Em busca da atenção e recomendação
Na publicidade, as relações mercadológicas
contemporâneas são pautadas por duas “economias”: a da “atenção” e a da
“recomendação”. No primeiro caso, a prioridade nº1 do profissional de marketing
é captar o target – um desafio e tanto, já que as pessoas têm a atenção cada
vez mais fragmentada. Pesquisas da Ipsos apontam que muitos consumidores
realizam tarefas variadas, enquanto fazem uso das mídias, inclusive as que
necessitam de interação. O gráfico ilustra as atividades paralelas daqueles
considerados “antenados”: que “não se veem sem internet” e que “gostam de
produtos que ofereçam a última palavra em tecnologia”. Esses são, em sua
maioria, solteiros (57%), da classe B (45%), entre 20 e 34 anos (40%).
Quanto à “economia da
recomendação”, estudos indicam que consumidores acreditam mais em conhecidos do
que nos discursos publicitários das marcas. Dentre os entrevistados, 41%
declararam ser procurados a dar opiniões antes de compras pessoais e 26%
habitualmente experimentam novos produtos e serviços motivados por indicações
de amigos.
O crescimento da recomendação nas redes
sociais acompanha o próprio aumento da quantidade de participantes nesses
ambientes digitais. Dados da Ipsos relevam, só no Brasil, uma elevação na ordem
de 1.200% em cinco anos, ou seja, 12 vezes mais do
que a primeira medição: os 2% dos usuários em 2005 passaram a ser 24% em 2010.
Imersa nesse cenário, a Ipsos Marplan MediaCT
se debruçou sobre os resultados de suas pesquisas e pôde, assim, mapear um novo
formato midiático que pudesse representar uma saída publicitária para contornar
problemas de “atenção” e potencializar interesses em “recomendação”: as redes
sociais baseadas em
localização.
O fluxo de informação e comunicação das redes
sociais extrapola os limites do PC e migra para os aparelhos portáteis,
combinados com o sistema de telefonia móvel. A circunstância intensifica a
conquista de usuários e oferece suporte aos sites de relacionamento, que, por
sua vez, ampliam e acrescentam novos e múltiplos aspectos aos conceitos de
sociabilidade, partilha e comunidade. Desse modo, os dispositivos móveis
legitimam no público a necessidade permanente de estar conectado, informado e informando, todo e
qualquer lugar. E, agora, as tecnologias locativas não só propiciam a interação
específica, como também trazem a possibilidade da geolocalização – cuja
tendência é tornar-se presente em todos os aparelhos móveis.
As redes sociais baseadas em localização, portanto,
além de poder ser amplamente utilizadas, estão apresentando um crescimento
espantoso ao estimular o uso da geolocalização – o que faz com que se tenha
acesso a uma série de novas ferramentas colaborativas a partir dos pontos onde
seus usuários se encontram. Comentar, discutir, avaliar e até ganhar descontos
tornaram-se não apenas possíveis, mas verificáveis com precisão e velocidade.
Em vez de solicitar a digitação de uma série
de dados, diversas dessas redes têm cadastros prévios de locais de interesse e
informam o usuário do tipo de interação que pode ser feito no local: envio de
fotos, detalhes de uso e tantas outras. Ou seja, claramente focada em
instrumentos comerciais, a maior parte dessas redes se tornou o ambiente
perfeito para divulgação de produtos e serviços, incentivando seus
participantes a discutir os lugares que frequentam e a fazer avaliações capazes
de encorajar outros consumidores a vivenciar a mesma experiência.
Outros dados relevantes
Acesso à internet tem sido democratizado pelo
significativo crescimento da classe C na utilização de aparelhos móveis.
As redes sociais são responsáveis por uma
explosão de acessos mobiles. Só no último ano, o crescimento gradual e contínuo
é observado de forma expressiva.
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