sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Usuários reclamam da “publicidade nativa” das mídias sociais

Uma pesquisa feita pela Harris Interactive com adultos nos EUA em outubro e liberada esta semana mostra que a maioria dos que viram publicidade com jeito de conteúdo acharam a estratégia enganadora. Na hora de fazer o ranking do índice de desaprovação nos últimos 12 meses, 86% declararam não gostar de vídeos publicitários disfarçados de conteúdo; 57% desaprovaram histórias patrocinadas do Facebook e 45% acharam ruins os tweets patrocinados adotados pelo Twitter.

Televisão e mídia impressa também foram avaliadas na pesquisa e a insatisfação com infomercials e advertorials não foi muito menor: 61% e 66% de reprovação respectivamente. Em todos os casos, a maioria dos entrevistados declarou que os tais anúncios influenciaram negativamente a percepção sobre a marca ou eventualmente não tiveram efeito algum.

 

Importante dizer que a pesquisa foi encomendada à Harris pela empresa MediaBrix, especializada em criar e comercializar publicidade na forma de aplicativos e jogos para conteúdos móveis, portanto concorrente direta do conceito de “native ads” que é como está sendo chamada a publicidade que nasce com a forma e o estilo dos sites de social media.


Modelos interessantes de “branded content” foram criados por grandes publishers como Forbes, Atlantic Media e Fast Company, para citar alguns, em conjunto com patrocinadores que, na maioria das vezes, endossam sem interferir no conteúdo. Com o valor do CPM dos banners descendo a ladeira, a mídia tradicional vê nos projetos premium um caminho transparente para gerar mais receita e monetizar devidamente a sua audiência. Associada à receita do paywall (sites fechados por assinatura) pode ser uma boa mistura.

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