Em tempos de web 2.0,
são as redes sociais e os devices móveis (smartphones, tablets, TV digital) que
possibilitam às empresas atuar nas três dimensões essenciais do negócio: BVR –
Branding, Vendas e Relacionamento, conforme definição da E-Consulting.
Do e-commerce ao social commerce
Desde 2002, a
E-Consulting produz trimestralmente o VOL®, Índice de Varejo Online, que
mensura o quanto a web e os canais digitais potencializam as vendas nos
segmentos de turismo, bens de consumo e automobilístico.
À medida que o mercado
amadurece, espera-se redução das taxas acumuladas de crescimento, como entre
2007 e 2010. Entretanto, o percentual deste semestre, 20,2%, revela clara
reversão da tendência. Razão: social commerce (utilização de redes sociais e
interação entre usuários durante transações comerciais na web), cujos
protagonistas no Brasil são os sites de compra coletiva. E análises mostram que
as redes terão participação ainda mais efetiva.
O aspecto reputacional da web 2.0
Nos últimos quatro
meses, a E-Consulting conduziu, em conjunto com o Experience Lab (XPLab), do
grupo ECC, três estudos, considerando as 500 maiores empresas do Brasil.
O ROL®, ranking de
Reputação Online, avaliou o efeito das ações dessas companhias nas principais redes
(Facebook, Google, LinkedIn, Orkut, Reclame Aqui, Twitter e YouTube) e os
impactos sobre a reputação. Demonstrou-se que aquela com menor presença online
pode ter reputação positiva, enquanto outra que abusa de informações e interações
pode estar prejudicada. Além disso, ficou claro que, na maioria dos casos, as
empresas precisam ajustar os canais utilizados de acordo com objetivos, setores
de atuação, atributos de marca e posicionamento, características de produtos e
serviços e natureza dos públicos de interesse. As empresas top 10 do ROL®2011
foram:
Já o POL®, ranking de Presença
Online,estima a força de uma empresa e de sua marca nas redes sociais a partir
de critérios como alcance, capilaridade, multicanalidade, freqüência e intensidade
de discussões e interações dos diversos públicos. As empresas 10 do POL®2011
foram:
Por fim, o estudo Pegada Digital,
realizado com exclusividade para a revista ProXXIma, ponderou a longevidade de
conteúdos oficiais e não oficiais na web 2.0. Foram analisados os volumes de
resultados associados às marcas, aos produtos ou aos temas das companhias em
intervalos de uma hora, 24 horas, 48 horas, uma semana, um mês e 12 meses.
Identificou-se que o volume de conteúdo cresce exponencialmente no decorrer de
um ano. Em média, o número de resultados aumentou 9.300 vezes em apenas nove
meses. Já a taxa de crescimento é decrescente. Quanto mais perto do episódio,
mais rápido o volume de resultados amplia – e vice-versa. Nas primeiras 24
horas após um fato relevante, o salto no número de pesquisas é de 36.700%. Sete
dias depois, a intensidade é cem vezes menor; cresce 3.670%. Entre sete e 30
dias, os resultados de pesquisas “somente” dobram. Entre 30 dias e nove meses,
o percentual é 170%.
Observou-se também uma forte
correlação entre marcas populares e intensidade do crescimento. Um fato
importante será amplificado em mais de nove mil vezes, no caso de uma marca
conhecida – vantagem ou não, a depender do fato. A questão é que o grau de
controle e de influência das organizações sobre essa ocorrência é reduzido; a
todo instante, stakeholders geram novas notícias e opinam livremente sobre
elas.
Para quem não se convenceu de que a
web 2.0 está revolucionando a maneira como as empresas fazem negócios, aqui vão
mais duas constatações: (1) a emergência das classes C e D e a nova classe média, que
já representa oito em dez internautas; e (2) a geração Y, que já é a maior
parcela do grupo chamado consumidor 2.0. E mais: os objetos de consumo mais
desejados por esses públicos são justamente smartphones, notebooks e tablets.
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