quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Acesso à internet dobra e classes baixas se sobressaem

O número de internautas no Brasil dobrou nos últimos quatro anos. Atualmente, cerca de 48% da população acessa a rede; em 2007 era 27%, segundo o estudo da Fecomércio-RJ e Ipsos.

Entre os motivos do salto estão o aumento da venda de computadores, o avanço da tecnologia, isenção dos impostos PIS e Cofins sobre a venda de produtos deste segmento. "O crescimento do acesso no Brasil pode ser explicado também pelo apelo cada vez maior da web e das redes sociais, assim como por uma maior disseminação dos smartphones e tablets no país", afirma o economista da Fecomércio-RJ, Christian Travassos.

As classes C, D e E tiveram um aumento relevante neste quadro. Embora as A e B liderem (com 84%). A classe C cresceu de 31% para 43% no período. As classes mais baixas, D e E, dobraram de 8% para 17%.

“As classes D e E apresentam o maior potencial de crescimento de acesso a web, tanto pelo avanço da tecnologia, que baixa os preços dos produtos, quanto pelo maior poder de compra dos brasileiros”, aponta o economista da Fecomércio-RJ.

O levantamento comprovou também que a frequência do uso da web também aumentou. 47% se conectam diariamente à Internet, 33% usam a web mais de uma vez por semana e 12%, uma vez por semana.

Além disso, 55% passa de 30 a 120 minutos na rede; 23% ficam entre duas e quatro horas conectados e 14%, menos de meia hora.
 
Redes sociais e sites de mensagens instantâneas (Facebook, MSN e Orkut) correspondem a 61% dos acessos. Logo atrás vêm outros tipos: para pesquisas (48%), e-mails e sites de notícias (empatados com 34%), diversão e serviços (também juntos com 17% cada).

Mais internautas fazem compras online. O número cresceu de 13% para 20% entre 2007 e 2011. Os eletrodomésticos lideram, com 36% de representatividade. O cartão de crédito é responsável por 66% das transações.

Foram entrevistadas mais de mil pessoas, de 70 cidades de nove regiões metropolitanas.

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