IAB Brasil defende mesmo ritmo de crescimento de 2011, enquanto Abradi vê recuo nos investimentos
Se há quem veja no cenário econômico menos favorável - relativamente àquele vigente no final de 2010 -, fator capaz de arrefecer o ritmo de evolução das verbas destinadas à comunicação digital no Brasil no decorrer de 2012, existe também quem aposte não ser essa conjuntura capaz de impedir crescimento ao menos similar ao registrado em 2011.
Fábio Coelho, presidente
do IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau) e do Google Brasil,
integra-se a essa segunda corrente, e projeta para 2012 o mesmo índice
de expansão apurado em 2011: cerca de 40% (prevê, inclusive, repetição
dos índices especificamente relacionados a mídia display e a search,
respectivamente, 25% e algo entre 55% e 60%). “O crescimento não será
maior justamente pela economia menos favorável”, ressalta Fábio.
Para
ele, garantirão a continuidade do atual ritmo de expansão fatores como o
aumento da quantidade de internautas do país, que até o final deste ano
devem somar aproximadamente 100 milhões de pessoas - sem contar com
acessos via smartphones e tablets -, e o fato de já ter chegado a 40% o
índice de penetração da internet no Brasil. “Em outros países, quando
essa penetração atingiu tal índice, acelerou-se a expansão do
investimento em comunicação na web”, destaca o presidente do IAB Brasil.
Já Cesar Paz, presidente da Abradi (Associação Brasileira das
Agências Digitais), visualiza para 2012 incremento menos significativo
no investimento em mídias digitais - relativamente àquele registrado em
2011 -, como consequência do cenário econômico mais difícil. “Mas haverá
um crescimento de no mínimo 20%”, ele destaca.
E, na opinião de
Cesar, em 2012 a mídia digital seguirá ampliando seu share no bolo
publicitário nacional: “Como já ocorreu em 2009, em épocas de economia
mais conturbada acentua-se o processo de racionalização dos
investimentos, e ganha espaço o que pode ser mensurado e acompanhado em
tempo real”.
Possibilidades e oportunidades
Ao menos para as mais estruturadas entre elas, 2012 será um ano favorável para as agências de comunicação digital, crê Abel Reis, presidente da AgênciaClick Isobar. Sua própria agência, ele especifica, deve manter o ritmo de expansão registrado nos últimos anos, nos quais sempre obteve índices de crescimento situados no patamar dos dois dígitos (geralmente, entre 10% e 20%).
Para Abel, além de serem as mídias digitais opções de comunicação eficazes e rentáveis tanto nos momentos prósperos quanto em épocas de economia menos aquecida, no Brasil esse universo deve expandir-se nos mais diversos quesitos: audiência, acesso a banda larga, penetração (inclusive entre as classes de menor poder aquisitivo), entre outros. “E, considerando-se sua atual audiência, e sua capacidade de engajamento, as mídias digitais são ainda subaproveitadas no Brasil”, ele destaca.
Ao menos para as mais estruturadas entre elas, 2012 será um ano favorável para as agências de comunicação digital, crê Abel Reis, presidente da AgênciaClick Isobar. Sua própria agência, ele especifica, deve manter o ritmo de expansão registrado nos últimos anos, nos quais sempre obteve índices de crescimento situados no patamar dos dois dígitos (geralmente, entre 10% e 20%).
Para Abel, além de serem as mídias digitais opções de comunicação eficazes e rentáveis tanto nos momentos prósperos quanto em épocas de economia menos aquecida, no Brasil esse universo deve expandir-se nos mais diversos quesitos: audiência, acesso a banda larga, penetração (inclusive entre as classes de menor poder aquisitivo), entre outros. “E, considerando-se sua atual audiência, e sua capacidade de engajamento, as mídias digitais são ainda subaproveitadas no Brasil”, ele destaca.
Gal Barradas, CEO da agência F.biz, qualifica como “muita boas” as
perspectivas colocadas este ano para a comunicação digital no Brasil: “A
tecnologia está inserida na cultura contemporânea, e é impensável
qualquer estratégia de negócios ou comunicação sem o digital no centro
das estratégias”, ela diz. “O mercado digital vem crescendo a uma média
de 40% ao ano no Brasil; esperamos que essa tendência se supere, pois
além de novos negócios online surgindo, negócios brasileiros estão
atraindo mais capital nacional e estrangeiro, e isso tem reflexo nos
investimentos em comunicação”, acrescenta Gal.
Mas, embora sigam
expandindo-se vertentes já mais consolidadas da comunicação digital -
como mídia display, search e conteúdo de marca -, devem agora elevar-se
de maneira mais acelerada os investimentos em ações mobile e em mídias
sociais, prevê Cesar, da Abradi. “No ambiente das redes sociais, deve
crescer especialmente o Facebook, até porque agora ele tem operação no
Brasil”, ele especifica.
Coelho, do IAB Brasil, adiciona à lista
apresentada por Cesar com as modalidades de comunicação online com maior
potencial de crescimento, as ações relacionadas a localização e ao
comércio eletrônico. Ele também cita o governo como segmento no qual as
empresas do setor podem ampliar seus negócios de maneira mais
significativa: “Os principais anunciantes brasileiros já investem de 13%
a 15% de suas verbas - e em alguns casos mais de 20% -, em mídias
digitais; no governo, esse índice não chega a 5%”, compara Fábio.
Para
Reis, da AgênciaClick Isobar, é vasto o campo para o incremento dos
negócios também em segmentos que, embora já disponibilizem comércio
eletrônico - ou possam vir a tê-lo -, não restringem suas vendas ao
universo virtual: “Há muito potencial de expansão do comércio online de
varejos mais tradicionais, como automóveis e setor financeiro”, ele
exemplifica.
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