segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A vitória de Obama na comunicação

Após ter sua reeleição confirmada, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, agradeceu primeiro no Twitter. Na mensagem postada, ele aparece em uma foto ao lado de sua esposa, acompanhada da frase "Four More Years" (Mais Quatro Anos). Sua equipe também enviou um e-mail de agradecimento aos eleitores, além de, é claro, reproduzir a imagem de Obama com Michelle no Facebook do político.

Tudo isso aconteceu antes do presidente subir ao palco para seu discurso de agradecimento. Seu tuíte é agora o mais retuitado da história do microblog. Sua foto postada no Facebook também é a mais curtida da história.
 
Tais fatos demonstram o poder do político nas redes sociais. Porém, este poder este que não veio de graça.
 
Segundo informações da Agência Brasil, mais de US$ 1 bilhão (R$ 2 bilhões) foram gastos em publicidade na atual campanha presidencial dos Estados Unidos. Desse total, US$ 700 milhões (R$ 1,4 bilhões) foram investidos em campanhas publicitárias para televisão.
 
Um levantamento do Business Insider mostra que Obama gastou mais de US$ 50 milhões em propaganda online. Seu rival, o republicano Mitt Romney, desembolsou mais de US$ 26 milhões para anunciar na internet. O foco dos candidatos difere, por exemplo, dos políticos brasileiros.

 
Em 2008, os gastos de Obama e Hilary, candidatos à época, foi de apenas US$ 22 milhões. Ou seja, 2012 representou um gasto quase quatro vezes maior que do pleito anterior. (Veja infográficos abaixo)
 
Como fica a indústria da publicidade norte-americana?

 
Para especialistas ouvidos pelo Advertising Age, uma das mudanças para os próximos quatro anos que preocupa os publicitários dos Estados Unidos é uma possível revisão da dedução de imposto para o setor no país.
 
Outro fator que pode ser revisto é a questão da privacidade. A reeleição de Obama pode culminar num controle mais rigoroso sobre a coleta de informações pessoais na internet. Porém, como destaca o artigo, a própria campanha do candidato reeleito utilizou este artifício para angariar votos.

 
O marketing direcionado para crianças, principalmente o que envolve alimentos e refrigerantes, também pode ter seu debate reacendido no segundo mandato de Obama. Durante seus primeiros quatro anos, ele já havia anunciado restrições para as empresas alimentícias.

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