quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Busca impulsiona crescimento da publicidade online

No entanto, display crescerá mais rápido até 2013, indica pesquisa global


No começo deste mês, a ZenithOptimedia divulgou uma versão atualizada das suas previsões para o mercado publicitário global, reduzindo em 0,5 ponto percentual as estimativas publicadas em julho. Mas apesar desse pequeno reajuste, que reflete um desaquecimento da economia mundial mais acentuado do que o previsto, os dados ainda são animadores: os anunciantes aumentarão seus budgets em 3,6% em 2011, elevando o volume global para US$ 466 bilhões -- 40,2% dos quais serão dedicados à TV, 20,2% a Jornal, e 15,8% à internet. Em termos de crescimento, porém, a publicidade online não só continuará campeã neste ano, com avanço de 13,3% ano a ano (contra ganho de 4,6% de TV e queda de 2,7% de jornal), mas se tornará a segunda maior mídia do mundo em 2013.

Segundo a agência do Publicis Groupe, neste ano as buscas patrocinadas manterão a parte do leão das verbas online, com 48,7% do total, share que continuará achatado até 2013. Por outro lado, display, que hoje detém 34,9%, avançará para 36,5%, enquanto a fatia dos classificados recuará de 16,6% para 14,7%.

O estudo atribui o avanço de display às novas tendências do mercado. "Apesar de as buscas patrocinadas estarem crescendo a uma taxa anual média de 14,6%, seu desempenho está sendo ligeiramente contido pelas mudanças do comportamento de busca -- do desktop para os devices móveis, que exigem menor investimento dos anunciantes." Já o segmento de display, com ganho médio anual de 17,2%, está sendo beneficiado pelo vídeo online e a mídia social. "A publicidade em streaming vídeo está avançando extremamente rápido, graças à emergência de ferramentas do tipo do-it-yourself, que permitiram a pequenos anunciantes locais entrarem no mercado. Além disso, nos países mais desenvolvidos, os sites de mídia social estão perto do topo da lista dos mais populares, e geralmente muito à frente dos seus rivais em termos do tempo dedicado pelos usuários."

Mobiles

Os dispositivos móveis são um fator essencial na mudança de hábitos dos consumidores. Em 2012, diz a Google International, haverá 5 bilhões de mobiles em uso -- o equivalente a 70% da população mundial. E como é mais fácil digitar e navegar na web em smartphones do que em feature phones, a atividade de busca online só terá a ganhar com os futuros upgrades dos celulares. Segundo o CEO Larry Page, 15% das buscas feitas no Google já são feitas via mobiles, o que está gerando receita adicional de US$ 2,5 bilhões (ele não discriminou a contribuição de busca versus display).

No Yahoo, essa proporção é de 20%, o que significa mais de 500 milhões de buscas mensais por mobiles em nível global. Shashi Seth, vice-presidente de produtos de busca do portal, disse recentemente que os smartphones produzem maior rendimento por busca (RPS) do que os features phones, e que sua receita mobile "continua crescendo cerca de 100% ano a ano".

Mas existe uma grande ameaça à busca mobile -- os aplicativos, como alertou Aaron Goldman, autor do livro "Everything I know about marketing I learned from Google". Em um dos capítulos, ele observa: "É muito mais fácil interagir com conteúdo via apps do que com páginas da web. E é muito mais fácil completar uma tarefa por meio de instruções do que por search queries. As buscas não estão acontecendo em celulares; as pessoas estão usando apps. É onde está a oportunidade de entrega da publicidade."

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