenta que forneça dados de checagem via celular e ajude a guiar sua estratégia na plataforma mobile.
 
10 - Crie para a tela do celular. Sabendo a porcentagem de clientes que abrem mensagens via dispositivos móveis é importante implementar melhores práticas para criar para tela do celular. Você tem o equilíbrio correto entre imagem e texto? Como sua campanha é apresentada no iPhone e no iPad em comparação ao Android? Sua mensagem é compreendida independentemente do ambiente ou dispositivo usado para vê-la?
 
11 - Integre-se às mídias sociais e e-mails. O período de férias é excelente para oferecer conteúdos úteis que facilitem a vida dos clientes. Se suas mensagens os ajudam a economizar tempo ou dinheiro, eles estarão mais inclinados a se conectar nesta época e a compartilhar seus e-mails entre amigos e familiares. Integrar efetivamente seus esforços de email e mídias sociais para impulsionar o crescimento e o engajamento através de ambos os canais será vital para o aumento de fãs/seguidores e bases de assinantes, assim como gerar maior engajamento. Considere a inclusão dos links SWYN (Share With Your Network) ao conteúdo, incentive os assinantes a compartilhar suas avalições de produtos e faça com o que está acontecendo nas suas páginas de social media se torne parte dos conteúdos de suas campanhas de email.
 
12 – Dê boas-vindas ao novos assinantes. Conforme aumenta a realização de promoções de seus produtos e serviços nesta época do ano, você irá notar um incremento no número de assinantes aderindo suas campanhas de marketing, especialmente se descontos e incentivos forem oferecidos. Certifique-se de iniciar este relacionamento da forma correta e incremente as chances de ter um engajamento por toda vida com uma mensagem efetiva de boas-vindas ou uma série de mensagens que reafirmem os benefícios do programa de e-mail. Defina as expectativas em relação ao conteúdo e frequência e incentive os assinantes a interagir com a marca ao se tornarem clientes.

LinkedIn mostra palavras mais usadas por brasileiros em 2011

Profissionais brasileiros usaram mais as palavras “multinacional”, “planejamento estratégico”e “criativo”


O LinkedIn, a maior rede professional do mundo com mais de 135 milhões de usuários, sendo seis milhões no Brasil, apresentou as palavras e frases mais utilizadas por profissionais em seus perfis no LinkedIn em 2011. No Brasil, a palavra citada com maior frequência pelos usuários é “multinacional”.

Veja abaixo a lista completa dos 10 termos mais utilizados por profissionais no Brasil:

1. Multinacional
2. Planejamento estratégico
3. Criativo
4. Efetiva
5. Multidisciplinar
6. Especializado
7. Novos desafios
8. Experiência internacional
9. Amplo conhecimento
10. Novas tecnologias

No estudo de 2010 do LinkedIn, expressões como “amplo conhecimento”, “dinâmico”, “motivado” e “inovador” estiveram ranqueadas entre os principais resultados de diversos países.

A lista deste ano mudou desde a análise das Palavras Mais Frequentes de 2010, principalmente por conta da expansão no volume mundial de usuários do LinkedIn de 85 milhões para mais de 135 milhões. Veja abaixo a lista das palavras mais utilizadas nos países que participaram do estudo, em 2011, do LinkedIn:

• Criativo: Austrália, Canadá, Alemanha, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos
• Dinâmico: França
• Efetivo: Índia
• Solução de problemas: Itália
• Motivado: Irlanda
• Gerencial: Espanha
• Histórico: Cingapura

Dilma freia tentativa dos politicos de reabrir e publicidade institucional dos cigarros

A presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei que proíbe o fumo em ambientes fechados de acesso público em todo o país. Foi publicada hoje no Diário Oficial da Uniao e já entra em vigor. A medida provisoria foi aprovada no mês passado pelo Senado Federal e prevê ainda que, a partir de 2016, os maços de cigarros tragam mensagens de advertência sobre os riscos do produto à saúde tambem em 30% da parte frontal (hoje sao mostradas somente na parte de trás das embalagens).

Dilma vetou, alem do mais, outro parágrafo que permitia a "divulgaçao institucional dos fabricantes" [de derivados de tabaco]. Com isso, a empresa poderia promover seu nome em eventos, mas sem citar o produto que comercializa - "O trecho foi alvo de polêmica no Congresso e alvo de críticas do ministro Alexandre Padilha, da Saúde" - comenta a folha.com - "O dispositivo introduz expressamente a possibilidade de divulgaçao institucional dos fabricantes de tabaco, em desacordo com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, em especial a Convençao-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco", foi a justificativa da Saude.

Mais de 100 milhões de europeus não conhecem a internet

Um estudo divulgado pela Eurostat nessa quarta-feira, 14, revelou que quase um quarto dos 500 milhões de europeus jamais teve contato com a internet. A agência de estatísticas da União Europeia mostrou que, em alguns países, metade dos habitantes não conhece a rede mundial de computadores.

