Projeção para o Brasil é positiva, mas País ainda precisa melhorar a experiência de compra para elevar as taxas de conversão
As vendas geradas pelo comércio eletrônico crescem a uma velocidade
de 24,4% ao ano desde 2005, ante os 11,8% registrados pelo varejo em
geral, segundo dados da Bain & Company publicados na edição desta
segunda-feira, 2, pelo jornal Valor Econômico. O cenário obriga os
varejistas a rever a sua estratégia de atuação na internet. Hoje, o
e-commerce só responde por cerca de 3% das vendas totais do varejo,
índice que alcança entre 8% e 10% nos Estados Unidos e Inglaterra.
Mas
de acordo com o estudo, as vendas do varejo on-line devem passar de US$
9,8 bilhões em 2011 para US$ 22 bilhões em 2016 no Brasil, com taxas
expressivas de expansão especialmente no segmento de vestuário. A
comparação da performance entre importantes players digitais e os
varejos tradicionais dá uma dimensão do cenário.
O valor de
mercado da Amazon, por exemplo, foi 115 vezes o seu lucro nos últimos
cinco anos, enquanto a médica encontrada entre nove varejistas
tradicionais foi de 16 vezes o seu lucro. O estudo aponta, no entanto, a
necessidade de melhorar a experiência de compra no Brasil, como a
logística de entrega, a fim de aumentar as taxas de conversão, ainda
presas a um patamar de 40%, contra um percentual entre 60% a 65% nos
Estados Unidos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário