segunda-feira, 16 de abril de 2012

M- Commerce

Entenda as vantagens dessa modalidade de comércio eletrônico e como utilizá-la na conquista de clientes


Entendemos como comércio eletrônico ou e-commerce as transações comerciais por meio de um ambiente eletrônico. O m-commerce é uma derivação do e-commerce que permite a realização de transações comerciais por meio de dispositivos móveis, como, por exemplo, tablets e celulares. O m-commerce, assim como o e-commerce, possibilita o contato com seu consumidor durante 24h todos os dias. Um estudo realizado em julho passado pelo Mobile Entertainmment Forum (MEF) com 8,5 mil pessoas em nove países estimou que 19 milhões de aparelhos, dos 210 milhões, seriam smartphones.

 As empresas precisam acompanhar os avanços tecnológicos e oferecer alternativas diferenciadas aos usuários de mobile. Estudo lançado em outubro de 2011 pela Econsultancy em associação com a RedEye mostra que 70% das empresas do setor de e-commerce de diversos países ainda não desenvolveram um projeto de design específico para m-commerce. Já estudo do MEF constatou que, em 2010, 20% dos varejistas apresentavam estratégias para mobile. Em 2011, esse número já alcança 29% no mundo.

Para especialistas, não há restrição quanto ao ramo de atividade, desde que haja público para consumir esse tipo de serviço. “Embora o perfil de usuário seja um fator importante que não pode ser desprezado, em minha opinião, o mais importante tem a ver com o tipo de produto vendido. Dificilmente alguém vai comprar uma geladeira exclusivamente pelo celular, embora possa usar o celular para obter informações na hora da compra”, pondera Elcio Ferreira, diretor da Visie.
O diretor-presidente da Web Consult, Leonardo Bortoletto, orienta que, assim como para se criar um e-commerce, é necessário avaliar se o público-alvo possui perfil para utilizar m-commerce, para que o investimento não seja em vão.

Ferreira orienta aos lojistas que, ao planejarem suas iniciativas de m-commerce, não tentem incluir todos os recursos que estão disponíveis em seu e-commerce. É importante que eles foquem no perfil de uso dos celulares. “Busca rápida e acesso simplificado são essenciais. Se seu negócio consegue oferecer vantagens usando os recursos da mobilidade, como geolocalização, faça isso”.

Entre as possibilidades de uso, o diretor da Visie traz exemplos, como um tipo de produto ou serviço que só faz sentido se vendido em m-commerce. “Dos exploradíssimos aplicativos, jogos e ringtones, a serviços como reserva em restaurantes e hotéis. Que tal chegar ao drive-thru para apenas retirar seu pedido, que já está pronto porque você pediu e pagou pelo celular? Ou comprar o ingresso para um filme e entrar no cinema apenas mostrando o celular ao atendente?”.

Ao optar pela plataforma mobile, o primeiro ponto é estratégico, entendendo qual a vantagem real que a empresa pode oferecer aos clientes. “Entrar no comércio eletrônico móvel só porque todo mundo está falando dificilmente vai trazer valor ao seu negócio”, adverte Ferreira. Depois do planejamento estratégico, as questões técnicas exigem muitos cuidados. Embora o brasileiro adore celular e os números sejam animadores, a infraestrutura de conectividade no Brasil não é das melhores. Além disso, a variedade de aparelhos, sistemas operacionais e navegadores faz com que a escolha dos fornecedores de tecnologia precise ser feita com bastante cuidado.

É importante ressaltar que os profissionais não devem direcionar todas as ações pensando ser o fim do e-commerce. Na opinião de Bortoletto, o mobile commerce não veio para substituir o comércio eletrônico, e sim para agregar esforços. “Dessa maneira, nenhum canal usual se exclui no processo de compra, apenas ganha novas ferramentas para chegar a um objetivo comum: a conversão em venda. Da mesma forma que o varejo não foi substituído pelo e-commerce, o m-commerce não substituirá o comercio eletrônico tradicional”.


M-commerce no Brasil

• De acordo com o estudo do MEF, 79% dos brasileiros já utilizaram o celular em alguma fase do processo de compra de algum produto ou serviço, colocando o Brasil à frente da média, que é de 72% entre os países participantes da pesquisa MEF Global Consumer – o número mede o uso de celular em algum momento do processo de compra, desde a busca por informações até a compra efetiva.

• Em junho, durante o Ciab 2011, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou ter chegado a um consenso e que, até o início de 2012, será possível fazer pagamentos pelo celular.

• Segundo a CPM Braxis Capgemini, o Brasil é um dos líderes na adoção do m-payment, pois o número de pagamentos móveis realizados no país chegou a 3,9 milhões em 2010 e cresce.



Principais vantagens do m-commerce

• O volume de m-commercers disponíveis ainda é pequeno, o que indica baixa concorrência nesse ramo de atuação;

•A possibilidade de acesso em trânsito: basta um dispositivo mobile e uma conexão com a internet (seja 3G, WAP ou Wi-Fi);

• O número de aparelhos smartphone no país está crescendo. Já são 19 milhões de aparelhos, segundo estudo realizado pelo Instituto Ipsos Mediact;

• A previsão é de que o número de celulares convencionais seja em breve ultrapassado pelo número de smartphones;

• A demanda quanto à estruturação de uma banda de conexão não é tão significativa devido ao baixo volume de adeptos de m-commerce, o que impacta de maneira direta nos custos iniciais de operação;

• A velocidade de conexão voltada para dispositivos móveis está aumentando. A tendência de melhora nesse tipo de serviço está acompanhando a demanda por aparelhos conectados;

• Levando em consideração os diversos tipos de aparelho que terão acesso ao m-commerce, sua confecção precisa ser simples. Por isso, não há a necessidade de grandes investimentos para o desenvolvimento de um aplicativo ou um site WAP. Prima-se aqui a navegabilidade.


*Fonte: Leonardo Bortoletto – Diretor-presidente da Web Consult e

Vice-presidente de Inteligência Digital da SUCESU-MG

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