Na Romênia, por exemplo, mais da metade da população não tem conexão em casa. Na Bulgária, Grécia, Chipre e Portugal, pouco menos da metade precisa de lan houses ou do trabalho para acessar a web.

"Para muitas pessoas parece difícil viver hoje em dia sem a internet", disse a Eurostat, conforme divulgado pela Reuters . "Porém, uma parcela da população da UE, que vem diminuindo mas não é negligenciável, nunca a acessou." Pelo menos 24% das pessoas entre 16 e 74 anos nos 27 países que compõem o bloco não conhecem a rede.

Entre o norte e as regiões sul e leste - as mais pobres - da Europa, há uma divisão quanto ao acesso, segundo o estudo, que está aumentando. A disparidade é tão grande que há países como Holanda, em que 94% têm internet, e Bulgária, com apenas 45% da população navegando.

Enquanto Luxemburgo, Suécia e Dinamarca apresentam taxas acima dos 90%, na Romênia, 54% dos habitantes nunca usaram a internet - seja em casa, no trabalho, em lan houses ou por smartphones.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

As tendências no mercado de brindes

Eles podem prolongar uma boa – ou má – lembrança de marca


Eles estão presentes em eventos e em ações promocionais o ano inteiro, mas alguns produtos especificamente ganham fôlego especial nesta época do ano. Os brindes, quando pertinentes, são uma forma de fazer a lembrança de uma marca se prolongar na vida de um cliente ou público de interesse da empresa. Hoje, no Brasil, essa é uma área bastante pulverizada, que possui cerca de 4.000 empresas. Mas muitos dos brindes que são produzidos ou comercializados por aqui vêm de fora, especialmente da China. Estima-se que de 40% a 50% do volume venha do exterior e deste montante, entre 80% e 85% têm origem na China.

Em 2008, o setor faturou R$ 6 bilhões, e em 2011 a expectativa é de que o faturamento gire entre R$ 5,2 bilhões e R$ 5,3 bilhões. Houve queda de 22%, que vem sendo recuperada, mas segundo Luís Roberto Salvador, diretor do guia Bríndice, ainda não atingiu os níveis de 2008, quando foi afetado pela crise mundial. Naquele ano, o segmento empregava 115 mil pessoas e hoje tem em média 85 mil funcionários. Para ele, o setor crescerá 8% este ano e em 2012 deve variar entre 5% e 6%.

O executivo acredita que hoje esse mercado não seja tanto um termômetro da economia. As instabilidades que o mercado vive, diz ele, o setor também enfrenta. Para ele, outubro foi um mês bom, em novembro houve uma queda e no final do mês para início de dezembro, houve uma recuperação. Ele incentiva que as empresas não pensem somente no fator preço, na hora de encomendar um brinde. “Uma empresa jamais deve atrelar seu nome a algo que não seja de qualidade, para não estragar sua reputação. Pode até dar uma caneta de R$ 0,40, mas ela precisa escrever, porque a imagem da companhia também é dada no brinde. E claro que quanto mais caro, melhor a qualidade e a aparência, mas, caro ou barato, é importante que seja duradouro, porque garante maior tempo de circulação para a sua imagem”, alertou.

Salvador destaca que nesta época do ano as agendas e calendários continuam sendo os itens mais representativos (sendo que ao longo do ano lideram as canetas). “As agendas continuam sendo marcantes, ainda mais para quem tem mais idade e ainda tem o hábito do papel”, disse. Mas é uma tendência a aposta em produtos ecológicos e de tecnologia, como pendrives, aparelhos de mp3.
Nos brindes ecológicos, ele ressalta papéis reciclados, capas de alumínio, camisetas com fios produzidos em parte com garrafas pet, bolsas de tecidos de algodão. Já em relação aos maiores compradores de brindes, atualmente, destaca as empresas do setor financeiro, que incluem não apenas bancos, mas também administradoras de cartões de crédito.
Já Auli de Vitto, Forma Editora, compreende que quanto mais devagar esteja a situação da economia, mais aquecido fica o setor, por conta das ações promocionais com que as empresas buscam alavancar suas vendas e dar giro maior aos produtos no mercado. Suas previsões são bem mais otimistas para o mercado que as do diretor do Bríndice. Segundo Vitto, apesar dos buchichos, o mercado de brindes está aquecido e deve crescer em 2012 entre 10% e 12%. A demanda, defende, está mais equilibrada, por conta de ações promocionais de inverno, verão e datas de varejo. “Mesmo assim, os últimos três meses do ano são representativos; 70% das vendas são concentradas no segundo semestre”, avalia.

