A propaganda é a alma do negócio e ninguém tem dúvida disso. Mas para
ter bons resultados é preciso atingir o público-alvo, seja através de
anúncios na TV, no jornal, email marketing ou um alto-falante no meio da
rua. Com o ‘boom’ dos dispositivos móveis, a publicidade nestes
aparelhos também tem crescido. Como tudo que envolve tecnologia, o
mobile advertising está em constante inovação. Novas estratégias
certamente surgirão e outras, que acreditávamos que trariam bons
resultados, já percebemos que precisam ser reavaliadas.
Não é de hoje que ouvimos falar em mobile advertising, mas este tipo de
propaganda só começou a funcionar de verdade com o aumento da venda de
smartphones e tablets. E como este mercado só tende a crescer, a
publicidade móvel segue no mesmo ritmo. Segundo relatório elaborado pela
eMarketer, estima-se que os investimentos neste tipo de publicidade
devam crescer 47% em 2012, nos Estados Unidos, chegando a US$ 1,8
bilhão.
No Brasil, o diretor de vendas de publicidade móvel do Google, Peter
Fernandez, afirmou que a empresa atingiu em setembro a marca de um
milhão de impressões mensais do Amob, que é a unidade da empresa que
entrega publicidade em dispositivos móveis. Além disso, o Google
registrou aumento de 1.000% no número de buscas feitas por aparelhos
móveis nos últimos 12 meses.
O crescimento do investimento em publicidade móvel no Brasil é por
motivos óbvios. Uma pesquisa realizada pela IDC Consulting aponta que
até o final deste ano serão vendidos 450 mil tablets no Brasil. Já um
estudo realizado pela Pyramid Research estima que 31 milhões de
smartphones sejam comercializados na América Latina. Certamente, boa
parte destes milhões será vendida aqui no Brasil.
Dentre os diversos tipos de mobile ad, o envio de SMS era o que se
acreditava que seria o mais bem sucedido. Isso porque não é necessário
instalar nenhum programa, todos os celulares recebem mensagem, e
estima-se que 100% das mensagens recebidas são lidas poucos minutos após
serem enviadas.
Mas já podemos perceber que não é bem assim. Como qualquer outra forma
de propaganda, é preciso ter foco no público-alvo e tomar alguns
cuidados para que as mensagens não virem spams e acabem ‘irritando’ quem
recebe. É claro que é praticamente impossível saber exatamente em qual
situação o SMS será recebido, mas enviar uma promoção de jantar às 7 da
manhã não me parece adequado.
Além do SMS, o mobile search e os displays, que incluem banners, rich
media e vídeos, são os formatos mais comuns de mobile advertising.
Dentre estes, acredito que o rich media seja o que tem mais chances de
crescer e resultar em respostas positivas.
Este tipo de anúncio já vem sendo pensado há algum tempo, mas para que
funcionasse era necessário melhorar a tecnologia dos aparelhos e o
acesso a banda larga, e é neste ‘momento tecnológico’ que estamos. Com a
criatividade dos publicitários é fácil chamar a atenção das pessoas e
despertar o interesse para estes anúncios.
Os vídeos publicitários também serão grandes aliados das empresas.
Ainda está longe das pessoas assistirem filmes longos em dispositivos
móveis, e isso por diversos motivos. Mas os vídeos curtos já fazem parte
da rotina de quem possui acesso a banda larga e acredito que peças
publicitárias também curtas antes destes vídeos podem trazer bons
resultados.
Seja qual for o formato de mobile ad escolhido, o importante é que
possibilite a interação com o público. Diferente das outras formas de
propaganda, que interrompem e chamam a atenção para a marca, a
publicidade móvel trará resultados de acordo com o tipo de engajamento e
ação que oferece aos usuários. O momento é de transição. As novidades
tecnológicas estão mudando o comportamento das pessoas e as empresas
devem se adaptar a estes ‘novos usuários’.
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