No primeiro semestre, agências como WMcCann, BorghiErh, PPR, Giovanni e DM9 se destacam. Entre anunciantes, GM, VW, Caixa e Nestlé ampliam
Os investimentos em publicidade crescem 10% no primeiro semestre de 2012, de acordo com dados divulgados pelo Ibope Monitor nesta quarta-feira, 25. O ranking de Agências traz as mesmas três primeiras colocadas em relação à listagem divulgada em janeiro e referente ao ano de 2012: Y&R, AlmapBBDO e Ogilvy.
A partir daí, há novidades. A primeira delas é a WMcCann, que ultrapassou a JWT e passou para a quarta posição. Outra mudança grande envolve a EuroRSCG, que caiu da 6ª para a 16ª colocação, dando espaço para forças emergentes, como o grupo PPR (dono de NBS e Quê), que passou para a sétima colocação, e Giovanni+DraftFCB, que saltou do 11º para o 9º lugar. A DM9DDB entrou no top ten, fechando em 9º.
De acordo com o ranking, as 50 maiores agências do mercado brasileiro movimentam 62% da verba publicitária nacional.
Entre os anunciantes, um dos destaques é a redução de distância entre a líder Casas Bahia e a segunda colocada Unilever, graças ao crescimento de 21% da empresa de bens de consumo neste semestre na comparação com os seis primeiros meses do ano passado – a última vez que a Unilever ocupou a liderança do ranking foi em 2002.
Outro grande destaque foi a Caixa, com alta de 68% nos investimentos, indo da 7ª para a 3ª posição entre os maiores anunciantes do Brasil. A General Motors também galgou posições, indo da 18ª para a 6ª posição, mesmo feito repetido pela rival Volkswagen, que foi de 13º para 9º.
Na categoria de bens de consumo, além da subida da Unilever, houve outra grande mudança, com a entrada da Nestlé, 28ª colocada no ranking de 2011, para o Top Ten (10ª) no ranking do primeiro semestre. A P&G, por outro lado, caiu do 9º para o 18º lugar.
Os rankings do Ibope Monitor não levam em conta os descontos normalmente negociados entre as partes, computando os valores expressos nas tabelas dos veículos – o que causa uma grande distorção nos números absolutos de investimentos de anunciantes e agências, muito acima da realidade e dos dados do Projeto Inter-Meios. Além disso, o Ibope tem por critério valorar todo e qualquer espaço ocupado, seja ele gratuito ou não. A divulgação mais recente do Projeto Inter-Meios mostra que a mídia brasileira faturou R$ 8,9 bilhões nos quatro primeiros meses de 2012.
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