Nesta época do ano, há um aumento de 30% na contratação da mão-de-obra, com as vagas temporárias. No mercado nacional, especialmente para produções na área de confecção, como camisas, camisetas, bolas e sacolas.

O diretor da Forma diz que é extremamente importante os compradores entenderem o motivo do brinde. “Muitas vezes, ele é comprado aleatoriamente e existe até a expressão “dar um brindezinho”, mas o brinde tem papel importante porque prolonga o recall da marca para além de um evento ou ocasião”. Ele defende o produto como um gerador de retorno eficaz e uma das ferramentas de consolidação da marca.

Citando pesquisa da Associação de Marketing Promocional (Ampro), Auli de Vitto destaca a grande preocupação de muitas empresas em alguns vetores, como o ecológico. Elas querem, segundo ele, atender as expectativas socioambientais e oferecer produtos compatíveis com o novo contexto social. E a escolha dos brindes vai a reboque dessas ações. Alguns mesclam ecologia e tecnologia, como sementes com o nome da empresa gravado a laser (em que a primeira folha que nasce, garante ele, também aparece a marca), esponjas vegetais com formatos de animais, papel semente (material com mensagem que, depois de lida, se jogada na terra faz brotar um planta). Já na área de tecnologia, estão em alta produtos que têm algum tipo de serviço agregado, como cofres com contadores que vão somando a quantia economizada e porta-comprimidos com timer para avisar o dono sobre o horário de tomar o medicamento ou, ainda, um relógio movido a água (outro exemplo “eco-tecno”).

Players

Uma das principais empresas do mercado nacional de brindes, a The Marketing Store, que reivindica também a liderança global, produz mais de um bilhão de brindes anualmente. “A razão é muito simples: tratamos esta ferramenta com os mesmos cuidados que os nossos clientes tratam suas marcas e produtos”, define Genival Britto, vice-presidente de negócios.

Os brindes representam 63,4% do negócio total da empresa e os de Natal e Ano Novo especificamente, 8%. Os maiores clientes nesta época do ano são os shopping centers e redes de varejo. Para a empresa, o faturamento vem crescendo de 12% a 15% ao ano e a explicação do executivo são as demandas cada vez mais planejadas. “Os projetos de brinde mais relevantes estão sendo solicitados em média com seis meses de antecedência para viabilizar a produção e importação da China, onde conseguimos obter melhor custo-benefício”, diz.

Para o executivo, um brinde tem a responsabilidade de ser “um pedacinho do DNA da marca”, um construtor de valor em sua relação com os diferentes públicos. “A nossa recomendação é que o brinde seja avaliado com os mesmos cuidados de um filme, de um anúncio, pois ele só é bacana quando tem valor estratégico”, defende. No caso dos clientes da The Marketing Store, os brindes mais demandados são os que aliam design e funcionalidade. Ele destaca também o licenciamento como uma forma de agregar valor a um custo viável, se a escala de produção for grande: “As licenças associadas a designers, estilistas e celebridades estão ganhando muito espaço no mercado, pois trazem para o mercado promocional o aspiracional do varejo”.

Britto entende que nunca antes o custo-benefício foi tão bem avaliado. As empresas têm dinheiro para investir nessa ferramenta, mas para que ela se transforme em orçamento exigem da agência um trabalho mais minucioso de planejamento, consistência, inovação e proatividade. “Para a The Marketing Store, o brinde pode fazer a diferença no resultado de vendas de qualquer produto ou serviço, agregar valor na relação com formadores de opinião e tangibilizar diferenciais competitivos de produtos e serviços e posicionamento da marca”, conclui.
 
Representando o segmento de bebidas, que nesta época do ano também fortalece as vendas com kits especiais para o Natal e Ano Novo, a Miolo começa no mês de agosto a desenvolver os produtos destinados ao mercado promocional. “O ideal para esse foco é que tenha insumos para no máximo início de setembro, já a formatação de preço e outros detalhes, devem estar disponíveis em agosto”, explica Janaina Selau, supervisora de televendas e e-commerce do Miolo Wine Group.

O grupo ofereceu novidades este ano: duas opções de kits e uma de cartucho que podem ser personalizados com a logomarca do cliente. O cartucho é para uma garrafa e além dele, há kits de uma garrafa de vinho e duas taças e uma garrafa de espumante e duas taças. Pelo sistema de televendas a empresa atende pessoas e empresas que compram para presentear seus públicos diretos de interesse (e não para revender, como as redes de varejo).

Com a agência Zorzo, de Porto Alegre, o Miolo Wine Group tem dado atenção especial à personalização das embalagens, que têm arte mais clean, com hotstamping e deixam espaço destacado para a marca da empresa que oferece o brinde. Em fase piloto, um próximo passo para esse tipo de kits é disponibilizar versões com garrafas de vinhos e espumantes nos tamanhos respectivos de 375 ml e 250 ml.