A 8ª edição do Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC)
aponta ligeira alta em novembro ao totalizar 62,8% de satisfação dos
clientes. São analisadas 43 marcas de cinco setores e dez sub setores
analisados.
O estudo é medido pela ESPM e criado pelo professor pesquisador da
escola e global chief digital officer da Rapp, Ricardo Pomeranz – e
apresenta como destaques a indústria farmacêutica e os bancos, que
tiveram expansão de nove pontos e de 6,4 pontos percentuais,
respectivamente. A primeira saltou de 59,5% para 68,5%, enquanto as
instituições financeiras pesquisadas passaram de 47,2% para 53,6%.
De acordo com Pomeranz, o que explica a alta nestes dois sub setores é,
curiosamente, a mesma – o lucro registrado pelas empresas no 3º
trimestre do ano. No caso da indústria farmacêutica, outra razão para o
aumento foram os investimentos em vacinas e tratamentos voltados para a
saúde animal e o aumento de 32% nas vendas de medicamentos genéricos.
Para os bancos, o que também provocou impacto positivo nas redes
sociais foi o patrocínio a ações culturais e sustentáveis, que respondeu
por 12% do buzz de uma das marcas analisadas.
Por outro lado, a indústria automobilística, com 60,9% de satisfação,
foi a que registrou a maior queda na satisfação dos consumidores – 4,8
pontos percentuais. A explicação para isso, segundo Alexandre Gracioso,
vice-presidente acadêmico da ESPM, fica por conta da insatisfação com
comerciais de algumas marcas de carros e mensagens negativas sobre
recall e falhas em alguns modelos.
Mas, o que mais chamou a atenção foi o volume de publicações na web
sobre roubos, assaltos e acidentes, em que os internautas mencionaram a
marca dos veículos. Furtos de carros representaram 8,1% do total de
comentários, enquanto as menções sobre acidentes foram 3% do total.
Os demais setores
O varejo – que inclui lojas de departamento (64,1%, com queda de 1,4
ponto percentual) e supermercados (77,6%, com redução de 1,9 ponto
percentual) – fechou novembro com 73,2% de satisfação dos consumidores
(redução de 1,7 ponto percentual). O setor de informação, que analisa as
empresas de Telecom, registrou 47,6% de satisfação, mantendo-se estável
em relação a outubro.
O setor de bens de consumo – que, além da indústria automobilística,
inclui bebidas (88,3%, com alta de 3,7 pontos percentuais), personal
care (76,4%, com queda de 4 pontos percentuais), alimentos (77,2%, com
ligeira queda de 1,7 pontos percentuais) e eletroeletrônicos (68,5%, com
aumento de 3,8 pontos percentuais) - fechou o mês de novembro com
70,6%, também com retração de 1,3 pontos percentuais.
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