Afinal, as marcas podem ou nao se comportar como pessoas nas redes sociais? Esse foi o tema do debate mediado pela Jacqueline Lafloufa que abriu esta manha a Campus Party 2012.
Jaime Troiano, especialista em gerenciamento de marcas, começou falando sobre como marcas que nasceram no ambiente analógico estao se adaptando ao mundo digital, lembrando que os consumidores nao separam os ambientes online e offline. Apresentou os 5 'drivers' indispensáveis para uma marca se dar bem no meio digital - agilidade, mobilidade, sociabilidade, utilidade e visibilidade, e citou Fiat, Itaú, Skol, Sony e Nike como exemplos de marcas efetivamente adaptadas a esse novo cenário.
Já focado no tema principal do debate, Nizan Guanaes disse que o comportamento humanizado das marcas é uma "tentaçao perigosa", e que é preciso ter cuidado para que as conversas nao se tornem falsas, "nao virem um embuste". Colocado no papel de defensor da autenticidade e dos limites que ela implica, argumenta que as marcas precisam é oferecer vantagens e demonstrar respeito e capacidade de entender o consumidor. E ter respeito também à sua própria natureza - Nada de papinho furado apenas para agradar ou puxar o saco - recomendou.
Marcos Hiller, consultor e professor de cursos de MBA e pós-graduaçao, acredita que as marcas precisam ter jogo de cintura para equilibrar os seus papéis. E questiona - será que toda pergunta nas redes sociais merece, precisa ou tem como ser respondida? Para Keid Sammour, da CuboCC, o digital é apenas mais um ponto de contato, e as marcas precisam de um discurso coerente - a mesma linguagem no balcao, no 0800 e no Twitter - mas lamenta nao conhecer nenhuma que consiga fazer isso. Também acredita que o potencial das redes sociais está sendo subutilizado, que as empresas precisam ir além do "Quem tá vivo dá 1 Like".
A conversa rendeu ainda discussoes sobre a associaçao de marcas com pessoas e propôs até uma inversao do tema principal - e quando sao as pessoas que se comportam como marcas, como personagens? Fica o desafio - estabelecer diálogos honestos, claros, mas sem perder a identidade, sem desconfigurar a personalidade. Mais do que nunca, as marcas estao totalmente expostas, mas os fundamentos de 'brand building' continuam os mesmos.
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